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terça-feira, 31 de julho de 2012

FMI - Avanço de crédito no Brasil demanda supervisão

Avanço de crédito no Brasil demanda supervisão--FMI

Fundo Monetário Internacional - O sistema financeiro do Brasil está "forte", apesar do rápido crescimento de crédito às famílias ser um risco que precisa ser cuidadosamente monitorado, afirmou nesta terça-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Há alguns sinais de dificuldades financeiras entre as famílias", disse o FMI em sua avaliação sobre a saúde do sistema financeiro do Brasil. É a primeira vez que o Brasil concordou com a divulgação do relatório.

Em particular, o FMI disse que há sinais de aumento do endividamento das famílias, com brasileiros usando cartões de crédito e cheque especial para financiar o consumo.

Os preços de moradias em São Paulo e Rio de Janeiro também estão aumentando rapidamente, com dados sugerindo que os preços crescem quase 30 por cento ao ano, acrescentou o FMI.

A organização multilateral disse, entretanto, que essas preocupações estão sendo mitigadas por uma forte supervisão bancária e capital e liquidez significativos dos bancos.

O FMI afirmou que lidar com aumento da volatilidade nos fluxos de capitais de investimento foi um "desafio crônico" para o Brasil.

Isso também levou as autoridades a baixar a taxa de juros e alterar a curta duração de contratos financeiros, que ajudaram bancos, mas atrapalharam o desenvolvimento de mercados financeiros de longo prazo.

Isso vai levar tempo e requerer esforços sustentáveis por meio de uma ampla frente política, acrescentou o FMI.

TIM investirá R$ 450 milhões a mais para atender Anatel

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A TIM apresentou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) dentro de seu plano para retomada das vendas em 19 unidades da Federação, aportes adicionais de aproximadamente R$ 450 milhões para investimentos este ano. A informação é do diretor de Assuntos Regulatórios da TIM, Mario Girasole, que classificou estes valores como uma "refocalização" dos aportes, para atender as exigências da Anatel, que agora somam para este ano cerca de R$ 3,5 bilhões.

Os executivos da TIM também ressaltaram que estão "confiantes" na retomada das vendas para os próximos dias. Girasole destacou que, em síntese, o plano apresentado à Anatel prevê um cronograma de aportes para sistemas das redes, com a redução das interrupções das chamadas, e para aprimorar o atendimento. "Estamos detalhando a nossa capacidade de resolver os problemas dos clientes", afirmou.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

IGP-M acelera alta para 1,34% em julho

Índice Geral de Preços-Mercado in6

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou para uma alta de 1,34 por cento em julho, ante elevação de 0,66 por cento em junho, impulsionado principalmente pelos

preços no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. O resultado ficou acima das expectativas do mercado. Segundo mediana de projeções coletadas, o mercado projetava alta de 1,23 por cento do indicador no mês passado. Em 12 meses, o IGP-M avançou 6,67 por cento e a taxa acumulada no ano é de 4,57 por cento, de acordo com a FGV.

Dentre os subíndices que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-Mercado (IPA-M) teve alta de 1,81 por cento em julho, ante inflação de 0,74 por cento no mês anterior. Os preços dos Bens Finais avançaram 1,04 por cento, ante 0,19 por cento anteriormente. Contribuiu para este movimento o subgrupo combustíveis, cuja taxa de variação passou de -0,28 por cento para 5,14 por cento.

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No segmento Bens Intermediários, houve aceleração para 1,34 por cento, ante 1,20 por cento em junho. A principal contribuição partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de 0,38 por cento para 3,65 por cento.

O índice de Matérias-Primas Brutas apresentou variação de 3,31 por cento, contra 0,76 por cento no mês anterior. Os itens que mais influenciaram foram soja em grão (4,30 para 14,89 por cento), milho em grão (-3,95 para 6,74 por cento) e café em grão (-2,00 para 2,36 por cento).

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Já o Índice de Preços ao Consumidor-Mercado (IPC-M) acelerou a alta para 0,25 por cento, contra 0,17 por cento visto anteriormente.

A principal contribuição para o acréscimo foi do grupo Alimentação, que passou de 0,61 para 1,06 por cento. Nesta classe de despesa, destacou-se o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa de variação passou de 7,53 para 15,39 por cento.

Também foram registrados acréscimos nas taxas de variação de Transportes (-0,78 para -0,39 por cento), Educação, Leitura e Recreação (-0,07 para 0,27 por cento), Comunicação (-0,03 ara 0,17 por cento) e Habitação (0,17 para 0,18 por cento).

Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção-Mercado (INCC-M) registrou elevação de 0,85 por cento, desacelerando ante alta de 1,31 por cento na apuração de junho.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,63 por cento, ante 0,30 por cento no mês anterior.

O custo da Mão de Obra subiu 1,05 por cento em julho, ante 2,28 por cento em junho.

Além de medir a evolução do nível de preços, o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel.

Os indicadores de inflação voltaram a mostrar uma certa aceleração recentemente, como por exemplo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que subiu 0,33 por cento em julho ante 0,18 por cento em junho, acima das expectativas.

Ainda assim, a percepção geral é de que a inflação continua sob controle, o que mantém em aberto a possibilidade do Banco Central dar continuidade à sua política de estímulo à economia através da redução da taxa básica de juros, hoje na mínima histórica de 8 por cento ao ano após oito cortes consecutivos.

Em outra frente o governo anunciou benefícios fiscais a indústrias e consumidores, além de aumento das compras federais. Na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff informou ainda que anunciará em agosto e setembro medidas anticíclicas para estimular a economia.

A persistente dificuldade da atividade brasileira em deslanchar levou o governo a cortar a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5 por cento para 3 por cento neste ano.

Entretanto, o dado ainda é melhor que o do Banco Central, que reduziu sua projeção para este ano de 3,5 por cento para 2,5 por cento.

Mercado mantém estimativa de PIB e eleva inflação em 2012

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O mercado manteve sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano em 1,90 por cento, elevando a perspectiva de inflação para 4,98 por cento ante 4,92 por cento anteriormente, de acordo com pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira.

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Depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmar na ata de sua última reunião --em que reduziu a Selic para a mínima recorde de 8 por cento ao ano-- que novas reduções terão que ser feitas com "parcimônia", analistas também mantiveram a perspectiva para a taxa básica de juros em 2012 em 7,50 por cento.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ibovespa dispara 4,7% com expectativa de estímulos na Europa

Ibovespa dispara 4,7% com expectativa de estímulos na Europa

A Bovespa teve nesta sexta-feira a maior alta diária em quase um ano, com investidores zerando posições vendidas diante da expectativa de que autoridades europeias adotem medidas para evitar o colapso da região.

O Ibovespa teve alta de 4,72 por cento, a 56.553 pontos, na maior alta diária desde 9 de agosto de 2011, quando o índice subiu 5,1 por cento.

Com isso, o Ibovespa reduziu as perdas acumuladas no ano para queda de 0,35 por cento. Na semana, o índice teve alta de 4,35por cento. O giro financeiro da sessão foi de 9,1 bilhões de reais, acima da média diária de julho, de 5,84 bilhões de reais.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Banco Central do Brasil - Crédito cresce e inadimplência cai pela 1a vez desde março

Crédito cresce e inadimplência cai pela 1a vez desde março

BCB - O crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no Brasil subiu 1,5 por cento em junho, chegando a 50,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ou 2,167 trilhões de reais, informou o Banco Central nesta quinta-feira.

A inadimplência nas operações de crédito com recursos livres do sistema financeiro ficou em 5,8 por cento no mês passado, menor do que em maio, quando ficou em 5,9 por cento, de acordo com dados revisados do BC. É o primeiro recuo desde março.

O calote de pessoas físicas nessas operações chegou a 7,8 por cento, recuo de 0,1 ponto em relação a maio. A inadimplência de empresas também recuou na mesma proporção, para 4 por cento em junho.

O spread bancário ---diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa de juro efetivamente cobrada do consumidor final-- atingiu 23,2 pontos percentuais em junho, contra 24,7 pontos no mês anterior.

A média diária de concessões de crédito cresceu 6 por cento em junho ante maio. Para pessoas físicas, o salto foi de 6,4 por cento e para empresas, 5,7 por cento.

A taxa de juros média recuou 1,8 ponto percentual, para 31,1 por cento no mês passado. Para pessoa física, a queda foi de 2,3 pontos, para 36,5 por cento. Para empresas, o recuo foi de 1,2 ponto, para 23,8 por cento.

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Telefónica espera 1,5 bi de euros com Atento e outros ativos

Telefónica espera 1,5 bi de euros com Atento e outros ativos

A operadora espanhola de telecomunicações Telefónica informou nesta quinta-feira estar completamente comprometida com venda de ativos, após um anúncio inesperado na quarta-feira de que cancelará pagamento de dividendos e programa de recompra de ações neste ano.

A Telefónica espera levantar até 1,5 bilhão de euros (1,82 bilhão de dólares) com a venda de ativos, incluindo os negócios de central de atendimento Atento, como parte de uma estratégia para reduzir dívida de 57 bilhões de euros, informou a empresa em apresentação de resultados do primeiro semestre.

Pedidos de bens duráveis sem transportes recuam nos EUA em junho

As novas encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, excluindo transportes, recuaram em junho e uma medida de planos de gastos empresariais caiu, indicando uma desaceleração na atividade fabril.

As novas encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, excluindo transportes, recuaram em junho e uma medida de planos de gastos empresariais caiu, indicando uma desaceleração na atividade fabril.

O Departamento do Comércio dos EUA informou nesta quinta-feira que as encomendas excluindo transportes recuaram 1,1 por cento, a maior queda desde janeiro, depois de subirem 0,8 por cento em maio. Economistas haviam estimado que essa categoria ficaria estável em junho.

No geral, as encomendas subiram 1,6 por cento uma vez que a demanda por aeronaves aumentou, após uma alta de 1,6 por cento no mês anterior, segundo dados revisados.

Economistas consultados pela Reuters haviam estimado que as encomendas de bens duráveis, que vão de torradeiras a aeronaves e que duram pelo menos três anos, subiram 0,4 por cento depois de alta de 1,3 por cento em maio.

Draghi manda sinal forte de que BCE irá agir

Draghi manda sinal forte de que BCE irá agir

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, prometeu nesta quinta-feira fazer o que for necessário para proteger a zona do euro de um colapso, incluindo agir para reduzir custos de empréstimos governamentais irracionalmente altos.

"Dentro do nosso mandato, o BCE está pronto para fazer o que for preciso para preservar o euro. E acredite em mim, será suficiente", afirmou Draghi em conferência de investimento em Londres.

"À medida que o tamanho do prêmio soberano (custos de empréstimo) prejudica o funcionamento dos canais de transmissão da política monetária, eles passam a ser de nossa responsabilidade."

Os comentários de Draghi são os mais corajosos até agora e sugerem que o BCE está pronto para combater a crise da dívida a fim de defender a Itália e a Espanha, cujos custos de empréstimo subiram para níveis insustentáveis.

O euro saltou, enquanto os futuros dos títulos alemães, tipicamente favorecidos por investidores avessos ao risco, passaram a cair em resposta aos comentários.

O BCE tem mantido seu programa de compra de títulos inativo por meses, e a oposição interna para reativá-lo é firme, portanto o foco irá se voltar para o que mais o BCE pode fazer.

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Economistas acreditam que o banco central pode ser forçado a comprar títulos novamente ou, como alternativa, apoiar países da zona do euro em dificuldade pela porta dos fundos.

Na quarta-feira, a autoridade do BCE Ewald Nowotny rompeu com a posição de seus colegas, dizendo que dar ao fundo de resgate permanente da Europa uma licença bancária para aumentar sua capacidade tem seus méritos. Draghi e outros rejeitaram tal opção previamente.

Como alternativa, o banco poderia agir como o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e o Banco da Inglaterra, e optar por "quantitative easing" (programa de compra de ativos) direto --impressão de dinheiro com outro nome.

"Os comentários sobre os altos yields de títulos governamentais interrompendo a transmissão de política monetária do BCE são interessantes, ao passo que eles sugerem uma possível tentativa de driblar as restrições sobre compra de ativos completas", disse o estrategista do Monument Securites Marc Ostwald.

O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, disse que os comentários de Draghi sobre os yields de títulos governamentais são "muito positivos".

Draghi acrescentou que o BCE não quer fazer coisas que devem ser feitas por governos. Ele recusou-se a especular sobre a chance de um país deixar o euro, mas disse que o bloco monetário é "irreversível".

Núcleos operacionais de projeto que capacita empresas para a exportação serão aumentados

Núcleos operacionais de projeto que capacita empresas para a exportação serão aumentados

O Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), coordenado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do governo federal, pretende ampliar de 27 para 31 o número de núcleos operacionais instalados, até o final deste ano.

O projeto contabiliza, desde 2009, um total de 10,3 mil empresas atendidas. De acordo com o o coordenador nacional do Peiex, Tiago Terra, a expectativa é alcançar em torno de 13 mil a 14 mil empresas atendidas até 2014. Ele lembrou que o projeto qualifica as empresas para a exportação, “para que elas se tornem cada vez mais competitivas”.

Os núcleos operacionais funcionam atualmente em 12 estados, informou Terra à Agência Brasil. O coordenador participou hoje (25), em Nova Friburgo, do Seminário Apex-Brasil: Exportar É Inovar, que apresentou ações do Peiex para a região serrana fluminense, a primeira do estado do Rio de Janeiro a contar com uma unidade do Peiex.

Confecções e moda, móveis, metalmecânico, cosméticos são os setores que se destacam em termos de procura pelo Peiex, disse Terra. Segundo ele, a Apex-Brasil quer se aprofundar agora no setor de petróleo e gás, especialmente no Rio Grande do Sul e em Pernambuco. “Porque uma das estratégias nacionais é fortalecer o setor de petróleo e gás”, destacou.

Para o coordenador do projeto, esse é um dos objetivos que o Peiex busca na região serrana fluminense, ao focar a atenção no setor metalmecânico, fornecedor para a área de petróleo e gás, além dos setores de confecções e moda e de alimentos. “A gente quer também dar um atendimento especial ao setor de petróleo e gás, para tentar entender as demandas do setor e solucioná-las”.

De acordo com a Apex-Brasil, o Peiex é um projeto de capacitação para empresas com potencial exportador. Ele busca aumentar a competitividade e promover a cultura exportadora nas micro, pequenas e médias empresas do país, ampliando os mercados das indústrias iniciantes em comércio exterior. Terra informou, ainda, que a Apex-Brasil pretende discutir com o governo fluminense e a Federação das Indústrias (Firjan) a possibilidade de instalar novos núcleos do projeto no estado. “A gente espera, em dois ou três anos, estar ampliando isso. A ideia nossa é consolidar esse núcleo aqui [da região serrana], para fazer depois a ampliação. Porque se você não consolida o projeto, depois é muito difícil abrir as portas para os outros lugares”.

Distribuição de gás nacional ao mercado brasileiro pela Petrobras cresceu 10% no primeiro semestre

Distribuição de gás nacional ao mercado brasileiro pela Petrobras cresceu 10% no primeiro semestre

A média mensal de entrega de gás nacional ao mercado consumidor brasileiro, pela Petrobras, no primeiro semestre do ano foi 40,9 milhões de metros cúbicos diários, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2011, quando registrou 37 milhões de metros cúbicos diários.

A empresa informou, por meio de nota, que, em 2012, conseguiu superar os recordes mensal e diário na entrega de gás natural ao mercado. Em junho foram entregues 44,1 milhões de metros cúbicos por dia de gás ofertado; enquanto que no acumulado do mês, a companhia alcançou novo recorde histórico com a vazão de 46,2 milhões metros cúbicos por dia.

“O expressivo crescimento da oferta de gás nacional observado nos últimos anos é fruto de uma série de investimentos realizados no desenvolvimento de projetos de produção de gás natural, consubstanciados no Plangás - Plano de Antecipação da Produção de Gás”, diz a nota.

Grupo japonês anuncia investimentos de US$ 300 milhões no Brasil

Grupo japonês anuncia investimentos de US$ 300 milhões no Brasil

O grupo japonês Hitachi anunciou hoje (25) o investimento de US$ 300 milhões nos setores de infraestrutura e tecnologia de transportes no Brasil, até 2015. O presidente mundial da Hitachi, Hiroaki Nakanishi, foi recebido em audiência pelo vice-presidente no exercício da Presidência da República, Michel Temer, para falar sobre o assunto.

“Temos uma intenção muito forte de expandir nossos negócios no Brasil e queremos investir em vários tipos de atividades”, disse o executivo. Com o investimento, o grupo japonês quer quadruplicar sua receita no país e chegar a US$ 1,5 bilhão.

Entre as áreas de investimento estão infraestrutura ferroviária, energética e de telecomunicações. De acordo com o governo, o grupo tem interesse no trem de alta velocidade entre as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Edição: Aécio Amado

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem além das expectativas

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem além das expectativas

O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu para próximo do menor nível em quatro anos, um sinal esperançoso para o mercado de trabalho do país, que tem mostrado sinais de fraqueza.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 35 mil para 353 mil, segundo dados ajustados sazonalmente, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho.

Essa queda foi muito mais acentuado do que o esperado por economistas. O número da semana anterior teve ligeira revisão para cima.

A média móvel de quatro semanas, uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, caiu em 8.750 para 367.250.

Cameron aposta na Olimpíada para recuperar economia

Cameron aposta na Olimpíada para recuperar economia O primeiro-ministro britânico, David Cameron, exortou os líderes de negócios de todo o mundo reunidos em Londres nesta quinta-feira, véspera da Olimpíada, a investir na Grã-Bretanha, um dia após dados mostrarem que a economia está pior do que anteriormente se previa.

Cameron sofre pressão para mudar a sorte da Grã-Bretanha, e os dados da quarta-feira mostraram que a economia encolheu muito mais do que o esperado no segundo trimestre, assolada por fatores que vão de um feriado adicional à crise na zona do euro.

Falando em uma cúpula de comércio e investimento concebida para usar os Jogos de 27 de julho a 12 de agosto como incentivo aos negócios, Cameron reiterou seu compromisso em cortar o déficit orçamentário e recolocar nos trilhos a economia combalida pela recessão.

"Sim, quero medalhas para a Grã-Bretanha. E não haverá apoiador mais apaixonado da delegação britânica do que eu. Mas tenho um trabalho a fazer neste verão (no hemisfério norte), e uma grande parte dele é apoiar os negócios britânicos", declarou.

Cameron tentou evitar os pedidos para alterar o plano de austeridade de sete anos de seu governo após os dados de quarta-feira, e garantiu aos dignitários reunidos que a redução do déficit continua no topo de sua agenda.

"Tomamos decisões ousadas para tratar de nossas finanças públicas e ganhar a credibilidade dos mercados, e minha mensagem hoje é clara e inequívoca. Não tenham dúvida: vamos seguir em frente e terminar o trabalho", acrescentou.

Ele ainda reafirmou seu compromisso de melhorar a regulação do setor bancário britânico, cuja reputação foi abalada por um escândalo de manipulação de taxas de empréstimo nas últimas semanas.

Os delegados na cúpula de comércio e investimento, a primeira de 17 planejadas para coincidor com a Olimpíada, incluem a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e líderes de multinacionais, como Eric Schmidt, CEO do Google, e Vittorio Colao, executivo-chefe da Vodafone.

A Grã-Bretanha espera selar acordos de 1 bilhão de libras (cerca de 1,5 bilhão de dólares) com negócios que capitalizarão os Jogos.

O governo também anseia em aplacar os críticos da Olimpíada que dizem que o evento é caro demais em um momento de finanças públicas sob estresse, ressaltando as oportunidades de negócio da ocasião e do uso dos locais de competição após o final do evento.

Autoridades britânicas dizem que os Jogos custarão 9,3 bilhões de libras (14,5 bilhões de dólares), e Cameron e outros dizem que, apesar do evento, um plano de austeridade fiscal é essencial para a Grã-Bretanha manter a confiança dos mercados e manter o custo de seus empréstimos baixo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Safras eleva em 4% projeção para cana do centro-sul

Safras eleva em 4% projeção para cana do centro-sul

A estimativa de colheita de cana da região centro-sul do Brasil foi elevada para 520 milhões de toneladas no ciclo 2012/13, de acordo com projeção divulgada nesta terça-feira pela consultoria Safras & Mercado.

É um aumento de 4 por cento ante a estimativa anterior da Safras (500 milhões de toneladas) para a principal região produtora de cana no país. "O registro de chuvas em excesso sobre as mais importantes regiões produtoras do centro-sul, principalmente em maio, junho e também na primeira semana de julho, embora tenha provocado a interrupção da colheita durante vários dias, proporciona a contrapartida de um maior desenvolvimento para os canaviais", disse a consultoria, em nota. A Safras afirma que há uma tendência de crescimento no volume de cana disponível no fim da safra. As chuvas, por outro lado, prejudicaram a qualidade da cana que está perto de ser colhida, segundo a União das Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). As empresas do setor acreditam ter condições de recuperar o atraso na moagem, disse na segunda-feira um representante da Unica à Reuters. O último levantamento da Unica, analisando o processamento até o final de junho, mostra que há uma queda de 28 por cento no volume de cana moído, na comparação com o mesmo período do ano passado. BRASIL A Safras & Mercado também revisou para cima a estimativa de produção geral no país. O Brasil deverá colher 613 milhões de toneladas de cana em 2012/13, crescimento de 3,9 por cento ante a estimativa anterior, de 590 milhões de toneladas. Segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o centro-sul do Brasil colheu e moeu 501,3 milhões de toneladas de cana em 2011/12, enquanto a produção total do Brasil atingiu 602 milhões de toneladas, disse relatório da Safras.

Investimento direto até junho soma US$29,7 bi--BC

Investimento direto até junho soma US$29,7 bi--BC

O investimento estrangeiro direto (IED) no primeiro semestre do ano atingiu 59,4 por cento da projeção do Banco Central para 2012, reforçando a possibilidade de que esses desembolsos financiem totalmente o déficit em transações correntes estimado para o ano.

De acordo com dados divulgados pelo BC nesta terça-feira, nos primeiros seis meses do ano ingressaram 29,720 bilhões de dólares em investimento direto no país, dos quais apenas 5,822 bilhões em junho. A previsão da autoridade monetária para 2012 é de 50 bilhões de dólares.

O IED financiou com certa folga o déficit em transações correntes no mês e no acumulado do ano. No mês passado, o déficit - que inclui as exportações e importações de bens e serviços - ficou em 4,419 bilhões de dólares e no acumulado até junho soma 25,342 bilhões de dólares.

Essa tendência deve permanecer em julho. Até dia 20, ingressaram no país investimentos estrangeiros diretos no valor de 6,3 bilhões de dólares e a projeção para o fim do mês é de 7 bilhões de dólares. Já o déficit em transações correntes deve somar 4,5 bilhões de dólares em julho, segundo projeção do BC.

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, reforçou a posição do presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, sobre a possibilidade de o IED financiar integralmente o déficit em conta corrente neste ano.

"Não é de se estranhar que esses dados (de investimento) possam continuar nessa trajetória de financiar integralmente o déficit. A projeção de IED é conservadora e os ingressos estão vindo acima disso", afirmou Rocha. A próxima revisão das projeções do BC ocorre apenas em setembro.

Sem entrar em detalhes para explicar o forte ingresso de investimento neste mês, o técnico do BC afirmou que há uma concentração de operações acima de 1 bilhão de dólares. No mês passado, as movimentações ficaram na maior parte entre 100 milhões de dólares e 1 bilhão de dólares.

O resultado das contas externas mostra que o Brasil, apesar das turbulências internacionais e do grau de incerteza por conta da crise na zona do euro, continua sendo um pólo atrativo de investimento internacional.

Um dado divulgado pelo BC sublinha também que o país tem atraído investidores em busca por papéis de empresas que investem em infraestrutura. Segundo Rocha, a maior parte dos investimentos de não-residentes em títulos de renda fixa em junho, no valor total de 744 milhões de dólares, foi direcionada a projetos de infraestrutura.

LUCROS E DIVIDENDOS

Se a crise internacional não tem desestimulado a busca de estrangeiros por investimentos na produção, as empresas que já atuam no mercado brasileira estão cautelosas em enviar recursos às matrizes.

No mês passado, as remessas líquidas de lucros e dividendos somaram 1,537 bilhão de dólares, abaixo do volume de 4,063 bilhões registrados em junho de 2011. No acumulado do ano, a remessa líquida está em 9,981 bilhões de dólares, ante 18,768 bilhões de dólares no primeiro semestre de 2011.

O chefe-adjunto do Departamento Econômico afirmou que essa redução pode ser atribuída, entre outros fatores, à desvalorização do real verificada desde o início do ano e à queda nos lucros das empresas. A taxa média do câmbio em junho foi um pouco superior a 2 reais por dólar enquanto em fevereiro era de 1,74 real por dólar.

Como o lucro das empresas é apurado na moeda local, algumas companhias estrangeiras preferem manter ou reinvestir os recursos no país para evitar perdas com a operação de câmbio.

O dólar mais caro também influenciou os gastos dos turistas brasileiros no exterior. Em junho, os brasileiros gastaram 1,683 bilhão de dólares em viagens internacionais, abaixo dos 1,866 bilhão de dólares gastos no mesmo período do ano passado. O valor que turistas estrangeiros desembolsaram no país ficou praticamente estável em relação a junho de 2011, em 462 milhões de dólares.

EMC tem alta do lucro do 2o trimestre e reitera previsão

EMC tem alta do lucro do 2o trimestre e reitera previsão

EMC – A empresa reiterou nesta terça-feira a previsão de lucro para o fechado do ano após ter anunciado alta nos ganhos no segundo trimestre, quando aumentaram as vendas nos negócios de plataforma de armazenamento em rede.

A maior fabricante mundial de equipamentos corporativos para armazenamento de dados manteve em 1,70 dólar por ação a previsão de lucro para este ano, abaixo da previsão média de analistas, de 1,73 dólar por papel. A companhia reiterou a previsão de receita anual de 22 bilhões de dólares, ante estimativa média de 22,1 bilhões de dólares.

A EMC espera um fluxo de caixa de 4,9 bilhões de dólares no ano e prevê recomprar 700 milhões de dólares em ações que ela mesma emitiu.

Analistas receberam bem os resultados diante dos contínuos receios com a economia e recentes alertas de lucro de outras companhias de tecnologia.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mercado mantém previsão de PIB e eleva inflação em 2012

Mercado mantém previsão de PIB e eleva inflação em 2012

Entretanto, a perspectiva de inflação foi elevada, segundo pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira.

Diante dos últimos sinais de aceleração dos preços, os analistas consultados na pesquisa do BC revisaram sua previsão para a inflação neste ano, e agora preveem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará este ano a 4,92 por cento, ante 4,87 por cento na semana anterior. Para 2013, a expectativa foi mantida em 5,50 por cento. Uma série de indicadores na última semana mostrou aceleração da inflação, culminando na sexta-feira com a alta de 0,33 por cento do IPCA-15 em julho, ante 0,18 por cento em junho e acima das expectativas.

Entretanto, na avaliação de analistas essa alta não altera a perspectiva de corte da taxa Selic em agosto. No último dia 11, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou o oitavo corte seguido da taxa básica de juros desde agosto passado, quando começou o processo de afrouxamento monetário, para a atual mínima recorde de 8 por cento ao ano. Segundo o Focus, a taxa básica de juros deve encerrar 2012 a 7,50 por cento, mantendo a expectativa da semana passada. Analistas avaliaram que a ata da última reunião do Copom, divulgada na quinta-feira, indica que pode haver pelo menos mais um corte na taxa básica de juros. O comitê voltou a destacar que o processo de redução da Selic deve ser feito com "parcimônia". CRESCIMENTO A redução da taxa básica de juros faz parte da movimentação das autoridades para impulsionar a atividade no Brasil. O próprio BC já reduziu sua projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano de 3,5 para 2,5 por cento ao ano. Por sua vez, os ministérios da Fazenda e do Planejamento cortaram na sexta-feira a previsão de crescimento do PIB, embora ainda acima da projeção do BC, de 4,5 por cento para 3 por cento. Em outra frente, o governo já anunciou benefícios fiscais a indústrias e consumidores, além de aumento das compras federais. A indústria é o principal setor que vem impedindo uma recuperação mais robusta da economia brasileira. Para 2013, os analistas consultados na pesquisa Focus também mantiveram a previsão para o PIB em uma expansão de 4,10 por cento. Para a Selic no período, a previsão foi mantida em 8,50 por cento. Ainda segundo o Focus, a taxa de câmbio prevista pelo mercado para o fim de 2012 foi mantida em 1,95 real por dólar. (Por Camila Moreira)

Brasil tem déficit de US$4,4 bi em transações correntes em junho--BC

Brasil tem déficit de US$4,4 bi em transações correntes em junho--BC

O Brasil registrou em junho déficit em transações correntes de 4,419 bilhões de dólares, abaixo da previsão de economistas ouvidos pela Reuters, de 4,8 bilhões de dólares, informou o Banco Central nesta terça-feira, .

No acumulado de 12 meses encerrados em junho, o déficit em conta corrente do país ficou em 2,16 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

O BC informou ainda que os investimentos estrangeiros diretos no país somaram 5,822 bilhões de dólares no mês passado.

domingo, 22 de julho de 2012

BANCO CENTRAL LANÇA NOVAS CÉDULAS DE R$ 10 E R$ 20 NA SEGUNDA-FEIRA

BANCO CENTRAL LANÇA NOVAS CÉDULAS DE R$ 10 E R$ 20 NA SEGUNDA-FEIRA O Banco Central lança na próxima segunda-feira, 23, as novas cédulas de R$ 10 e R$ 20, que fazem parte da segunda família do Real. A cerimônia de lançamento será realizada em Brasília, às 15 horas, com a presença do presidente do BC, Alexandre Tombini.

Já estão em circulação, desde dezembro de 2010, as cédulas de R$ 50 e R$ 100 desta nova família. Ainda não há previsão para lançamento das novas notas de R$ 2 e R$ 5.

As cédulas da segunda família do real contêm novos elementos de segurança e possuem tamanhos diferentes, para facilitar a identificação.