quarta-feira, 6 de junho de 2012

Aplicativo para celular guia deficientes visuais por voz


Guia vocal


Pesquisadores da USP desenvolveram um aplicativo para celulares que ajuda deficientes visuais locomoverem-se pela cidade. O Smart Audio City Guide - guia auditivo inteligente para cidade, em tradução livre - rendeu aos estudantes Renata Claro, Gabriel Reganati e Thiago Silva, o terceiro lugar na Imagine Cup, um concurso de inovação promovido pela Microsoft. O aplicativo utiliza informações geolocalizadas e GPS, sendo alimentado por informações de qualquer usuário da rede, de maneira colaborativa.


Interação por voz


Qualquer pessoa que possua o aplicativo poderá enviar e receber informações sobre determinadas localidades, que são transmitidas na forma de áudio. Por exemplo, pode-se enviar a informação "aqui há um orelhão" para o sistema, que registra automaticamente a localidade. Na próxima vez que um usuário do aplicativo estiver passando pelo mesmo local, ele recebe a informação enviada anteriormente. O usuário também pode receber as informações ao tocar a tela do aparelho em qualquer ponto.


Servidor melhor


O aplicativo será gratuito para os usuários, que só precisarão baixá-lo em seu aparelho. Por causa da competição, promovida pela Microsoft, o Smart Audio City Guide foi desenvolvido para Windows Phone, mas está sendo aperfeiçoado para ficar mais acessível e para que seja disponibilizado em outros aparelhos. Os estudantes planejam disponibilizar o aplicativo para download gratuito até o final do ano - eles dependem de um melhor servidor para gerenciar as informações, uma vez que o equipamento atual suportaria apenas um número limitado de usuários.

Cientistas fazem ratos paralisados andarem

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A paralisia, devido a danos irreparáveis na medula espinhal, segue sendo um problema praticamente insolúvel para a medicina. Ainda que estejamos longe de tal solução para seres humanos, pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia, em Lausanne (Suíça) deram um passo importante para resolver este problema com ratos. Depois de interromper a comunicação entre o cérebro e os membros dos camundongos, os pesquisadores suíços estimularam o movimento das patas traseiras de maneira artificial por algumas semanas, até que o cérebro reaprendesse a controlá-las. E funcionou.


Recuperando o movimento perdido


O procedimento com os ratos foi simples: os cientistas fizeram, em cada animal, dois cortes na medula espinhal, de forma a interromper a comunicação entre o cérebro e os nervos. Os cortes foram feitos com duas vértebras de distância entre eles. Foram necessários dois cortes porque uma medula espinhal é dividida em duas vias (ascendentes e descentes). Fazendo um corte em cada uma, os cientistas garantiram que todos os nervos que respondem à medula fossem inutilizados. Depois do corte, os camundongos perderam totalmente o movimento das patas traseiras, embora ainda pudessem usar as dianteiras para se locomover precariamente. Para garantir que os ratos não "trapaceassem" e se locomovessem com as patas dianteiras, os pesquisadores suspenderam a parte frontal de seus corpos com um gancho e os deixaram apoiados apenas sobre os membros traseiros, teoricamente "mortos". Nesse momento, entram em cena os robôs. Meia hora por dia, seis dias por semana, os ratos foram colocados em uma máquina que dava injeções elétricas nos neurotransmissores, a fim de estimulá-los e simular uma conexão entre o cérebro e as pernas.


Como "enganar" a falta de medula


Em outras palavras, as pernas se movimentavam por algum tempo; o movimento era graças às descargas elétricas, mas para o corpo era como se o cérebro houvesse dado o comando. Passou-se uma semana, e os ratos continuavam mexendo os membros traseiros apenas por causa das injeções. Na segunda semana, veio a grande descoberta: cedo ou tarde, os ratos começaram a conseguir a mover as patas por conta própria! O cérebro, depois de "reparar" que as pernas se moviam involuntariamente por tanto tempo (e com periodicidade), voltou a assumir as pernas de seu corpo. Por um motivo que ainda é um mistério para os cientistas, novas conexões nervosas foram criadas, e a partir daí os ratos assumiram gradativamente o controle dos seus membros. Dentro de pouco tempo (nove semanas, em média), já eram capazes de subir escadas e ziguezaguear por obstáculos.


Os poréns


Em muitos aspectos, a pesquisa foi um sucesso absoluto. Mas é claro que ainda há muito que se considerar, e não somente o clássico (e também verdadeiro, nesse caso) "ainda não se sabe se o mesmo procedimento pode ser testado em humanos". Apesar de o cérebro dos ratos ter aprendido a retomar o controle das próprias patas, eles continuaram só conseguindo movê-las com as descargas. Ou seja, os animais eram capazes de controlar o movimento, mas não de iniciá-lo sem o "empurrãozinho" artificial. Além disso, eles ainda necessitam do auxílio dos robôs (e do gancho com os arreios) para poder se locomover. Se fossem deixados no ambiente sem amparo nenhum, continuariam incapazes de dar um só passo. Mas isso não desanima os pesquisadores suíços e a comunidade científica, que afirmam se tratar de um grande avanço.

Computador químico pode resolver mistérios da geometria

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O professor de ciência da computação Adrew Adamatzky, da Universidade de West England, Bristol, Inglaterra, está tentando criar um computador baseado em reações químicas. Sua invenção será diferente dos aparelhos comuns, baseados no circuito de elétrons em meio a silício.


Segundo ele, a mistura de alguns elementos químicos na forma da reação de Belousov-Zhabotinsky, ou reação BZ, que propaga ondas perpétuas, pode ser usada para criar saídas lógicas e ter a performance de computação rudimentar. "Quando as ondas colidem, elas podem morrer ou mudar de direção, e nós podemos interpretar isso como computação", diz Adamatsky.


O cientista e seus colegas descobriram que "computadores químicos" podem resolver certos problemas da geometria computacional. Estes computadores são como "coleções" de pequenas bolsas de elementos químicos, chamadas vesículas, que podem produzir e combinar ondas da reação BZ. Uma tentativa anterior usou grades hexagonais de vesículas, contudo, foi muito difícil construir um arranjo tão regular. Por isso, Adamatzky decidiu tentar a sorte com vesículas irregulares.


Eles perceberam que seu computador poderia calcular o diagrama Voronoi, uma tarefa que envolve descobrir quais pontos em uma tela plana se aproximam mais de determinada forma. Isto pode parecer um pouco arbitrário, mas estes diagramas têm uma variedade incrível de aplicações, como mapear a cobertura de uma rede de postes de telefonia móvel.


Os resultados dos testes foram simulados em um computador tradicional, mas Adamatzky diz que sua equipe de pesquisadores está preparando outro artigo para detalhar os mesmos resultados no novo tipo de computador. "Nós poderiamos construir computadores para serem ligados ao corpo humano", disse ele.

Você mataria uma pessoa para salvar cinco?

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Um trem está indo em direção e há cinco pessoas que não poderiam escapar e só você está perto o suficiente para fazer qualquer coisa. Você pode redirecionar o trem para uma faixa diferente, com apenas uma pessoa ao longo do percurso.


Recententemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade do Estado de Michigan, EUA, colocou os participantes em um ambiente 3D e ofereceu a possibilidade de matar uma pessoa para salvar cinco (em um cenário digital bem realístico). Os resultados do dilema moral? O esperado: 90% dos participantes redirecionaram o trem, afirmando que se sentiram seguras em mudar a direção e matar uma pessoa, sabendo que outras vidas seriam salvas, mesmo que sejam contra matar.


O psicólogo evolucionista David Carlos Navarrete acredita que há uma questão ainda mais profunda que pode ser explorada com essa situação, um dilema moral que os filósofos têm contemplado durante décadas. Esta é a primeira vez que o dilema foi colocado como um experimento comportamental em um ambiente virtual.


Os participantes da pesquisa foram apresentados a uma versão 3D simulando um dilema clássico, apesar de ser um dispositivo montado na cabeça. Sensores foram anexados ao seu alcance para monitorar a excitação emocional.


No mundo virtual, cada participante foi colocado em um ponto da ferroria, onde havia uma bifurcação dos trilhos. Mais à frente e à direita, foram colocadas cinco pessoas próximas a um barranco, que impedia sua fuga. No outro lado, havia uma única pessoa na mesma situação que as demais.


À medida que o vagão se aproximava no horizonte, os participantes da pesquisa poderiam fazer alguma coisa ou não fazer nada - deixando o vagão cheio de carvão permanecer no percurso e matar as cinco pessoas - ou puxar um interruptor (neste caso, um controle) e redirecionar o vagão para a faixa ocupada por apenas uma pessoa.


Dos 147 participantes, 133 (90,5%) apertaram o controle para desviar o vagão, resultando na morte de uma pessoa virtual. 14 participantes permitiram que o vagão matasse as cinco pessoas (11 participantes não apertaram o controle, enquanto três o apertaram, mas depois mudaram de ideia e o deixaram na posição inicial). O estudo também descobriu que os participantes que não apertaram o controle estavam mais emocionalmente alterados.


As razões para isso são desconhecidas, embora possa ser porque algumas pessoas congelam durante momentos de grande ansiedade, da mesma forma que um soldado não dispara sua arma na batalha, aponta Navarrete. "Acho que os seres humanos têm aversão a prejudicar os outros", diz Navarrete. "Com o pensamento racional, às vezes, podemos substituir - pensando nas pessoas que deixará de matar, por exemplo -, mas, para algumas pessoas, a ansiedade é tão grande a ponto de não fazerem a escolha mais utilitária, e a escolha pelo maior número pode parecer boa".

Tablets rivais apostam em design e conteúdo diferenciados para competir com Ipad

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Fato tão incontestável como desagradável para os concorrentes da Apple: o iPad ainda é o rei dos tablets. Para tentar reverter esse quadro, os rivais experimentam tamanhos, designs e funções diferentes para suas pranchetas.


Após o surgimento do iPad, a maior parte das empresas lançou tablets que traziam poucas novidades, tentando reproduzir a experiência do dispositivo da Apple. Não funcionou. O iPad chegou a ter mais de 90% do mercado. Hoje, tem cerca de dois terços dele.


Segundo a consultoria NPD DisplaySearch, no primeiro trimestre de 2012, a Apple vendeu 13,6 milhões de unidades do iPad, ou 62,8% do mercado. A Samsung, segunda colocada no ranking, comercializou 1,6 milhão de unidades (7,5%).


Na corrida atrás da Apple, a tela, que no iPad tem 9,7 polegadas, é um dos principais campos de testes.


Uma das primeiras a se arriscar foi a Samsung, com quatro tamanhos: 7, 7,7, 8,9 e 10,1 polegadas. "O consumidor é quem vai dizer se prefere um tablet maior ou menor", diz Roberto Soboll, diretor de produtos de telecomunicações da Samsung.


A Motorola adotou a mesma linha, com aparelhos de 10,1 e 8,2 polegadas. No mesmo caminho está a japonesa Toshiba, que lançou, em terras estrangeiras, o Excite 13, de 13,3 polegadas, um dos maiores do setor.


Outra arma dos fabricantes é criar designs que fujam do visual de prancheta do iPad. Com duas telas articuláveis por dobradiças e formato de estojo, o Sony Tablet P é exemplo disso.


"Nossa opção foi entender o consumidor e não só responder com um produto que já existia", diz Willen Puccinelli, gerente de produto da linha Vaio da Sony Brasil.


Já a Asus preferiu apostar em teclados como parte da experiência --caso do Slider, que tem o acessório construído no próprio aparelho.


Os rivais da Apple também tentam inovar nos aplicativos nativos, aqueles programas que já vêm no aparelho. A Sony oferece games do PlayStation; a Motorola, apps que focam em música e vídeos; a Positivo, jogos e publicações em português.


Outro trunfo da maioria dos tablets, que usam sistema operacional Android, é a integração a serviços do Google. Gmail, Google Reader, Google Drive etc.: tudo funciona melhor no sistema da gigante das buscas do que no iPad, que usa o iOS.

Tablets da Qtek têm tela tosca e versão de Android projetada para celulares




Qtek coloca a venda tablet com versão de Android projetada para celulares


"Comprei, não gostei e dei para o meu filho brincar." Assim resume Gilberto Cabral, 47, sua experiência de uma semana com um tablet da Qtek. Mas esse poderia ser o relato de qualquer um que investiu até R$ 400 num dos modelos "xing lings" à venda em camelôs de São Paulo.


Histórias tristes não faltam. As fragilidades desses aparelhos ficam evidentes quando eles são colocados lado a lado com produtos de grandes marcas, como Apple, Motorola ou Samsung.


A carcaça, geralmente de plástico frágil, envolve hardware de péssima qualidade, incapaz de rodar com rapidez o sistema operacional Android --que, por sua vez, aparece sempre em versões antigas (2.3, no máximo) que foram projetadas para smartphones, não para tablets.


A tela sensível ao toque, principalmente quando resistiva (que não costuma funcionar bem com o dedo), passa longe de ter a resposta fluida da de um iPad.


Um sucesso de mercado no universo "xing ling" é o modelo Coby Kyros MID7016. Numa busca pelo site comparador de preços Buscapé, é possível encontrar 52 lojas com o modelo em estoque.


Nenhuma delas comprou do distribuidor Opeco, importador oficial dos produtos da marca há 20 anos. "Esses tablets vêm do mercado paralelo ou de alguém que não se preocupou em atender às regulamentações locais, como ter homologação da Anatel e acessórios certificados pelo Inmetro", afirma André Saslavsky, diretor da Opeco.


Como o processo de entrada legal de tablets no país é caro e demorado, a Opeco decidiu não lançar esse modelo por aqui. Em contato telefônico com três lojas, todas argumentaram que os produtos atendiam à legislação.


"O mercado de contrabando é um caos no Brasil. Atrapalha quem quer fazer negócio honestamente", reclama Reinaldo Peleari, gerente de produtos da Multilaser.


Com um tablet de R$ 450, o executivo conta que a maior pedra no sapato da empresa é ser colocada no mesmo balaio dos "xing lings". De fato, as especificações de seu Diamond são melhores, com o dobro de memória interna e processamento mais veloz.


"Mas vai explicar isso para o cliente que só quer pagar baratinho. Até meus vendedores eu tenho dificuldade de convencer."

Fabricantes de leitores eletrônicos investem em tablets

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Tablets suscitam uma dúvida em quem gosta de ler em formato digital: ainda compensa comprar um e-reader?


Enquanto consumidores se decidem, fabricantes de e-readers se previnem produzindo tablets. São os casos de Amazon, com o Kindle Fire, e Barnes & Noble, com o Nook Tablet e o Nook Color.


Outro caso similar é o Kobo Vox, da livraria digital Kobo. A empresa afirma que chega ao Brasil no segundo semestre, trazendo o Vox.


Os três dispositivos têm tela de LCD, rodam Android e têm apps associados a acervos de e-books das empresas.


Em abril, o jornal "Brasil Econômico" e a revista "IstoÉ" disseram que a Amazon trará a linha Kindle ao Brasil ainda neste ano. O Fire é o tablet com Android mais vendido nos EUA, segundo a comScore. Em fevereiro, tinha 54,4% desse mercado.


Para quem usa tablets para ler, o oftalmologista André Pinheiro diz que diminuir o brilho da tela ameniza o cansaço visual. "Só não pode diminuir demais, porque o esforço para ler vai ser maior."


Mas o e-reader é melhor para a visão. "A tela dele não é iluminada. Assim, a vista não cansa tão rápido.