Mostrando postagens com marcador Guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sony comprará empresa de games Gaikai por US$380 mi

sony_logo_www.in6.com.br



A Sony disse nesta segunda-feira que comprará a empresa do setor de games sediada na California Gaikai por cerca de 380 milhões de dólares, em um esforço para fortalecer seus serviços de jogos online.


Fundada em 2008, a Gaikai, sediada em Aliso Viejo, California, é uma empresa de jogos em nuvem que fornece tecnologia para realizar streaming de conteúdo para video games diretamente a qualquer aparelho conectado à internet. Ela compete com a OnLive, outra empresa de jogos em nuvem.

gaikai www.in6.com.br

Um porta-voz da Sony disse que a transação ainda está sujeita a aprovação regulatória e deve ser concluída até o final de agosto.


O mercado mundial de games, avaliado em 78,5 bilhões de dólares, está testemunhando uma transição de jogos baseados em consoles para títulos online que rodam em aparelhos conectados à web.


O presidente da Sony Computer Entertainment, Andrew House, disse em nota que a aquisição ajudará a Sony a criar um serviço de jogos em nuvem "que permite que usuários façam uso instantaneamente de uma grande esfera de conteúdo, de jogos imersivos com gráficos elaborados até conteúdo casual em qualquer momento e em qualquer lugar, a partir de uma variedade de aparelhos conectados à internet".


Espera-se que a tecnologia da Gaikai reforce o console de games da Sony, o PlayStation, que se conecta à internet mas também possibilita que o jogador rode jogos a partir de discos físicos.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Flame espiona e pode sabotar computadores

flame_www.in6.com.br.jpg


É provável que o vírus tenha sido criado em uma parceria Israel-EUA com objetivo de atacar o programa nuclear iraniano


O poderoso vírus de computador Flame é capaz não apenas de espionar mas de sabotar sistemas de computação, e é provável que tenha sido usado para atacar o Irã em abril, de acordo com a Symantec, uma grande companhia de segurança na computação.


O Irã havia acusado o Flame de causar perda de dados nos computadores do principal terminal de exportação de petróleo e no Ministério do Petróleo do país. Mas antes da descoberta da Symantec, os especialistas haviam descoberto apenas provas de que o programa espionava conversações entre computadores infectados, e roubava dados.


Vikram Thakur, pesquisador da Symantec, informou na quinta-feira que a companhia agora identificou um componente do Flame que permite que operadores apaguem arquivos de computadores, o que significa que o vírus pode causar problemas em programas importantes ou desabilitar completamente um sistema operacional.


"Eles têm a capacidade de apagar tudo que está armazenado em um computador", disse Thakur. "Não é algo teórico, mas sim uma capacidade concreta e presente".


O Flame surgiu pelo menos cinco anos atrás e é o mais sofisticado programa de espionagem cibernética já descoberto. Pesquisadores vêm correndo para compreender melhor suas capacidades desde que a Kaspersky Lab, de Moscou, identificou o Flame no mês passado, depois que uma agência da ONU convidou a companhia de segurança na computação a estudar um vírus que, segundo o Irã, havia sabotado computadores no país, apagando dados importantes.


Na semana passada, pesquisadores da Kaspersky Lab associaram parte do código do Flame ao Stuxnet, arma cibernética supostamente usada pelos Estados Unidos e Israel para atacar o programa nuclear do Irã. A Symantec confirmou posteriormente que o Flame e o Stuxnet usam trechos comuns de código.


Funcionários e ex-funcionários dos serviços de segurança norte-americanos disseram à Reuters esta semana que os EUA haviam participado da criação do Flame. O jornal Washington Post reportou que os EUA e Israel haviam desenvolvido o Flame juntos, para recolher informações sobre o programa nuclear do Irã.


O Irã se queixou de novo da ameaça de ataques a seus computadores, quinta-feira, dizendo ter detectado planos dos EUA, Israel e Reino Unido para um ataque "maciço", depois do fracasso de negociações sobre as atividades nucleares de Teerã. Não se sabe se estavam se referindo ao Flame ou a outro vírus.

domingo, 26 de junho de 2011

Agora são hackers contra o Lulzsec. Quem vence esta ciberguerra?

Grupo responsável por ataques a sites de governos e instituições, inclusive no Brasil, torna-se alvo de ações de grupos rivais.

Em meio a todas essas invasões e defacings que têm tomado o noticiário nos últimos dias, uma guerra civil hacker está em ação. Tem sido igualmente difícil acompanhar tanto o número de ataques contra hackers como aqueles elaborados pelos hackers.

Diversos hackers assumiram a responsabilidade por tirar do ar, esta semana, o site do grupo Lulzsec. Outros grupos assumiram a missão de revelar as identidades reais de membros do Lulzsec.

Não foi à toa que o Lulzsec foi escolhido como alvo primário de uma certa insurgência hacker. O grupo tem atraído todo tipo de publicidade ao assumir uma postura contra tudo e contra todos, elegendo alvos que vão do site magnets.com à CIA - e, eventualmente, divulgando na web listas com informações pessoais roubadas desses sites.

Esses hackers que escolhem atacar outros hackers podem ser motivados por um verdadeiro sentimento de punição - como que quisessem dizer ao Lulzsec que foram longe demais. Ou, talvez, por pura vaidade.

Script kiddies
"Nós estamos aqui para mostrar ao mundo que eles são nada mais que um bando de script kiddies", afirmou Hex0010, de 23 anos e membro do grupo TeaMp0isoN (lê-se Team Poison), ao canal de TV Fox News. "Você pode pensar, 'eu sou um hacker realmente mau porque posso derrubar qualquer site por alguns minutos', mas isso é bobagem. Caia na real."

O Team Poison tem conexões com grupos que, há algum tempo, atacaram o Facebook e são bastante críticos em relacão aos governos dos EUA, da Israel e da Índia. Hex0010 diz que eles planejam revelar a identidade dos membros do Lulzsec um a um, isso apesar do início das ações de autoridades policiais que prenderam um jovem britânico de 19 anos (e que mantinha canais IRC para uso pelo Lulzsec).

O Lulzsec nega que o jovem preso faça parte do grupo, mas Hex diz que o suspeito é um "intermediário" para o grupo e que um hacker californiano será delatado em breve.

Enquanto isso, parece haver vários outros hackers com as mesmas intenções. Um grupo que se autointitula Team Web Ninjas dedicou um blog à revelação das identidades dos membros do Lulzsec, dizendo que até um marine dos EUA estaria entre os graduados do grupo.

Hacker brasileiro
Um hacker bastante conhecido que atende pelo pseudônimo The Jester também publicou uma pesquisa sobre a identidade de um hacker brasileiro - "Sabu" - que aponta como um dos líderes do Lulzsec. The Jester também assumiu a responsabilidade pela queda do site do Lulzsec esta semana, algo que o grupo ridicularizou em um tuíte: "Este palhaço do Jester, de novo reivindicando o crédito pelo trabalho de outras pessoas? Nosso site tem sofrido pesadas tentativas de ataque DDoS 24/7 por semanas."

Se toda essa troca de acusações parece um tanto juvenil, talvez ela seja mesmo. Veja este comunicado de um membro do Team Poison, divulgado esta semana e dirigido ao Lulzsec:

"...nós te avisamos, nós dissemos para não fazer ameaças vazias, nós demos a vocês 48 horas para tornar seus IRC seguros; mesmo assim, vocês falharam; em vez disso, vocês postaram hashes em fóruns públicos e então afirmaram que vocês descobriram nossas identidades e riram do fato de que eu tenho 17 anos de idade. Parem de dizer a si mesmos que são hackers...".

Essa história certamente não vai parar aqui. Não percam os próximos capítulos.