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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Icegurt revenda, como ser um revendedor do Icegurt

Icegurt revenda, como ser um revendedor do Icegurt

O Icegurt pode ser uma ótima alternativa para as pessoas que estão em busca de uma fonte de renda. A marca, que está conquistando cada vez mais espaço no Brasil, oferece oportunidades para os interessados em desempenhar trabalho como autônomo, ou seja, revendendo os produtos Icegurt.

Icegurt: um novo negócio

O Icegurt, fabricado pela empresa colombiana Quala, se destaca como a única marca a produzir barras de iogurte congelado no Brasil. Os produtos, que parecem geladinhos, são revendidos por 50 centavos cada e as pessoas que já provaram afirmam que é muito saboroso. Apesar de barato, o iogurte pode ser encontrado em vários sabores: abacaxi com coco, morango, maracujá, manga, coco e uva.

Ao se tornar um revendedor Icegurt, o profissional autônimo tem a chance de faturar com o seu próprio negócio, circulando pelas ruas para comercializar os iogurtes em barra. Alguns fatores costumam otimizar as vendas, como a divulgação nos portões das escolas, em praças e regiões periféricas. Como os produtos são voltados para as classes C,D e E, os geladinhos fazem sucesso com a população mais humilde.

Ambulante vendendo Icegurt, cada iogurte custa 50 centavos. (Foto:Divulgação) Atualmente, a Icegurt está presente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo. Entretanto, a Quala espera expandir para outras localidades do Brasil e ampliar o seu número de colaboradores.

Como se tornar um revendedor Icegurt?

Icegurt revenda, como ser um revendedor do Icegurt 1

Para se tornar um revendedor Icegurt, é necessário entrar em contato pelo telefone 0800-774-5151. Outro canal para se comunicar com a empresa responsável pelo iogurte é a internet, basta acessar o site oficial, preencher o formulário, enviar e aguardar uma resposta.

O investimento numa revenda Icegurt tem um custo bem acessível para o empreendedor, em média R$ 8 mil para investir em mercadorias e alugar um imóvel. A empresa responsável pelo iogurte fornece ao revendedor freezers, carrinhos e uniformes para que ele possa comercializar os produtos.

Ao dar início ao novo negócio, o pequeno empresário precisa contratar ambulantes para vender os geladinhos nas ruas. As vendas garantem bons lucros nos meses de calor, mas durante o inverno o dinheiro arrecadado também é expressivo. O único empecilho para os revendedores Icegurt consiste nos dias de chuva, que dificultam a circulação dos vendedores pelas ruas.

Icegurt é um negócio baseado na venda massiva de produtos. Icegurt revenda, como ser um revendedor do Icegurt 2

O revendedor deve saber como lidar com os ganhos do seu negócio, afinal, ele compra cada iogurte pelo preço de custo de R$ 0,035 e precisa obter os seus lucros com base na venda massiva dos produtos. Cada ambulante possui ainda uma comissão sobre cada geladinho vendido, em média R$ 0,10. Para estimular o trabalho dos vendedores que comandam as carrocinhas nas ruas, o revendedor deve oferecer bônus e se preocupar com as boas condições de trabalho.

Acesse o site da Icegurt e se torne um revendedor.

http://www.icegurt.com.br

domingo, 1 de abril de 2012

O Poder dos Quietos, Susan Cain

SusanCain_O poder dos Quietos_www.in6.com.br

Quiet: the power of introverts in a world that can't stop talking ( Quietos: o poder dos introvertidos em um mundo que não para de falar)

Nossas vidas são moldadas tão profundamente pela personalidade quanto pelo gênero ou código genético. E o aspecto mais importante da personalidade --"o norte e o sul do temperamento", como diz um cientista-- é onde cada um se localiza no espectro introversão-extroversão.

Nosso lugar nesse contínuo influencia como escolhemos amigos e colegas, como levamos uma conversa, resolvemos diferenças e demonstramos amor. Afeta a carreira que escolhemos e se seremos ou não bem-sucedidos nela. Governa o quanto temos tendência a nos exercitar, a cometer adultério, a funcionar bem sem dormir, a aprender com nossos erros, a fazer grandes apostas no mercado de ações, a adiar gratificações, a ser bons líderes e a perguntar: "E se?"

Divulgação

A escritora Susan Cain, autora do livro "O Poder dos Quietos"

Isso se reflete nos caminhos do nosso cérebro, nos neurotransmissores e nos cantos mais remotos do nosso sistema nervoso. Atualmente, introversão e extroversão são dois dos aspectos mais pesquisados na psicologia da personalidade, despertando a curiosidade de centenas de cientistas.

Apesar de descobertas animadoras, esses pesquisadores, auxiliados pela tecnologia mais avançada, fazem parte de uma longa e histórica tradição. Poetas e filósofos têm pensado sobre introvertidos e extrovertidos desde o início dos tempos. Os dois tipos de personalidade aparecem na Bíblia e nos escritos de doutores gregos e romanos, e alguns psicólogos evolucionistas dizem que a história desses comportamentos vai muito além: o reino animal também apresenta "introvertidos" e "extrovertidos", como veremos, de moscas da fruta a peixes e macacos. MC  Quiet - The Power Of Introverts

Como outros pares complementares --masculinidade e feminilidade, Ocidente e Oriente, liberais e conservadores--, a humanidade seria irreconhecível, e imensamente diminuída, sem os dois estilos de personalidade.

Veja a parceria de Rosa Parks e Martin Luther King Jr.: um formidável orador recusando-se a ceder seu lugar em um ônibus segregado não causaria o mesmo efeito de uma mulher modesta que claramente preferiria manter-se em silêncio, não fosse o que a situação exigia. E Parks não teria o necessário para eletrizar uma multidão se tivesse tentado se levantar e anunciar que tinha um sonho. Mas com a ajuda de Martin Luther King, ela não precisou fazê-lo.

ESTILOS

No entanto, hoje abrimos espaço para um número notavelmente limitado de estilos de personalidade. Dizem que para sermos bem-sucedidos temos que ser ousados, que para sermos felizes temos que ser sociáveis.

Vemo-nos como uma nação de extrovertidos --o que significa que perdemos de vista quem realmente somos. Dependendo de que estudo você consultar, de um terço a metade dos norte-americanos é introvertido-- em outras palavras, uma em cada duas ou três pessoas que você conhece. (Considerando que os EUA estão entre as nações mais extrovertidas, o número deve ser pelo menos tão alto quanto em outras partes do mundo.) Se você não for um introvertido, certamente está criando, gerenciando, namorando ou casado com um.

Divulgação

A escritora Susan Cain, autora de "O Poder dos Quietos", na conferência TED2012, em Long Beach, nos EUA Se essas estatísticas o surpreendem, provavelmente é porque muitas pessoas fingem ser extrovertidas. Introvertidos disfarçados passam batido em parquinhos, vestiários de escolas e corredores de empresas. Alguns enganam até a si mesmos, até que algum fato da vida --uma dispensa, a saída dos filhos de casa, uma herança que permite que passem o tempo como quiserem-- os leva a avaliar sua própria natureza.

Você só precisa abordar o tema deste livro com seus amigos e conhecidos para descobrir que mesmo as pessoas mais improváveis consideram-se introvertidas.

Faz sentido que tantos introvertidos escondam-se até de si mesmos. Vivemos em um sistema de valores que chamo de "ideal da extroversão" --a crença onipresente de que o ser ideal é gregário, alfa, sente-se confortável sob a luz dos holofotes. O típico extrovertido prefere a ação à contemplação, a tomada de riscos à cautela, a certeza à dúvida. Ele prefere as decisões rápidas, mesmo correndo o risco de estar errado. Ele trabalha bem em equipes e socializa em grupos.

Gostamos de acreditar que prezamos a individualidade, mas muitas vezes admiramos um determinado tipo de indivíduo --o que fica confortável sendo o centro das atenções. É claro que permitimos que solitários com talento para a tecnologia que criam empresas em garagens tenham a personalidade que quiserem, mas estes são exceções, não a regra, e nossa tolerância estende-se principalmente àqueles que ficaram incrivelmente ricos ou que prometem fazê-lo.

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DECEPÇÃO

Introversão --com suas companheiras sensibilidade, seriedade e timidez-- é, hoje, um traço de personalidade de segunda classe, classificada em algum lugar entre uma decepção e uma patologia. Introvertidos vivendo sob o ideal da extroversão são como mulheres vivendo em um mundo de homens, desprezadas por um traço que define o que são. A extroversão é um estilo de personalidade extremamente atraente, mas a transformamos em um padrão opressivo que a maioria de nós acha que deve seguir.

O ideal da extroversão tem sido bem documentado em vários estudos, apesar dessa pesquisa nunca ter sido agrupada sob um único nome. Pessoas loquazes, por exemplo, são avaliadas como mais espertas, mais bonitas, mais interessantes e mais desejáveis como amigas. A velocidade do discurso conta tanto quanto o volume: colocamos aqueles que falam rápido como mais competentes e simpáticas que aqueles que falam devagar.

A mesma dinâmica aplica-se a grupos, em que pesquisas mostram que os eloquentes são considerados mais inteligentes que os reticentes --apesar de não haver nenhuma correlação entre o dom do falatório e boas ideias. Até a palavra "introvertido" ficou estigmatizada --um estudo informal feito pela psicóloga Laurie Helgoe mostrou que os introvertidos descrevem a própria aparência física com uma linguagem vívida ("olhos verde-azulados", "exótico", "maçãs do rosto salientes"), mas quando se pede para descreverem introvertidos em geral eles delineiam uma imagem insossa e desagradável ("desajeitado", "cores neutras", "problemas de pele").

Mas cometemos um erro grave ao abraçar o ideal da extroversão tão inconsequentemente. Algumas das nossas maiores ideias, a arte, as invenções --desde a teoria da evolução até os girassóis de Van Gogh e os computadores pessoais-- vieram de pessoas quietas e cerebrais que sabiam como se comunicar com seu mundo interior e os tesouros que lá seriam encontrados.

Sem introvertidos, o mundo não teria: a teoria da gravidade; a teoria da relatividade; "O Segundo Advento", de W.B. Yeats; Os "Noturnos" de Chopin; "Em Busca do Tempo Perdido", de Proust; Peter Pan; "1984" e "A Revolução dos Bichos, de George Orwell; "O Gato do Chapéu", do Dr. Seuss; Charlie Brown; "A Lista de Schindler", "E.T." e "Contatos Imediatos de Terceiro Grau", de Steven Spielberg; o Google; Harry Potter. Susan Cain_www.in6.com.br

ESTÍMULOS

Como escreveu o jornalista científico Winifred Gallagher: "A glória da disposição que faz com que se pare para considerar estímulos em vez de render-se a eles é sua longa associação com conquistas intelectuais e artísticas. Nem o E=mc² de Einstein nem 'Paraíso Perdido', de John Milton, foram produzidos por festeiros."

Mesmo em ocupações menos óbvias para os introvertidos, como finanças, política e ativismo, alguns dos grandes saltos foram dados por eles. Figuras como Eleanor Roosevelt, Al Gore, Warren Buffett, Gandhi --e Rosa Parks-- conquistaram o que conquistaram não "apesar de", mas por causa de sua introversão.

Mesmo assim, muitas das mais importantes instituições da vida contemporânea são criadas para aqueles que gostam de projetos em grupo e altos níveis de estímulo. Nas turmas infantis, cada vez mais as mesas das salas de aula são arrumadas em forma de concha, a melhor para encorajar o aprendizado em grupo, e pesquisas sugerem que a grande maioria dos professores acha que o aluno ideal é um extrovertido.

As crianças assistem a programas de TV em que os protagonistas não são crianças como qualquer uma, mas estrelas do rock, por exemplo, como Hannah Montana.

Quando adultos, muitos de nós trabalhamos para empresas que insistem em que trabalhemos em grupo, em escritórios sem paredes, para supervisores que valorizam "um bom relacionamento interpessoal" acima de tudo. Para avançarmos em nossas carreiras, espera-se que nos promovamos descaradamente.

Os cientistas cujas pesquisas conseguem financiamento muitas vezes possuem personalidades confiantes, talvez até demais. Os artistas cujos trabalhos adornam as paredes de museus de arte contemporânea posam de forma a impressionar nos vernissages. Os autores que têm seus livros publicados --tidos no passado como uma raça reclusa-- hoje são avaliados pelos editores para assegurar que possam participar de programas de entrevistas. (Você não estaria lendo este livro se eu não tivesse convencido meu editor de que sou suficientemente pseudoextrovertida para promovê-lo.)

DOR

Se você é um introvertido, também sabe que o preconceito contra os quietos pode provocar uma profunda dor psicológica. Quando criança, pode ter ouvido seus pais se desculparem pela sua timidez. ("Por que você não pode ser mais parecido com os meninos Kennedy?", repetiam constantemente os pais de um homem que entrevistei.) Ou na escola você pode ter sido estimulado a "sair da sua concha" --expressão nociva que não valoriza o fato de que alguns animais naturalmente carregam seu abrigo aonde quer que vão, assim como alguns humanos.

"Ainda ouço todos os comentários da minha infância em minha cabeça, dizendo que eu era preguiçoso, burro, lento, chato", escreveu um membro de uma lista de e-mail chamada Refúgio dos Introvertidos. "Quando eu tive idade suficiente para entender que eu simplesmente era introvertido, a suposição de que algo estava inerentemente errado comigo já era parte do meu ser. Queria encontrar esse vestígio de dúvida e tirá-lo de mim."

Agora que você é um adulto, talvez ainda sinta uma ponta de culpa quando recusa um convite para jantar para ler um bom livro. Ou talvez você goste de comer sozinho em restaurantes, podendo passar sem os olhares de pena dos outros clientes. Ou lhe dizem que você "fica muito na sua cabeça", uma frase muitas vezes utilizada contra os quietos e cerebrais.

É claro que há outro nome para pessoas assim: pensadores.

O livro "O Poder dos Quietos" será lançado no Brasil em maio pela editora Agir

Absurda Calixto, óculos do momento para quem tem estilo e gosta de extravagância, preço, modelos, onde comprar

Absurda Calixto.

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Absurda Calixto, óculos do momento para quem tem estilo e gosta de extravagância!

Quem ama óculos escuros e tem estilo já sabe que o óculos do momento é o Absurda Calixto. Super modernos e joviais, se tornaram verdadeiros objetos de desejo. Disponível em várias cores e com as lentes espelhadas, essa moda começou a pegar quando celebridades como Dani Bolina e Juju Salimeni (foto) apareceram usando os óculos. Os Absurda Calixto foram inspirados na Praça Benedito Calixto, no bairro paulista Vila Moderna. Nesta praça, todos os sábados acontece uma feira cultural desde 1987. Esta feira reúne por volta de 320 expositores de diferentes artesanatos, obras de arte, antiguidades e comida. Benedito Calixto, foi um multifacetário artista brasileiro do século passado, destacando-se especialmente na pintura.

A marca Absurda nasceu a partir de um conceito de modernidade, em que os modelos possuem um design arrojado, sempre com exclusividade. No site http://www.absurdaonline.com.br, que comercializa o produto com frete grátis em todo o país, é possível encontrar muitos modelos de óculos da marca, com cores diferentes, o que torna o item adaptável a praticamente qualquer pessoa que gosta desse tipo de acessório mais despojado.

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A marca conhecida por inovar nos modelos de seu produto, pode ser encontrada em muitos sites de vendas.

No portal eletrônico o Absurda Calixto, que está disponível em várias cores, é comercializado por R$ 390,00; e pode ser parcelado em três vezes sem juros. A base da lente desses óculos são seis, sendo que ele é feito de policarbonato, já a armação é composta por grimalid. Devido ao seu desenho, o produto é vendido tanto para homens, quanto para mulheres, que podem utilizar o acessório sem medo de ser feliz. Os clientes encontram esse item em diversas cores.

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Para quem quer usar o item com um visual mais sério, em um local onde é preciso estar vestido mais a caráter, o óculos na cor preta dá aquele toque especial, pois mesmocom vestes padrão faz com que você se destaque sem exageros. Mas se você gosta mesmo de uma cor no acessório, a marca oferece as opções de armações coloridas, com diversificações , como azul, branco, marrom, laranja rosa, entre outras, além de você ter a opção de utilizar lentes com pigmentação diferenciada. absurda-calixto-colecao_www.in6.com.br O portal http://www.absurdaonline.com.br é o oficial da marca, mas caso não tenha lgum item disponível, você poderá buscar outras alternativas, como por exemplo, acessar a loja virtual http://www.oculosshop.com.br, que também comercializa o item com o mesmo preço do site da Absurda. Esse portal é multimarcas, o que lhe dá espaço para comparar o produto com outros similares. Óculos são mais que um acessório, é um artigo de moda que cuida dos seus olhos, por isso, deve ter muita qualidade, para impedir problemas de saúde. Então, antes de finalizar a compra, leve em consideração que o produto da Absurda Calixto passa por testes rigorosos antes de chegar nas prateleiras, além da empresa disponibilizar bons profissionais, para cuidar do desenvolvimento dos seus óculos.

ABSURDA CALIXTO POWER COLORS - ÓCULOS DE SOL

Absurda Calixto Power Colors é um óculos de sol que tem muito mais que proteção para te oferecer! Calixto é o carro chefe da Absurda, uma marca que é dona de si mesma e não tem medo de se achar o centro das atenções ousando em cores e formatos fora do comum. Através da arte e design surgiu o óculos Calixto Power Colors, um modelos super criativocom acabamentos, cores e estampas exclusivas que atrai homens e mulheres e vem com sua campanha “ Qual a cor do seu estilo?” onde famosos como Ingrid Diniz, Cris Guerra, Paulo Vilhena Felipe Andreoli e Rafa Brites fazem a apresentação dos diversos modelos em videos e fotos impressionantes. A pergunta é básica para quem busca um óculos Calixto, pois a escolha da cor mostra sua personalidade e seu estilo de viver todos os momentos. As lentes são de excelente qualidade, uma proteção especial que vem acompanhada de um espelhamento perfeito que tornou esta peça ainda mais exuberante. Com tanta originalidade este óculos Absurda tem todos os holofotes voltados para si no qual estampa o seu sucesso.

O óculos de sol Absurda Calixto Transparente com Azul é um modelo feito em acetato com design maior perfeito para pessoas que buscam um óculos de sol maior e que se encaixe perfeitamente em todos os formatos de rostos. Você que procura um óculos de sol com estilo e modernidade vai adorar óculos Absurda Calixto, com seu tom transparente com hastes desenhadas e lentes azul espelhada. O óculos Absurda Calixto foi inspirado na Praça no bairro Paulista Vila Madalena, onde, desde 1987, todos os sábados acontece uma feira cultural que reúne cerca de 320 expositores de diferentes artesanatos, obras de arte, antiguidades e comida. Benedito Calixto também foi um multifacetário artista brasileiro do século passado, destacando-se especialmente na pintura. O Absurda Calixto tem seu sobrenome em homenagem ao seu criador.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Susan Cain, o Poder dos Quietos

Tmidez, como usá-la a seu favor

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O que Albert Einstein, Barack Obama, Chopin, Steven Spielberg, J. K. Rowling e Bill Gates têm em comum? A resposta é o sucesso, e a introversão. Pelo menos um terço das pessoas que nós conhecemos são introvertidas. Eles são aqueles que preferem escutar a falar, ler a ir a festas; que inovam e criam, mas não gostam de autopromoção; que se beneficiam trabalhando por conta própria mais do que em grupo. Embora sejam rotulados de quietos, é aos introvertidos que devemos muitas das grandes contribuições à sociedade. Com argumentos cativantes, uma pesquisa extensa e cheio de inesquecíveis histórias reais, O poder dos quietos mostra como os introvertidos são subvalorizados, e como todos perdem com isso. Partindo da ascensão do ideal de extroversão no século XX, Susan Cain questiona os valores dominantes no mundo empresarial de hoje, no qual a colaboração forçada pode bloquear o caminho da inovação e no qual o potencial de liderança dos introvertidos é frequentemente negligenciado. De modo inspirador, a autora nos apresenta histórias de introvertidos de sucesso e oferece inestimáveis conselhos sobre como os tímidos podem tirar vantagem das suas características. Em O poder dos quietos, Susan Cain contempla também as crianças introvertidas em capítulo especial com dicas para pais e professores. Um livro extraordinário, que tem o poder de mudar para sempre a maneira como os introvertidos se veem e, talvez mais importante, como as outras pessoas os veem.

O poder dos Quietos - Susan Cain

Eles estão em todos os lugares, na vida real e na ficção, da literatura clássica à cultura pop. O introvertido número um da literatura talvez seja Julien Sorel, protagonista do romance O vermelho e o negro, do século XIX. Fã de filosofia e de leituras religiosas, o personagem criado pelo francês Henri-Marie Beyle, conhecido como Stendhal, leva centenas de páginas até conseguir se aproximar da amada. Madame de Rênal - uma paixão proibida, pois ela é casada com o prefeito da fictícia cidade de Verrières. Na cultura pop, esse papel é exercido por Clark Kent, habitante de outra cidade fictícia, Metrópolis. Ele ganha a vida como repórter do jornal Planeta Diário. Criação do gigante dos quadrinhos DC Comics, Kent treme quando se aproxima da colega Lois Lane, por quem é apaixonado. Só se desinibe quando veste a cueca por cima da calça e combate o crime com a capa de Super-Homem.

A ficção imita a realidade. Sorel, Kent e os introvertidos da vida real padecem do mesmo desajuste: viver numa sociedade que valoriza os populares, os esfuziantes, os palradores - e despreza os que coram, gaguejam, suam nas mãos. Aqueles que, em resumo, lamentam que a espécie humana seja gregária obrigando-os a interagir o tempo todo com seus semelhantes. E que veem uma profunda e incômoda realidade na máxima do filósofo francês Jean-Paul Sartre: "O inferno são os outros". Para os representantes dessa turma, o livro Quiet: the power of introverts in a world that can't stop talking (algo como Quietos: o poder dos introvertidos em um mundo que não para de falar), da americana Susan Cain, é mensa­geiro de uma boa-nova. A obra, que chegará às livrarias brasileiras em maio pela Editora Agir, contraria um lugar-comum, segundo o qual tí­midos e introvertidos devem fazer um esforço para deixar de ser o que são, como se tivessem uma doença. Para Susan Cain, deve ocorrer exatamente o oposto. Os tímidos e os introver­tidos mais bem-sucedidos são justamente aque­les que transformam timidez e introversão em aliados ao longo da vida.

Timidez e introversão, embora tratadas corriquei­ramente como sinônimos, descrevem, segundo os psicólogos, características distintas. A timidez é o so­frimento pela exposição ao julgamento alheio. Acomete aqueles que temem passar vexame, cometer erros ou não encontrar as palavras adequadas. A introversão caracteriza aqueles que preferem ficar sozinhos e se sentem mais à vontade e produtivos no isolamento e no silêncio. Quase todo tímido desenvolve um comportamento introvertido. Mas o inverso não é verdadeiro. Alguns introvertidos podem ser até desinibidos, como o presidente americano, Barack Obama. Ele não treme diante do público. Apenas valoriza seus momentos de paz com a família - ou sozinho, lendo e escrevendo.

O que tímidos e introvertidos têm em comum, de acordo com Susan Cain, é uma certa circuns­pecção que, bem administrada, pode ser útil para o sucesso pessoal e profissional. Claro que Susan não se refere ao antissocial patológico, portador de níveis de ansiedade insuportáveis diante de si­tuações sociais corriqueiras, como frequentar um restaurante lotado. Nesses casos, o recomendável é um tratamento. Fora desse extremo, existem vários casos de sucesso entre tímidos e introver­tidos, do já citado Barack Obama ao compositor Chico Buarque (leia exemplos nos quadros ao final da reportagem).

Entre eles está a própria autora do livro. Quem lê o currículo de Susan Cain não suspeita que a advogada que se tornou consultora de liderança de grandes grupos - como o Merrill Lynch, banco de investimento depois adquirido pelo Bank of America na crise de 2008 - suou frio antes de dar palestras sobre estratégias de negociação. Susan é formada pelas prestigiadas universidades Prin­ceton e Harvard, defendeu por sete anos causas de empresas como o gigante General Electric e ganha dinheiro ensinando executivos de Wall Street a negociar. Ela garante que seu sucesso no mundo corporativo se deu graças a esses traços - e não apesar deles. As tendências solitárias dos introvertidos são, na verdade, os poderes que po­dem transformar Clark Kents em Super- Homens. "Aprendi que somos ótimos negociadores porque pensamos antes de falar, nos expressamos com calma e escutamos o que os outros falam", afirma Susan. Ela não advoga apenas em causa própria. De acordo com um levantamento do psicólogo americano Jonathan Cheek, professor da Univer­sidade Wellesley, para cada meia dúzia de pessoas, há dois ou três introvertidos.

• Tempo para estudar

Em sua pesquisa, Susan revirou estudos cien­tíficos para entender como a circunspecção serve de base para o sucesso. Com isso, listou as ca­racterísticas da personalidade introvertida úteis para o dia a dia. A primeira é fácil de imaginar: os circunspectos gastam menos horas em con­versas e badalação. Logo, ganham em tempo para se informar e aprender. Num estudo realizado com 141 estudantes, os psicólogos Eric Rolfhus e Philip Ackerman, pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, testaram o co­nhecimento dos alunos em 20 assuntos diferen­tes, da astronomia à estatística. O resultado mos­trou que os que se consideravam introvertidos sabiam mais que os extrovertidos em 19 assuntos. A atriz Bianca Salgueiro, de 18 anos, intérprete de Carolina na novela Fina estampa, atribui seu bom desempenho no vestibular às horas extras de estudo que ganhou, graças a seu pendor para ficar sozinha. Foi a primeira colocada entre 45 mil can­didatos à Universidade do Estado do Rio de Janei­ro. De acordo com a classificação dos psicólogos, ela é uma típica introvertida. "Não tenho proble­mas para me colocar. Apenas prefiro ficar mais quieta", diz. Ela afirma que gosta de ter poucos - e bons - amigos e que estuda nos intervalos das gravações em vez de conversar. "Se fosse muito extrovertida, não prestaria tanta atenção na aula e também gastaria mais tempo fazendo social e menos tempo estudando", diz.

A segunda característica útil da personalidade introvertida é a insegurança com a própria timi­dez. Ela leva o introvertido a se esforçar de ma­neira redobrada para se sair bem em situações sociais. Essa ferramenta é especialmente útil no mundo do trabalho, como atesta o publicitário Felipe Santos, de 32 anos, diretor de mídia digi­tal da Africa, uma das maiores agências do país. Uma de suas principais atribuições é apresentar ideias a clientes - um problema para o rapaz de pele clara que fica vermelho com facilidade e treme para falar em público. Quando entrou na agência, Felipe viu-se obrigado a participar de reuniões com mais de 20 pessoas - para ele, uma multidão. Para isso, desenvolveu técnicas. Ele ensaia exaustivamente as apresentações. O pessoal da agência coopera, escalando Felipe para discursar sempre que possível. O objetivo é que treine cada vez mais. "Por ser introverti­do, me tornei um profissional mais dedicado", diz Felipe. "Sabia que tinha de me superar pela qualidade do trabalho, já que não tinha compe­tência em me vender."

Estratégia semelhante à de Felipe levou Mari­na Frederico ao sucesso. Aos 30 anos, ela virou sócia do grupo Digipronto, que cuida das redes sociais de empresas como Ambev e Sadia. For­mada em arquitetura, decidiu que trabalharia de casa, para não enfrentar entrevistas ou situações de exposição. Depois de meio ano assim, per­cebeu que não daria certo e se cadastrou numa agência de empregos. "Quando me chamaram para a entrevista na Digipronto, nem acreditei", diz. ''Achava que, para trabalhar numa empresa de comunicação, devia ser comunicativa. Minha sorte é que os donos da empresa conseguiram ver potencial para além do marketing pessoal, no meu caso inexistente." Num primeiro momento, ela teve problemas com as reuniões com clientes. A primeira foi um desastre. "Fui apresentar um plano de comunicação para a OX Cosméticos. Fiquei supernervosa, comecei a gaguejar e disse: 'Vou passar a palavra a meu chefe'. Fiquei arra­sada e pensei: 'O.k., não sirvo para isso, vou vol­tar a ser designer'" Foi quando ela decidiu usar uma estratégia semelhante à de Felipe Santos: preparar as apresentações em detalhe. "Estudo a marca profundamente e até a personalidade do cliente para quem vou apresentar o proje­to', diz Marina. Um pouco antes da reunião, ela treina com algum colega de trabalho. Para Ma­rina, a vantagem de ser tímida é a observação. "Fico quieta e passo despercebida, mas estou sempre atenta. Também observo os colegas de trabalho, para saber lidar com cada um deles:'

• Isolamento e criatividade

A terceira vantagem dos tímidos é que o iso­lamento, ao contrário do que diz o senso co­mum, estimula a criatividade. Embora a cultu­ra corporativa tenha inventado as reuniões de brainstorming e os escritórios com poucas divi­sórias para estimular o que, no jargão corpora­tivês, é chamado de "sinergia", é na solidão que germinam as ideias criativas, dizem estudiosos como o psicólogo alemão Hans Eysenck, morto em 1997. Sem distrações com estímulos sociais, há mais tempo para pensar e estabelecer ligações inusitadas entre assuntos diversos. O cérebro dos introvertidos está preparado para funcio­nar desse jeito, de acordo com pesquisadores da Universidade Stony Brook, nos Estados Unidos. Eles fizeram exames de ressonância magnética em pessoas com tendências à introversão e no­taram que, enquanto eles observavam imagens, as áreas cerebrais mais ativadas eram as encar­regadas de fazer associações com informações já armazenadas.

Na Universidade da Califórnia em Berkeley, os cientistas chegaram a conclusões parecidas. Eles analisaram o trabalho prático de arquitetos, engenheiros, escritores e cientistas que ganharam relevância em suas especialidades. Concluíram que a maioria tinha comportamento introverti­do. O escritor Enrique Vila-Matas, um dos mais importantes nomes da atual literatura espanhola, disse a ÉPOCA que seu gosto pela circunspecção é sua fonte de inspiração. "A timidez é uma fonte inesgotável de desgraças na vida prática, mas nos permite uma interessante vida interior", afirma: "Já fui muito mais arredio ao convívio social, mas agora finjo que continuo tímido, assim me deixam quieto para produzir."

Vila-Matas sugere que o isolamento é uma vantagem em profissões artísticas - e isso parece verdadeiro até em áreas onde a introversão seria naturalmente vista como um entrave, como no teatro. O paulista Lino Reis, de 31 anos, ator do grupo de teatro Os Satyros, sofreu com a timidez na infância. Na adolescência, apaixonou-se pelo teatro, mas o início não foi fácil. "Na primeira aula, fizemos um exercício em que eu era obri­gado a conversar com um colega e depois apre­sentá-lo aos demais. Meu rosto queimava. Pensei em desistir", afirma. O tempo mostrou que sua capacidade de concentração era uma vantagem para a carreira cênica. "Quando estou no palco, a preocupação que tenho com meu desempe­nho é tamanha - não posso errar o texto nem as marcações - que a timidez não tem espaço." Seu autocontrole é tão grande que ele não tem problemas nem quando precisa ficar nu em cena. A introspecção também o ajuda a buscar, nas próprias lembranças, experiências e sentimentos próximos aos dos tipos que interpreta. Quando encarnou o esquizofrênico JB, na peça Dostoiévski no armário, Lino resgatou traumas de infância para interpretar um personagem depressivo. "A profissão de ator parece ser voltada para quem é extrovertido. Mas ela também exige concentração e profundidade", diz. O_PODER_DOS_QUIETOS_www.in6.com.br3

Além de dedicados, criativos e concentrados, os introvertidos ainda têm um bônus: perdem menos dinheiro. A pesquisadora americana Camelia Kuhnen, da Escola de Administração Kellogg, da Universidade Northwestern, em Chicago, descobriu um gene associado a pessoas que buscam emoções fortes. Ele está presente também naqueles que se expõem mais na administração das finanças. Os que têm a variante genética mais ligada à introversão se arriscam 28% menos a perder dinheiro. Outros estudos mostram que os introvertidos tendem a ser apostadores mais bem-sucedidos porque medem melhor os riscos. Não por acaso, o investidor mais rico do mundo é o tímido Warren Buffett.

A cultura da extroversão

Apesar das evidências em favor do com­portamento introvertido, existe uma cultura que valoriza a extroversão. Nas dinâmicas de grupo para conseguir emprego, os mais quie­tos se sentem em desvantagem em relação aos candidatos que roubam a cena. A impressão, infelizmente, é verdadeira. "Se alguém não se expõe, não consegue mostrar seu potencial", afirma a psicóloga Manoela Costa, gerente da Page Talent, consultoria que recruta estagiários. Nas escolas, os professores apostam nos trabalhos em grupo para treinar nas crianças as habilidades sociais. "Estimular a participação na sala de aula ajuda o aluno a desenvolver sua capacidade verbal e o motiva a interagir", diz Maria Márcia Malavazi, coordenadora do cur­so de pedagogia da Universidade Estadual de Campinas. Nas prateleiras virtuais da Amazon, a maior livraria on-line do mundo, estão à ven­da mais de 200 livros para tornar desenvoltos aqueles que são mais chegados à solidão.

A explicação mais famosa para o culto mo­derno à extroversão foi dada pelo historiador americano Warren Susman, que morreu em 1985. Para ele, a valorização da boa comunica­ção pessoal foi resultado da própria Revolução Industrial do século XVIII, quando as pessoas migraram do campo para a cidade na Europa. Num círculo maior de convívio, as características mais importantes para o sucesso passa­ram a ser as que transmitem uma boa imagem pessoal. "Por causa dessa conspiração dos sociá­veis, os introvertidos se esforçam para se adequar e frustram seu potencial de desenvolvimento", diz a psicóloga americana Barbara Markway, au­tora do blog Shyness Is Nice (Timidez É Legal). Tal ideia moldou até a geografia dos ambientes de trabalho - e, como tudo o que se tornou cul­turalmente relevante no século XX, foi parar no cinema. No clássico Se meu apartamento falasse (1960), um tímido quase patológico interpreta­ do por Jack Lemmon trabalha numa repartição em que todos se amontoam em mesas sem baias. No mais recente Beleza americana (1999), outro introvertido, interpretado por Kevin Spacey, fica embaraçado ao constatar que todos ouvem suas conversas telefônicas.

A boa notícia é que as empresas acordaram para um fato: submetendo os tímidos e os in­trovertidos ao que para eles é constrangimento, podem perder alguns de seus profissionais mais talentosos. Um estudo feito pelos americanos Tom DeMarco e Timothy Lister ficou famoso ao sugerir que o desempenho de programadores de software estava mais ligado às condições de trabalho do que à remuneração e ao tempo de experiência na função. Foram entrevistados 600 programadores em 92 empresas. Mais de 60% en­tre os melhores disseram que tinham privacida­de no trabalho. Entre os com pior desempenho, 76% disseram ser constantemente interrompi­dos. Algumas empresas já perceberam o poder dos introvertidos e levam em consideração essa característica na hora de contratar e de planejar o esquema de trabalho desses funcionários. É o caso da rede Pizza Hut. "Os tímidos normalmente são concentrados e apresentam bons resultados", diz Daniella Cristina de Oliveira, gerente de recursos humanos do Pizza Hut. Há três anos, a empre­sa investiu num novo modelo de trabalho para privilegiar as necessidades dos introvertidos. Im­plantou, assim, um programa para quem quisesse trabalhar em casa. O gerente patrimonial Luiz Carlos dos Santos, de 43 anos, que tem suores e taquicardia quando se apresenta em público, foi um dos primeiros a aderir. "Quando trabalhava na sede da empresa, perdia tempo e energia para sociabilizar", diz. "Em casa, estou concentrado no trabalho." É possível que, com o alerta de pessoas como Susan, a introversão comece a ser valoriza­da. Quem sabe na ficção do futuro as Madames de Rênal sucumbam mais cedo ao charme dos Juliens Sorel. E os Clarks Kent não precisem usar sungas escarlates para ser notados.

• As vantagens no mundo do trabalho

Os introvertidos evitam conversas dispersivas. Para superar o desconforto preparam-se exaustivam-ente para reuniões e apresentações.

Felipe Santos 32 anos - Publicitário

Uma das principais atribuições de Felipe, diretor de mídia digital da Africa, uma das maiores agências do país, é apresentar ideias a clientes. Um problema para o rapaz de pele clara que fica vermelho e treme para falar em público. Santos é tímido e introvertido. Quando entrou na agência e foi obrigado a participar de reuniões com dezenas de pessoas, desenvolveu técnicas para superar o desafio. Ensaia as apresentações e discursa por qualquer motivo só para treinar. Ele se sai melhor do que muito extrovertido. "Sou mais dedicado", diz

Luíz Carlos dos Santos 43 anos - Administrador de empresas

Ele é daqueles que suam e tremem quando são o centro das atenções numa reunião. Mas a timidez não emperrou sua carreira. Hoje, é responsável pela segurança e pela conservação de todas as lojas da cadeia de restaurantes Pizza Hut no Estado de São Paulo. "Por medo de errar na frente dos outros, me preparo exaustivamente para cada reunião", diz. Além disso, Santos é concentrado. "Não sou de jogar conversa fora." Seguindo um programa implantado pela empresa para atender os tímidos, ele trabalha em sua própria casa.

• As vantagens para os artistas

Donos de um rico mundo interio,. os introvertidos tendem a ser mais criativos porque passam mais tempo sozinhos, lapidando as ideias.

Bianca Salgueiro 18 anos - Atriz

No último ano. a intérprete da menina Carolina. da novela Fina estampa. não desgrudou dos livros nos intervalos das gravações. Queria passar no vestibular para engenharia química. Acabou como a primeira colocada entre os 45 mil candidatos à Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A concentração não foi um sacrifício para Bianca. Em geral. ela prefere a solidão ao bulício dos ambientes cheios de gente. Uma autêntica introvertida

Chico Buarque 67 anos - Cantor e compositor

Seus hábitos reservados revelam que ele prefere observar a ser o centro das atenções. O poder de observação dos introvertidos transparece na sensibilidade das canções de sua autoria, como "Carolina", sobre uma moça de olhos tristes que não consegue ver beleza na vida. A letra, de 1966, só foi escrita por causa da aversão de Chico à exposição pública. Ele compôs a música para inscrevê-Ia no II Festival Internacional da Canção, transmitido pela Rede Globo - em troca de não ter de apresentar outro programa de TV.

J.K. Rowlling 46 anos - Autora da série Harry Potter

A escritora britãnica passou a infância sentada no fundo das salas de aula. silenciosa. Ficava muito tempo observando as conversas e as características dos colegas. Isso a ajudou a criar personagens tão ricos em seus best-sellers. Cresceu à sombra de uma irmã extrovertida e luminosa. Como não tinha habilidade para praticar esportes, refugiou-se nos livros. O sucesso não mudou seu temperamento. Extremamente reservada. não costuma dar entrevistas .

• As vantagens para os líderes

Como costumam pensar antes de falar, os introvertidos passam a imagem de racionais e confiáveis. Tendem a calcular melhor os riscos.

Bill Gates 56 anos - Fundador da Microsoft

É o caso clássico do tímido e introvertido. Quando tinha 12 anos, seus pais o levaram a um psicólogo porque desconfiavam que ele gostava mais dos livros do que das pessoas. Sua mãe não conseguia tirá-lo do porão, onde lia e pensava. Não fazia sucesso com as garotas. Demorou duas semanas para convidar uma colega para a formatura. Foi rejeitado. O tempo que passou lendo e decifrando o funcionamento dos computadores com seu colega e futuro sócio Paul Allen o tornou o segundo homem mais rico do planeta.

Barack Obama 50 anos - Presidente dos EUA

Especialistas em comportamento afirmam que o sucesso de Obama com os eleitores se deu, em grande parte, pela imagem de alguém cauteloso. Um líder em quem poderiam confiar. Em seus três anos na Casa Branca, a fama de introvertido, que deu a Obama ares austeros, confirmou-se: ele dá poucos jantares quando comparado a seus festivos antecessores (leia-se Bill Clinton). Diz que prefere gastar o tempo livre com a família ou lendo livros do que em eventos públicos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Publicidade na internet

Publicidade na internet brasileira ultrapassa impressos até 2015

Publicidade na internet brasileira ultrapassa impressos até 2015Publicidade na internet brasileira ultrapassa impressos até 2015 Seguindo tendência de economias desenvolvidas, propaganda brasileira na internet deve crescer 23,8% no ano, enquanto jornais e revistas devem avançar 3,6% e 6%, respectivamente. A publicidade na internet brasileira deverá superar os gastos com anúncios em jornais e revistas até 2015, seguindo a onda das economias mais desenvolvidas.

A previsão é apontada pela Wark International Ad Forecast, serviço que analisa o segmento. "O tempo gasto com as mídias digitais vem aumentando rapidamente, sendo assim, é natural que os anunciantes migrem para onde se encontram os seus consumidores", explica o especialista Leandro Kenski, CEO da Media Factory, agência especializada em marketing digital.

Segundo a pesquisa divulgada nesta semana, os mercados emergentes vão garantir o crescimento da publicidade em 2012. Entre os 13 países pesquisados pela Wark, o Brasil deverá apresentar o quarto maior avanço, 8,5%, atrás de Rússia (16,5%), Índia (14%) e China (11,5%).

Em 2010, a publicidade no Brasil ocupou a mesma posição, com avanço de 7,1%. O período foi marcado por decréscimos em algumas das principais economias. Segundo o estudo, a internet puxa o crescimento dos anúncios globalmente, com variação positiva nos países pesquisados de 12,6%, seguida por TV (5,3%), outdoors (5,1%), cinema (3,8%) e rádio (2,9%).

Já os jornais e revistas deverão apresentar leve queda em 2012, de 2% e 1,2%, respectivamente. No caso do Brasil, o aumento da publicidade on-line deverá ser de 23,8%, informa a pesquisa. Já jornais e revistas devem avançar 3,6% e 6%, respectivamente.

"Na Media Factory, onde nos especializamos em performance on-line, percebemos que muitos de nossos clientes estão migrando para ações que gerem vendas rapidamente e que possam ser efetivamente mensuradas", explica Leandro Kenski. "Todas as pesquisas recentes apontam que a velocidade de crescimento do investimento em mídias digitais nos próximos três anos é muito superior a outras mídias", acrescenta.

Embora os gastos com publicidade on-line nos países pesquisados devam crescer menos em 2012 do que em 2011, quando o aumento foi de 16,6%, o segmento deverá responder por 20% do total investido em anúncios até o fim do ano, informa a Wark.

Entre as chamadas economias desenvolvidas, Alemanha (-0,8%), França (-0,9%) e Itália (-2,3%) apresentarão em 2012 o pior desempenho de sua história na comparação com o ano anterior.

A participação do Brasil no total aplicado nos 13 países examinados tem aumentado: de 3,1%, em 2003, para estimados 4,5%, em 2012. Os Estados Unidos, cuja fatia passou de 50,4% para 41,6% nos últimos dez anos, vem perdendo espaço para países emergentes.

Já a participação da China terá passado de 6,5%, em 2003, para 12,2% em 2012, segundo as séries históricas da Wark.

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