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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Exames ajudam a detectar os miomas, problema que atinge 80% das mulheres em fase reprodutiva

Exames ajudam a detectar os miomas, problema que atinge 80% das mulheres em fase reprodutiva

As visitas periódicas ao ginecologista são um desconforto para a maioria das mulheres, mas cumprir esse ritual pelo menos uma vez ao ano é ainda o melhor meio de se evitar que um mioma uterino, tipo de tumor benigno, venha a evoluir e provocar riscos à saúde.

Apesar de ser encontrado em 80% das mulheres em idade reprodutiva, o mioma pode aparecer sem apresentar qualquer sintoma ou mesmo danos ao corpo. Devido a essa característica, o médico responsável pelo Ambulatório de Mioma Uterino da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas, Nilo Bozzini, alerta que entre 50% e 60% das Bioma podem passar a vida inteira sem saber do tumor.

Por isso, o médico salienta ser importante manter na rotina os exames ginecológicos e aconselha aquelas que descobrem a presença do tumor para “não sofrer com a notícia”.

Há casos, segundo o especialista, em que nunca será necessário mexer no tumor e outros terão indicação de cirurgia. Extirpar o mal por meio da histerectomia ou retirada do útero, normalmente, é uma opção adotada apenas para mulheres que já tiveram os filhos ou que já passaram da idade fértil, relatou.

Outro recurso é se administrar medicamento para reduzir o tamanho do tumor, o que será benéfico até mesmo se houver a necessidade de cirurgia, porque ajudará a tornar o procedimento menos invasivo.

As técnicas utilizadas para a retirada dos miomas são: a histeroscopia, referente ao mioma submucoso, que está no interior da cavidade do útero; a laparoscopia, para os miomas encontrados na superfície externa do útero e já se instalando na cavidade muscular; e a laparoscopia, para os tumores de volume maior espalhados pelo tecido uterino. Outro procedimento é a embolização, que bloqueia o fluxo de sangue que alimenta o mioma.

“Cada caso é um caso”, pontua Bozzini, para explicar que não existe nenhuma conduta básica a seguir. Caberá ao médico decidir sobre a melhor forma de tratamento, a depender da idade da paciente, do volume, localização e evolução do tumor que se desenvolve no tecido do útero. Além do exame físico, o acompanhamento pode passar pelas etapas de uma ultrassonografia ou ressonância magnética.

Entre os sintomas que caracterizam os miomas estão sangramento menstrual em volume acima do normal, dor na região pélvica, aumento do tamanho do abdômen, dificuldade para urinar ou evacuar e até mesmo infertilidade. A doença pode estar relacionada à presença dos hormônios ovarianos estrógeno e progesterona, responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual.

Embora tenham ocorrido avanços na medicina, lembra o médico, os estudos que avaliam se fatores genéticos podem levar à doença “ainda engatinham nesse aspecto”. O que se sabe, conta ele, é que as mulheres da raça negra são mais suscetíveis, porém as explicações para tal constatação ainda estão sendo pesquisadas.

sábado, 28 de julho de 2012

Fotografia termal mostra nível de gordura boa no corpo

Imagem térmica

Fotografia termal mostra nível de gordura boa no corpoPesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, descobriram uma técnica inovadora para detectar a gordura marrom no corpo.

Também chamada de "gordura boa", a gordura marrom ganhou recentemente uma companheira, a gordura bege, que também é capaz de queimar energia, em vez de armazená-la.

A Dra. Helen Budge e seus colegas descobriram que não é necessário fazer exames invasivos ou coletas de tecidos para ver quanto uma pessoa possui de gordura boa.

Basta fazer uma fotografia que mostra o calor do corpo, usando o chamado imageamento termal, um tipo de câmera normalmente usado para vigilância e para observações científicas.

Reservas de gordura boa

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Como é queimadora de energia, a gordura marrom gera 300 vezes mais calor do que o tecido adiposo comum - isso é mais calor do que qualquer outro tecido no corpo.

Assim, fazendo uma imagem termal - uma imagem que mostra o calor emanado do corpo - é possível medir com precisão a quantidade de gordura marrom presente no organismo.

Quanto mais gordura marrom uma pessoa possui, menor é a chance de que ela transforme o alimento em novas reservas de gordura e ganhe peso.

Índice termogênico

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"Esta técnica completamente não-invasiva poderá desempenhar um papel crucial na nossa luta contra a obesidade.

"Potencialmente, poderíamos adicionar um índice termogênico aos rótulos dos alimentos para mostrar se o produto vai aumentar ou diminuir a produção de calor na gordura marrom.

"Em outras palavras, se o alimento vai acelerar ou diminuir a quantidade de calorias que queimamos," disse o professor Michael Symonds, principal autor do estudo.

Os pesquisadores afirmam que agora vão usar sua nova técnica para investigar intervenções destinadas a promover a queima de energia na forma de calor, por sua vez impedindo o ganho de peso, tanto em crianças como em adultos.

A busca por medicamentos contra doenças sem interesse comercial

A busca por medicamentos contra doenças sem interesse comercial 1

Lógica do mercado

A publicidade diária, dentro e fora das drogarias, nos lembra que o mercado está inundado de medicamentos contra gripe, dor de cabeça, azia e outros males mais comuns.

No entanto, o dinamismo do mercado farmacêutico e o ritmo da pesquisa estão longe de ser os mesmos para todas as classes de medicamentos.

Isso porque o interesse da pesquisa privada está intimamente relacionado ao poder de compra dos consumidores.

Assim, doenças como malária, tuberculose, esquistossomose ("barriga-d'água"), leishmaniose e hanseníase ("lepra"), entre outras, que atingem milhões de pessoas nos países subdesenvolvidos, acabam ficando em segundo plano em termos de estudos.

Como explica a professora Elizabeth Igne Ferreira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, "Por ocorrerem geralmente nas populações mais pobres e, em geral, não despertarem o interesse para a produção de medicamentos, estas doenças são conhecidas como 'negligenciadas'."

Rede do bem

Para reunir esforços na busca de soluções no combate às doenças negligenciadas, em 2009 foi criada uma rede na USP que incluía este tema, entre outros de interesse nacional.

O objetivo era reunir os pesquisadores da Universidade que já trabalhavam com assuntos relacionados em um plano comum de ação, permitindo um maior intercâmbio de conhecimento e colaboração entre as unidades acadêmicas empenhadas em estratégias de combate às doenças negligenciadas.

A busca por medicamentos contra doenças sem interesse comercial 2

A professora Elizabeth participou da criação desta rede, que chegou a reunir ao todo 100 pesquisadores da USP, nas várias áreas da ciência em torno do tema. A iniciativa possibilitou aos cientistas conhecerem o que estava sendo pesquisado até então, permitindo melhor articulação entre as pesquisas com temas conexos.

Segundo a docente, durante a sua atuação na coordenação do módulo de Fármacos e Medicamentos da rede, junto com pesquisadores da Faculdade de Ciências

Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, foi possível perceber que a alcunha de "negligenciadas" não era assim tão correta no que se referia à Universidade.

De acordo com ela, estas doenças são pesquisadas na USP sob diversos ângulos tais como epidemiologia, diagnóstico, patogenia, vacinas, fármacos e medicamentos, entre outros.

Rede para combater doenças negligenciadas existe na USP desde 2009. [Imagem: Marcos Santos/USP Imagens] Atingir o patógeno, não o hospedeiro

Nos laboratórios da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, a professora Elizabeth e sua equipe se empenham em encontrar moléculas capazes de interromper o ciclo de vida dos agentes que causam várias doenças consideradas negligenciadas.

Uma das estratégias é, a partir de bibliotecas de estruturas químicas, selecionar as mais promissoras. Uma vez escolhidas, os pesquisadores procuram aumentar a eficácia delas, de modo a facilitar o combate ao agente.

Outra ação consiste em aprimorar a atividade por meio da ligação a outras substâncias que têm a característica de transportá-las para o local onde produzem seu efeito.

Para isso, não basta conhecer os agentes causadores, mas é importante também ter uma boa noção do funcionamento do corpo humano, produzindo assim fármacos que não causem mal às pessoas.

"Buscamos atacar alvos moleculares que não existam no hospedeiro", exemplifica a professora. A procura de moléculas que atuam apenas no organismo do parasita evita efeitos colaterais que poderiam inviabilizar seu uso em seres humanos.

Doença de Chagas

É o caso da doença de Chagas, que atinge cerca de 10 milhões de pessoas, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), principalmente na América Latina e Caribe.

Na tentativa de combatê-la, os pesquisadores vão atrás de candidatos a fármacos capazes de atuar na forma intracelular do parasita, que é a responsável pela fase crônica da doença.

Apesar de sua descoberta ter completado 100 anos em 2009, a doença é ainda considerada sem cura. Os tratamentos existentes têm bons resultados quando aplicados no início da doença, mas são pouco eficazes na fase crônica.

Doença de Chagas é a mais esquecida de todas as doenças negligenciadas

 

A busca por medicamentos contra doenças sem interesse comercial

Leishmaniose

Já no caso da leishmaniose, o tratamento é ainda mais complicado.

O parasita ataca principalmente os macrófagos, células que fazem parte do nosso sistema imunológico.

Sendo imune aos agentes químicos produzidos por nossas células de defesa, as leishmanias são englobadas pela célula, que acaba morrendo durante o processo de reprodução do parasita.

Ao prejudicar justamente as células responsáveis por atacar os corpos estranhos que invadem do organismo, o combate contra o parasita acaba sendo dificultado.

Vacina contra leishmaniose começa a ser testada no Brasil

Levando em conta o ciclo biológico do parasita, os pesquisadores buscam desenvolver moléculas capazes de entrar no macrófago, para atingir o parasita no local onde ele se reproduz.

De acordo com a pesquisadora, ainda não há uma vacina capaz de impedir a contaminação de humanos, mas já existe uma, desenvolvida no Brasil, que reduz a contaminação dos cães. "Isso é importante, já que os cães são reservatórios dos parasitas causadores da doença", explica.

Da molécula ao medicamento

De acordo com a professora, uma das maiores dificuldades em sua área de pesquisa é o longo tempo que separa o início da seleção de uma molécula e a sua aplicação prática em um medicamento.

"Há algumas moléculas promissoras, mas o caminho desde quando é encontrada, até o momento em que chega ao mercado pode levar até 15 anos", afirma ela.

Esse é um dos motivos pelos quais é importante buscar parcerias entre a universidade e as indústrias farmacêuticas: "Nós precisamos das indústrias farmacêuticas para que a pesquisa desenvolvida na universidade chegue à sociedade no futuro."

Brasileiros desenvolvem fármacos para doenças negligenciadas Outro problema é que grande parte dos achados iniciais não encontra viabilidade. Os pesquisadores estimam que de 5 a 10 mil moléculas estudadas, apenas uma acaba gerando um novo fármaco no final do processo.

E o custo disso é altíssimo: calcula-se em 1,3 bilhão de dólares o custo para a entrada de um novo medicamento no mercado.

"Nós precisamos das indústrias farmacêuticas para que a pesquisa desenvolvida na universidade chegue à sociedade no futuro."

A expansão destas doenças para além dos limites dos países subdesenvolvidos, bem como o aumento do investimento governamental na assistência médica nos países emergentes como o Brasil, têm instigado um interesse maior das indústrias por este tipo de medicamento.

A busca por medicamentos contra doenças sem interesse comercial3

"Este paradigma das doenças negligenciadas está mudando", explica a professora Elizabeth. "A indústria internacional está se interessando cada vez mais por essa classe de medicamentos e busca na Universidade parcerias que acabam sendo importantes para os dois lados", explica.

De acordo com a pesquisadora, existe um importante papel de troca de conhecimentos. "As parcerias são importantes para que possamos conhecer o modo de pensar da indústria", explica. Ela afirma que essa relação é ainda mais benéfica quando há um diálogo constante entre as duas partes: "Não é simplesmente 'eu te dou o dinheiro e depois vejo o que você fez', deve haver compromisso e relacionamento científico estreito entre os parceiros".

O apoio do setor empresarial nessa área é importante para que a Universidade cumpra seu papel de produzir pesquisa de excelência, "abrindo os caminhos da ciência para o desenvolvimento de novas soluções que possam ser aplicadas na sociedade".

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Diário Oficial publica inclusão de remédios contra câncer de mama e hepatite C no SUS

Diário Oficial publica inclusão de remédios contra câncer de mama e hepatite C no SUS

Portarias publicadas hoje (26) pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União regulamentam a incorporação do medicamento trastuzumabe, usado no combate ao câncer de mama, no Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes. A rede pública tem 180 dias para iniciar a distribuição dos medicamentos.

De acordo com as Portarias nº 18 e nº 19, o trastuzumabe só poderá ser usado em hospitais da rede pública habilitados em oncologia e será indicado para o tratamento de câncer de mama inicial ou avançado de maneira localizada, com exigência de exame molecular para confirmação do diagnóstico.

Já a Portaria nº 20, também publicada hoje, regulamenta a incorporação no SUS dos medicamentos telaprevir e boceprevir, usados no combate à hepatite C.

O ministério informou que os remédios (inibidores da enzima protease) são considerados mais modernos e eficazes e devem beneficiar cerca de 5,5 mil pacientes com cirrose e fibrose avançada. O prazo para a distribuição na rede pública também foi estipulado em 180 dias.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Depressão sazonal: o que é, como tratar

Depressão sazonal o que é, como tratar

Existem vários segmentos da nossa vida que estão ligados a fenômenos naturais e que de alguma forma são afetados por eles, como por exemplo, as estações do ano. Esses aspectos de sazonalidade possuem forte influência na moda, gastronomia e também no estado emocional das pessoas. A depressão sazonal é muito comum neste período. Saiba mais sobre o assunto.

O que é Depressão Sazonal

A depressão sazonal é também conhecida como depressão de inverno, pois seus episódios depressivos tendem a se manifestar no período de inverno. Ela é muito comum em países com latitudes mais elevadas, superiores a 50º. Já os países com latitude inferior a 30º, como o Brasil, se torna menos frequente, atingindo 1% da população.

O que causa a Depressão Sazonal

A falta de contato com a luminosidade provoca alterações na melatonina, um hormônio que é liberado pelo cérebro no período noturno e parado pela manhã, com a volta da luz natural.

Quando os indivíduos ficam por longos períodos em contato com pouca luminosidade, a secreção diária de melatonina aumenta significativamente. Tudo isso faz com que o individuo sinta-se mais disposto a noite, e durante o dia tenha menos disposição e mais sonolência.

Cansaço e indisposição durante o dia, principalmente no inverno, pode ser depressão sazonal.

Depressão sazonal o que é, como tratar1

Sintomas da depressão Sazonal ou de inverno

  • Aumento do sono durante o dia;
  • Horas dormidas não proporcionam descanso suficiente;
  • Dificuldade para acordar de manhã;
  • Aumento do apetite (principalmente por massas e doces);
  • Dificuldade de concentração e execução de atividades diárias;
  • Cansaço, fadiga e isolamento social;
  • Desejo sexual diminuído;
  • Alterações de humor (angústia irritação, apatia, tristeza e choro);
  • Pensamentos negativos e baixa autoestima;
  • Piora no período pré-menstrual.

Tratamento

Depressão sazonal o que é, como tratar2

De forma geral, o paciente apresenta melhora à medida que esse período de inverno passa. Porém, se os sintomas de depressão persistirem, o médico psiquiatra deve ser consultado, para administração de medicamentos antidepressivo e psicoterapia.

Quando a falta de luz é a causa do problema, a fototerapia é uma excelente opção de tratamento. Neste caso, os pacientes são expostos à luz brilhante por períodos curtos durante o dia.

Em países onde o inverno costuma ser mais rigoroso, é usada a light terapia que emite raio de luz de forma obliqua nos olhos causando estimulação da retina e inibindo a secreção de melatonina pelo cérebro.

Confira os alimentos que combatem a depressão Na depressão sazonal a pessoa sente-se indisposta e sonolenta ao longo do dia. A depressão sazonal acomete as pessoas principalmente no inverno, desaparecendo na maioria dos casos logo após esse período. O individuo acometido apresenta como principais sintomas o aumento do sono durante o dia, a indisposição e outros semelhantes à depressão comum. Ao apresentar esses sintomas, um médico especialista deve ser consultado para melhor avaliação, diagnóstico e tratamento.

Farinha de frutas: benefícios para a saúde, como consumir

Farinha de frutas benefícios para a saúde, como consumir

Que as frutas fazem muito bem para a saúde, todo mundo sabe, entretanto, o que muita gente desconhece são os benefícios obtidos pelo consumo das cascas das frutas.

Pode parecer estranho e muita gente vai torcer o nariz, pois não é comum a ingestão da casca de frutas como o maracujá, limão ou laranja. A dica para tornar essa opção de consumo mais atrativa ao paladar é transformá-las em farinhas, que ficam bastante coloridas e altamente nutritivas.

Benefícios para a saúde

Dentre os vários benefícios para a saúde que o consumo da farinha de frutas proporciona, podemos destacar sua propriedade de auxiliar no funcionamento do trato gastrintestinal, uma vez que essa alimentação é extremamente rica em fibras, que fazem o intestino funcionar. É importante ressaltar que, para alcançar o resultado esperado é necessário associar o consumo de muita água, pois o não aumento na ingestão de líquidos pode ter efeito contrário, prendendo ainda mais o intestino.

A farinha de fruta é rica em substâncias antioxidantes, que combatem o envelhecimento celular precoce e ainda previnem doenças como o infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico e até mesmo alguns tipos de cânceres. Pessoas portadoras de dislipidemia se beneficiam com a capacidade que essa farinha possui de aumentar o colesterol bom, o HDL, e diminuir o colesterol ruim, o LDL.

Farinha de frutas benefícios para a saúde, como consumir1

As farinhas são coloridas e altamente nutritivas. A farinha feita a partir da casca do maracujá e da banana verde ainda ajuda a perder peso e acelera o metabolismo, uma vez que, a primeira fruta é rica em pectina, que dificulta a absorção intestinal de gorduras, enquanto que a banana verde apresenta altos teores de fibras de amido resistente, que estimula a eliminação de produtos indesejados nas fezes.

Cascas de frutas que podem ser transformadas em farinhas

As principais cascas de frutas que podem ser transformadas em farinha, altamente nutritiva e benéfica para a saúde são a banana, laranja, limão, maracujá, maçã e uva.

Conheça os benefícios das farinhas funcionais.

Como consumir

Existem várias maneiras de consumir a farinha de frutas. Algumas opções são acrescentá-las em saladas, iogurtes, no leite, bater no liquidificador com vitaminas ou usar como cobertura de doces, como sorvete light.

Farinha de frutas benefícios para a saúde, como consumir2

O consumo de frutas com casca deve ser estimulado. O mais prático é consumir as cascas das frutas, que previamente devem ser devidamente higienizadas com uma solução de água e hipoclorito de sódio (1 colher para cada 1 litro de água), mas como algumas cascas são desagradáveis ao paladar, a farinha de fruta se torna uma opção excelente, que pode ser encontrada em qualquer loja de alimentos naturais ou até mesmo serem feitas em casa.

CÂNCER OCUPACIONAL VAI AFETAR MAIS DE 20 MIL BRASILEIROS EM 2012

Câncer ocupacional poderá afetar pelo 20 mil brasileiros em 20122

Estima-se que, a cada ano, sete milhões de pessoas morrem de câncer no mundo. Grande parte das vítimas desenvolve a doença porque sofre exposição contínua aos agentes cancerígenos, como é o caso dos indivíduos que desempenham determinadas ocupações profissionais.

Câncer relacionado à ocupação profissional é cada vez mais frequente

O câncer ocupacional pode ser um dos principais males do século XXI, afetando principalmente profissionais da área de beleza, mecânica e agricultura. De acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca), pessoas que trabalham em determinadas funções estão mais sucessíveis aos tumores malignos.

As estatísticas do Inca revelam que 20 mil brasileiros serão diagnosticados com câncer ocupacional ao longo de 2012. O relatório divulgado pelo instituto ainda lista os tipos de cânceres comuns em trabalhadores que desempenham atividades de risco.

Profissionais da área de beleza também estão arriscados a desenvolver câncer.

Câncer ocupacional poderá afetar pelo 20 mil brasileiros em 2012 1 Segundo o relatório do Inca, 10,8% dos cânceres em homens (exceto pele não melanoma) são desenvolvidos por causa do trabalho exercido. Em mulheres, esta porcentagem é de 2,2%. Para sustentar os as conclusões, a pesquisa também considerou as estimativas da Organização Internacional do Trabalho, que acredita que, até 2015, 440 mil pessoas morreram em todo o mundo por causa da exposição aos componentes tóxicos. Para a OIT, 70% destas mortes acontecerão em virtude do câncer relacionado à ocupação profissional.

O relatório do Inca considera o câncer ocupacional como um dos principais causadores de morte no mundo, levando em consideração as doenças desenvolvidas em virtude do trabalho. Dos profissionais que desempenham atividades de risco, como a exposição às substâncias perigosas, 32% deles morrem por causa de câncer, 26% chegam ao óbito devido às doenças afetam o aparelho circulatório e 17% são vítimas de acidentes fatais.

O estudo também procurou elaborar uma lista com os principais tumores malignos causados pelo trabalho. A relação destacou, consecutivamente: câncer de pele, pulmão, bexiga, hematológico, estômago e esôfago, fígado, mama e cérebro.

Como evitar câncer ocupacional?

Um check-up anual é importante para evitar câncer ocupacional. Câncer ocupacional poderá afetar pelo 20 mil brasileiros em 2012

Embora algumas profissões ofereçam mais riscos, existem meios de prevenir o contato com substâncias que agridem o organismo e elevam as chances de tumores malignos. Confira:

  • O trabalhador deve usar equipamentos de segurança de acordo com o seu ramo;
  • Se a exposição ao sol for excessiva, é essencial passar protetor solar todos os dias;
  • Também é recomendado evitar o tabagismo, pois 90% das pessoas que sofrem com câncer de pulmão são fumantes;
  • Exercícios físicos diminuem as chances de o indivíduo sofrer com cânceres;
  • O trabalhador deve valorizar uma alimentação saudável;
  • Profissionais expostos aos riscos de câncer ocupacional precisam fazer check-up anual, ou seja, uma série de exames que permitem diagnosticar tumores malignos precocemente.

Churrasco saudável: dicas, como preparar

Churrasco saudável dicas, como preparar

Ninguém resiste a um bom churrasco no final de semana. Porém, ao final dele, sempre bate aquele arrependimento por ter comido além da conta e o medo de sofrer de alguma doença relacionada à gordura e ao sal presentes nas carnes. Portanto, veja algumas dicas de como preparar um churrasco saudável, para que ninguém fique com esses sentimentos depois.

Abaixo o Colesterol

O colesterol é a gordura que forma placas responsáveis pelo entupimento das artérias do coração, o que causa enfartos e outros problemas cardíacos. Sendo assim, fique longe de carnes gordas. Os melhores cortes para um churrasco saudável são a fraldinha e a maminha, que não acumulam gordura entre as fibras. Entretanto, isso não quer dizer que você fará um churrasco seco e sem graça. Muito pelo contrário, asse as carnes com a gordura para amolecê-las e, somente na hora de servi-las, retire a banha.

Churrasco saudável dicas, como preparar2

Quanto à carne de frango, prefira as asas e as coxas, que possuem menos colesterol e evite os deliciosos coraçõezinhos, que têm o dobro dessa substância perigosa em sua consistência. Contudo, peixes estão liberados, principalmente os ricos em ômega 3 como a sardinha e o salmão.

Escolha os cortes de carne que não acumulem gordura entre as fibras.

Substitutos para o Sal

O sal é outro grande inimigo nos churrascos, porque ele pode levar à hipertensão arterial e à insuficiência renal. Por isso, coloque pouco sal nas peças de carne e acrescente ervas e temperos naturais que, por causa do gosto forte, substituirão muito bem o sal. O tomilho e o endro ficam perfeitos com carnes vermelhas, enquanto o alecrim tempera maravilhosamente as aves.

Churrasco Emagrece?

Não que ele emagreça, mas ele evita que você engorde. O carvãoChurrasco saudável dicas, como preparar1 em brasa consegue eliminar mais gorduras das carnes, evitando o ganho de peso. Desse modo, as carnes de churrascos absorve menos gorduras que as preparadas em panelas. Além do mais, os alimentos assados na grelha conservam mais nutrientes que os cozidos em água.

Acompanhamentos

Agora que você já sabe preparar um churrasco saudável, basta colocar os acompanhamentos certos na mesa. Opte por saladas coloridas e bem temperadas, farofas com bastante fibra e frutas como sobremesa.

 

Faça uma linda salada para acompanhar o churrasco.

Prepare um churrasco saudável para a sua família e amigos. No início, eles poderão estranhar, mas com o tempo, perceberão o quão gostoso ele pode ser, mesmo sem tanta gordura e sal. Assim, você garantirá a saúde de todos que ama por muito mais tempo.

Estresse no trabalho eleva em até 70% possibilidade de problemas cardiovasculares para mulheres

Estresse no trabalho eleva em até 70% possibilidade de problemas cardiovasculares para mulheresO estresse prejudica milhões de pessoas no mundo, principalmente as mulheres modernas, que estão sobrecarregadas. Além de lidar com situações estressantes no trabalho, elas também precisam cuidar da casa, dos filhos e do marido. Um estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho) já comprovou que as mulheres trabalham mais do que os homens, quando se leva em consideração a jornada doméstica.

Descobriu-se recentemente que o estresse no trabalho pode ser prejudicial na vida da mulher e desencadear uma série de problemas cardiovasculares a longo prazo.

Estresse no trabalho aumenta o risco de doenças cardiovasculares

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Hospital Brigham and Women da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o estresse no trabalho aumenta o risco de doenças no coração em até 70% em mulheres. Os resultados do estudo foram divulgados na revista PLoS One na última quarta-feira (18).

O estresse no trabalho deixa a mulher em constante tensão.

Woman Using Laptop --- Image by © Royalty-Free/Corbis

Para elaborar a conclusão de que o trabalho estressante interfere a saúde da mulher, os pesquisadores consideraram os dados de 22.086 participantes, com idade média de 57 anos. Este estudo foi realizado em um período de 10 anos.

Após analisar os dados, constatou-se que, em uma década, ocorreram 170 ataques cardíacos, 163 casos de AVC e 52 mortes causadas por doença cardiovascular. O estudo também estabeleceu uma associação entre os eventos cardíacos com o estresse sofrido diariamente pelas mulheres que trabalham. Outros dados contribuíram para o resultado da pesquisa, como alimentação, estilo de vida e idade.

Segundo a conclusão da pesquisa norte-americana, as mulheres que se estressam com o emprego possuem 40% mais chances de sofrer doenças cardiovasculares, como AVC e ataque cardíaco. Descobriu-se também que, a condição imposta pelo estresse, aumenta 70% o risco de sofrer infarto não fatal. Os resultados foram elaborados a partir da relação com as mulheres que não sofriam estresse constante no trabalho.

Para que um emprego fosse considerado estressante, os pesquisadores levaram em conta as ocupações que exigem demais da mulher, isto é, que a deixam sobrecarregada de tarefas e oferecem prazos limitados para a conclusão de determinadas atividades. Além de ser excessivo, o trabalho também faz com que a mulher se mantenha em constante estado de tensão.

Veja também: Meditação pode atenuar risco de doenças cardiovasculares em jovens

A coordenadora da pesquisa, Michelle Albert, acredita que a tensão sofrida pelas trabalhadoras é uma forma de estresse psicológico, capaz de afetar diretamente a saúde cardiovascular. Ela também alerta a necessidade de adotar cuidados especiais para quem vive uma rotina estressante no trabalho.

Como amenizar o estresse no trabalho?

Medidas simples podem tornar a rotina menos estressante.

Estresse no trabalho eleva em até 70% possibilidade de problemas cardiovasculares para mulheres2

O estresse não interfere apenas na saúde, mas também na produtividade, por isso é necessário adotar algumas medidas para amenizá-lo. Confira a seguir algumas dicas:

  • Antes de tomar uma decisão séria, realize um exercício de respiração;
  • A tensão corporal quase sempre está localizada na região dos ombros, então procure relaxá-los;
  • Para descarregar a tensão, sem ser demitido, tenha sobre a mesa de trabalho objetos que podem ser apertados;
  • Valorize o seu direito de tirar férias do trabalho, pois ajuda a mente descansar.

Você é metódico ou intuitivo?

Você é mais metódico ou intuitivo Entenda como seu cérebro funciona

Você é mais metódico ou intuitivo? Entenda como seu cérebro funciona.

O reconhecimento do seu lado preponderante pode ser importante em várias situações Seu pensamento é mais focado ou global? Você se considera uma pessoa metódica ou livre de regras? Estas são algumas das perguntas-chave para descobrir se tem uma mente convergente ou divergente – e, a partir daí, trabalhar suas potencialidades e dificuldades para ter mais sucesso, bem-estar e qualidade de vida. Tal teoria não é nova e foi difundida, na segunda metade do século 20 pelo psicólogo americano Joy Paul Guilford.

“Depois dela, surgiram as associações com a lateralidade cerebral, os lados esquerdo e direito do cérebro que se comunicam constantemente, têm características próprias e tudo a ver com esse estudo – já que mentes convergentes tendem a utilizar mais o hemisfério esquerdo e as divergentes, o direito”, explica Leandro Roberto Teles, neurologista formado e especializado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A teoria não está ancorada em estudos científicos controlados e sim em investigações observacionais. Antes de se perguntar em qual extremo você se encaixa, saiba que o fundamento não serve para dividir as pessoas no grupo x ou y, pois isso seria simplista demais se considerarmos toda a complexidade e heterogenia do ser humano. “Alguns indivíduos até podem estar em um polo ou outro, mas a grande maioria se encontrará no meio do espectro, mostrando traços de pensamentos convergentes e divergentes”, salienta o médico. De qualquer forma, a doutrina ajuda na compreensão de tendências, limitações e habilidades individuais.

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Lógica versus intuição

Curioso para se definir? Então, vamos lá. Uma pessoa de mente convergente tem um pensamento mais focado, começando da parte para o todo, sequencial e lógico. Chega a respostas corretas e confiáveis, mas com pouco ineditismo. Em geral são perfeccionistas, organizadas, realizando uma tarefa de cada vez. O hemisfério esquerdo do cérebro é mais acionado e, por isso, essas pessoas resvalam para o pensamento cartesiano e raciocínio matemático, sempre de forma detalhista e metódica. Apesar de competentes, têm dificuldade de perceber o todo em um primeiro momento, são mais intransigentes e não aceitam erros. Colocadas fora da rotina, podem se perder um pouco.

Já alguém de mente divergente apresenta um pensamento global, partindo do todo para a parte, realizando associações pouco usuais e encontrando soluções criativas, nem sempre com tanta correção e competência. É um comportamento típico de pessoas desorganizadas, ansiosas e que fazem muitas coisas ao mesmo tempo. A criatividade cobra seu preço com uma taxa maior de erros. Por demandar mais o hemisfério direito, que não abriga a área da linguagem, são sensíveis, intuitivas e menos lógicas, mais transgressoras de regras e com dificuldade de cumprir rotinas. Porém, são capazes de se adaptar facilmente a mudanças e têm melhor poder de improvisação.

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Se, mesmo lendo com toda a calma as características de um tipo e de outro, você ainda tem dúvida a qual pertence, considere que todos nós temos momentos de convergência e divergência. Algumas pessoas trazem uma mistura dos dois, ou oscilam entre ambos dependendo da atividade e do momento de vida. Mas, de uma maneira geral, há uma predileção individual para um dos estados. “As mulheres tendem a ser mais divergentes que os homens, assim como as crianças são seres divergentes. A escola e o trabalho por vezes valorizam muito o lado convergente, o raciocínio de senso comum, a obediência às regras sociais – fazendo com que indivíduos divergentes migrem para um padrão convergente”, reflete Leandro Teles.

Para ter certeza de que lado você está, veja as dicas do neurologista: analise sua própria vida, suas prioridades, seu dia a dia. Se prefere ambientes controlados, organizados, faz uma coisa de cada vez, com exatidão e rigor, tende à convergência. Caso se sinta melhor em locais descontraídos ou mesmo bagunçados, com poucas regras, que valorizem o pensamento criativo em detrimento da exatidão, você é mais divergente.

“Imagine a cena: um casal conversa, e você observa. Tanto o hemisfério esquerdo quanto o direito do cérebro interpretam que o rapaz e a garota continuarão juntos. Mas a explicação que encontram para isso é diversa. No esquerdo, convergente, é porque são jovens, bonitos, praticamente da mesma idade, falam olhando nos olhos um do outro e parecem felizes e apaixonados – em um raciocínio verbal, lógico e sequencial. Já o direito dirá que ficarão juntos ‘porque sim, estou com um pressentimento, eles combinam e existe uma química’ – o juízo é intuitivo.”

Todos nós temos momentos de convergência e divergência, sendo que algumas pessoas trazem uma mistura dos dois

Trabalhe o outro hemisfério

Você é mais metódico ou intuitivo Entenda como seu cérebro funciona1

O reconhecimento do seu lado preponderante pode ser importante em várias situações – como, por exemplo, para escolher o ramo de atuação, contratar alguém, preparar apresentações, se relacionar com os outros.

“Compreendendo melhor a si próprio, será mais fácil fazer escolhas pessoais, vocacionais ou de lazer. Além disso, pode nos motivar a desenvolver os aspectos deficitários da mente, exercitando-os para nos tornar eficientes. A pessoa se torna completa se tem capacidade de usar de maneira harmoniosa as funções dos dois lados, migrando de um para outro sem esforço, dependendo da necessidade. Isso pode e deve ser treinado.

A dica é sair da zona de conforto, fazer coisas novas, realizar as tarefas cotidianas sob novos enfoques e perspectivas.” Para um indivíduo convergente, por exemplo, é aconselhável desenvolver o lado artístico, explorar a criação, buscar soluções fora da rotina, fugir do óbvio e se permitir o erro. Vale, então, se dedicar a artes, música instrumental, atividades que exijam criatividade e jogos como quebra-cabeça.

No caso do divergente, convém realizar tarefas seriadas e isoladas, que exigem concentração e doação. Exemplos: leitura, cálculos e exercícios matemáticos, jogos de tabuleiro, sudoku e palavras cruzadas.

As profissões mais recomendadas para as mentes convergentes são as que valorizam o raciocínio linear e a rotina, como direito, engenharia, matemática, pesquisa. Para as divergentes, as que exigem criatividade, com tolerância para a transgressão de regras e erros eventuais, como decoração, moda, artes de modo geral, arquitetura, marketing, entretenimento.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Doenças ligadas à obesidade e ao sobrepeso custam R$ 3,5 bi aos cofres públicos

Doenças ligadas à obesidade e ao sobrepeso custam R$ 3,5 bi aos cofres públicos

O tratamento de doenças relacionadas à obesidade e ao sobrepeso custam R$ 3,57 bilhões por ano aos cofres públicos. É o que revela pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que fez o levantamento a partir dos atendimentos de ambulatório e internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo usou dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, referentes às doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, diabetes, asma e osteoartrite de joelho e quadril. A pesquisa começou no final de 2011 e durou seis meses. Não foram incluídos no levantamento gastos indiretos, como compra de remédios e licenças médicas, além de pacientes atendidos pela rede privada de saúde.

O médico Denizar Vianna, professor da Uerj que participou da pesquisa, explica que foi feita uma revisão sistemática da literatura para encontrar relações entre obesidade e sobrepeso com essas doenças. Depois, foram usados dados do governo para estimar os gastos relacionados a elas.

O estudo mostra que as doenças cardiovasculares, maior causa de morte no Brasil, respondem por 67% das despesas do SUS no tratamento de doenças ligadas à obesidade e ao sobrepeso, com custo de R$ 2,37 bilhões por ano. Foram levantados dados sobre hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca. Vianna explica que a população brasileira tem engordado.

Os dados de 2011 mostram que 48,5% dos brasileiros podem ser consideradas com sobrepeso e 15,8% estão obesos. “Essa condição só tem aumentando, enquanto outras vêm caindo, como o tabagismo. Então, em termos de magnitude, a obesidade hoje já é um fator de risco tão impactante quanto o tabagismo, que está estabilizado em 15% da população”. Para Vianna, a pesquisa pode ajudar na orientação de políticas públicas de saúde, como promoção de alimentação saudável na escola e atividade física.

Dores nas costas são o motivo de 13% de consultas médicas no Brasil

Dores nas costas são o motivo de 13% de consultas médicas no Brasil

Todas as pessoas, em algum momento das suas vidas, já reclamaram ou vão reclamar de dores nas costas. Este mal, que afeta 80% da população mundial, manifesta-se quando se exige demais da coluna vertebral, tanto nas atividades domésticas como também no trabalho.

  A incidência de dores nas costas é grande entre os brasileiros

Um levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a dor nas costas é a terceira maior causa de aposentadoria entre os brasileiros e também representa o segundo maior motivo para os trabalhadores solicitarem licença.

O IBGE também constatou através das suas pesquisas quantitativas que a constância das dores nas costas tem se tornado maior, pois 13% das consultas médicas abrangem algum problema de coluna. As pessoas que participaram da estatística fizeram diversas queixas sobre doenças crônicas, mas as enfermidades que afetam a região das costas se destacaram no levantamento. As dores de coluna são comuns entre pessoas com mais de 40 anos e podem representar um sintoma de hérnia de disco.

De acordo com especialistas, a coluna é composta por vértebras e discos invertebrados, mas a hérnia acaba se formando devido à ruptura da estrutura responsável por abrandar os impactos entre as vértebras, ou seja, os discos.

Com o canal vertebral comprometido, as dores começam a se manifestar, afetando as costas e também causando o formigamento das extremidades do corpo (braços e pernas) devido à irradiação da dor.

A postura inadequada é um dos causadores de dores nas costas.

Woman stretching

Além de hérnia de disco, as dores nas costas podem acontecer devido a outras doenças, como por exemplo, artrose, osteoporose e bico de papagaio. O problema que interfere no dia-a-dia de várias pessoas também pode se manifestar por causa de esforço muscular, postura inadequada, compensação por lesões e falta de exercícios físicos.

Como se não bastasse à pesquisa do IBGE ter identificado a frequência de dores nas costas entre os brasileiros, outros estudos já fizeram grandes descobertas a respeito deste problema de saúde.

Os pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental, por exemplo, constataram que as dores nas costas podem estar associadas à insatisfação com o trabalho, isto é, a tensão psicológica. Como prevenir dores nas costas? Quem já possui patologias na coluna vertebral deve tomar alguns cuidados constantes.

Os especialistas recomendam a prática de exercícios físicos para combater os males do sedentarismo, mas não são todas as atividades que fazem bem para a saúde das costas. Por exemplo, é recomendado evitar movimentos que envolvem muito impacto, como corridas e saltos, além das mudanças bruscas de direção presente em vários esportes.

Fazer alongamento adequadamente é uma das formas de prevenção.

Já as pessoas que não desejam se tornar vítimas das dores nas costas devem realizar alongamentos regularmente, manter postura correta e controlar a quantidade de peso carregada no dia-a-dia. Quando aparecer algum sintoma que pode sinalizar problemas de coluna, como o formigamento, é recomendado buscar ajuda de um especialista.

Mulheres com seios grandes tem maiores chances de ter câncer de mama

Mulheres com seios grandes tem maiores chances de ter câncer de mama 1

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres e corresponde a 22% dos novos casos que surgem a cada ano. Apesar dos órgãos de saúde realizarem campanhas para prevenir a doença, a taxa de mortalidade ainda continua alta. A falta de um diagnóstico precoce é um dos principais causadores das mortes. As estatísticas ainda apontam que, levando em conta a população mundial, a sobrevida depois de cinco anos, é de 61%.

No Brasil, a incidência de câncer de mama em mulheres com mais de 35 anos tem se revelado preocupante. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), 52.680 novos casos de tumores malignos nos seios serão diagnosticados em 2012.

Recentemente descobriu-se uma estreita ligação entre o tamanho dos seios e a incidência de câncer de mama.

Os seios grandes aumentam o risco de câncer de mama

Mulheres com seios grandes tem maiores chances de ter câncer de mama

Certas mutações genéticas contribuem com o aumento dos seios e com o câncer. De acordo com uma pesquisa realizada pelo laboratório da 23andMe, na Califórnia, as mulheres com seios grandes possuem realmente mais chances de ter câncer de mama. A hipótese, que já existia entre mitos e verdades, foi confirmada e responsabilizou as variações genéticas pelo fenômeno.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores norte-americanos avaliaram 16 mil mulheres, considerando o código genético de cada uma delas. Depois das análises, foram encontradas mutações genéticas associadas aos seios grandes e também ao câncer Das sete alterações no DNA relacionada ao tamanho das mamas, três demonstraram ligação com a incidência de tumores malignos.

Segundo os autores do trabalho, as mutações estão ligadas a regulação do hormônio estrogênio nas mulheres, que além de contribuir com o crescimento das mamas, também pode desencadear a formação de tumores.

Embora já existam muitos estudos a respeito do câncer de mama, a pesquisa desenvolvida pelo laboratório 23andMe foi a primeira a estabelecer um elo entre o tamanho elevado dos seios com o surgimento de tumores. Dr. Nicholas Eriksson, principal autor da pesquisa, acredita que são necessários novos estudos para sustentar a descoberta. Ele alega que a pesquisa identificou variantes genéticas responsáveis por ambos os efeitos, porém um aprofundamento sobre o tema é essencial para que a relação seja realmente concreta.

Como prevenir câncer de mama?

A melhor forma de evitar o câncer de mama é prevenindo. Independente se a mulher tem seios grandes ou não, ela deve cuidar da sua saúde e adotar atitudes para prevenir o câncer de mama. Acompanhe a seguir algumas dicas:

  • - O autoexame deve ser feito regularmente para identificar possíveis nódulos nos seios. Em casos de qualquer percepção entranha, é necessário buscar ajuda médica. O autoexame é simples de ser feito e essencial a partir dos 20 anos de idade;
  • - Para prevenir os tumores, é recomendado realizar mamografia pelo menos uma vez por ano;
  • - A mulher deve ficar atenta aos fatores de risco, como histórico familiar, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Alimentos que atuam contra ressaca

alimentos ressaca

Agora chegou a pior parte: curar a bendita ressaca. Para isso é necessário agendar uma desintoxicação. Durante a bebedeira, o aparelho digestivo teve de trabalhar dobrado.

O estômago necessitou produzir suco gástrico; o fígado mais bile, além de ter que combater as toxinas contidas no álcool. O intestino precisou fabricar mais suco entérico e também ficou com a circulação mais lenta. Para reverter essa situação, confira a seguir alguns importantes alimentos que atuam contra a ressaca.

Leite: o alimento é riquíssimo em cálcio, que tranquiliza aquela irritação no estômago característica do dia seguinte à embriaguez. O alimento ainda é fonte de cisteína, um componente que rompe o acetaldeído, substância tóxica do álcool fabricada no fígado conforme seu organismo tenta processar a bebida.

O leite é rico em cálcio, que tranquiliza aquela irritação no estômago característica do dia seguinte à embriaguez.

Alimentos que atuam contra ressaca

Atum: as enzimas presentes nesse alimento vão acabar com aquela dor de cabeça terrível – e que agrava quanto mais tempo a toxina ficar no seu sangue.

Um filé pequeno do peixe já produz efeitos, e é uma ótima opção para o almoço pós balada.

Leia mais:

Caiena: É conhecida pela capacidade de ativar os núcleos de prazer do cérebro e excretar endorfinas. “Essas substâncias aumentam sua resistência à dor e aliviam a enxaqueca no dia seguinte”, diz Bruna Murta, nutricionista da rede de produtos naturais Mundo Verde.

A pimenta é conhecida pela capacidade de ativar os núcleos de prazer do cérebro e excretar endorfinas.

Alimentos que atuam contra ressaca 1

Alecrim: A erva melhora a circulação sanguínea no cérebro, de modo que atenua a dor de cabeça. “Também é eficiente contra o estresse oxidativo – portanto útil para compensar os radicais livres produzidos pela bebida”, afirma Maria Luisa Belloto.

Veja também: Ressaca:

Canela: O álcool compromete o nível de glicose no sangue – por isso você fica tão cansado.

Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition revelou que a canela modula os picos de açúcar ligados ao consumo de álcool. E ainda contribui para atenuar as taxas de colesterol – presença certa nos quitutes que acompanham sua bebida. Além de reduzir os níveis de colesterol, a canela modula os picos de açúcar ligados ao consumo de álcool.

Alimentos que atuam contra ressaca 2Chocolate: O álcool atua diretamente no fígado, responsável pelo acúmulo e pela liberação de açúcar para o organismo. Com a ingestão exagerada, ocorre a hipoglicemia (queda de glicose no sangue). Consumir alimentos com alta concentração de açúcar, como o chocolate, ajuda a reverter o quadro e acelera a queima de álcool, simplificando a recuperação.

Repolho: O ácido fólico, contido no vegetal é importante para fabricar energia para o corpo.

Ele ainda tem participação fundamental na produção das células vermelhas necessárias para reverter os detrimentos causados pelo álcool. O mel é o melhor para acabar com o cansaço.

Alimentos que atuam contra ressaca 3

Mel: É o melhor para acabar com o cansaço.

Fornece o sódio, o potássio e a frutose de que seu organismo necessita depois de uma bebedeira. Uma torrada integral com mel pela manhã, certamente, levantará seu esqueleto e fará você ficar pronto para outra.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Homens só procuram ajuda médica quando doença está em estágio avançado

Homens só procuram ajuda médica quando doença está em estágio avançado 1Nos últimos tempos, muito tem se falado sobre a saúde do homem. Os pacientes do sexo masculino não visitam o médico com a mesma frequência do que as mulheres, o que pode agravar algumas doenças que não são descobertas precocemente.

Apesar dos padrões culturais inibirem o homem a ir ao médico, também é importante considerar que não existe uma especialidade médica voltada para a saúde masculina com a mesma equivalência do ginecologista para a mulher. Normalmente o homem que precisa fazer exames de rotina procura ajuda de um urologista, médico responsável por fazer o acompanhamento da próstata e identificar doenças relacionadas, como o câncer. A avaliação urológica também permite diagnosticar DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e problemas associados à falta de libido.

Homens evitam consultas médicas

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde em São Paulo, 60% dos homens só procura ajuda médica quando a doença está em estágio avançado. Os principais motivos alegados pelos participantes que não buscaram assistência foram: preconceito e vergonha.

O levantamento do Centro de Referência da Saúde do Homem ainda mostrou que, todos os meses, 1,5 mil homens dão entrada no hospital com problemas de saúde avançados e que necessitam de cirurgia. O diagnóstico tardio acontece porque a maioria dos pacientes ignoram os sintomas iniciais, preferindo conviver com uma patologia ao invés de buscar ajuda especializada.

Exames de rotina são essenciais para o homem, principalmente depois dos 50 anos.

Todo homem a partir dos 40 anos deve procurar o acompanhamento de um urologista

Segundo Cláudio Murta, coordenador de urologia do Centro, os pacientes se recusam ir ao médico com mais frequência porque não podem ficar doentes, afinal, são provedores da casa. Eles se negam a fazer consultas de rotina, que seriam capazes de identificar, ainda no início, as doenças comuns em homens. O especialista alegou também que o diagnóstico precoce só traz benefícios para a vida do paciente, pois requer um tratamento menos agressivo, rápido e barato. Sem falar que, a descoberta de uma patologia logo nos primeiros sinais, aumenta as chances de cura.

Embora muitos homens ainda se sintam constrangidos em cuidar da saúde, a situação está bem melhor do que há anos atrás. De acordo com alguns especialistas, os homens estão conscientes dos problemas de saúde que podem sofrer e por isso procuram ajuda médica. Aqueles que não são intimidados pelos estereótipos culturais adquirem o costume de realizar exames preventivos, tal como as mulheres. O check-up anual também tem se tornado mais frequente entre os pacientes do sexo masculino.

Cuidados necessários com a saúde do homem

Apneia e gordura visceral também são comuns em pacientes do sexo masculino. Os homens, sobretudo aqueles com mais de 50 anos, devem ficar atentos a uma série de doenças que ameaçam a saúde. Além do câncer de próstata, outros problemas também afetam o bem-estar e a qualidade de vida masculina, como a apneia do sono, a gordura visceral e a falta de desejo sexual.