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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Alfa Romeo divulga fotos do hatch Giulietta.

Previsto para estrear mundialmente no Salão de Genebra de 2010, o Alfa Romeo Giulietta já mostra sua cara em algumas fotos divulgadas pela fabricante. O modelo chegará em duas versões a gasolina e duas a diesel e contará com o sistema start-stop para melhorar o consumo de combustível e, assim, reduzir as emissões de CO2.
A versão a gasolina terá disponível motores 1.4 e 1,4 TB-TB Multiair com 121 cavalos de potência e 172 cv, respectivamente. Já as opções a diesel são com motores 1.6 e 2.0, com 152 cv e 172 cv, respectivamente.


O carro também terá uma edição especial com propulsor 1.7 de quatro cilindros turbo a gasolina, com 235 cv de potência.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Conheça quais são os riscos de desbloquear seus eletrônicos


Um vírus inofensivo para iPhone foi disseminado na Austrália, conforme noticiado há duas semanas pelo G1. Detalhe: apenas aparelhos desbloqueados estavam vulneráveis. Além do iPhone, muitos outros eletrônicos, especialmente consoles de videogame e outros gadgets podem ser desbloqueados. Mas por que o desbloqueio torna esses dispositivos possíveis alvos de ataques? Entenda o motivo na coluna Segurança para o PC de hoje.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

Como e por que bloquear?

Os eletrônicos se assemelham cada vez mais a computadores. Possuem componentes genéricos que podem realizar uma infinidade de tarefas, como qualquer PC. No entanto, o fabricante do hardware geralmente deseja que o equipamento seja utilizado de um modo pré-determinado. O bloqueio é exatamente a tecnologia empregada para impedir que o aparelho realize tarefas para as quais ele não foi projetado.

O bloqueio é uma limitação que interessa ao fabricante ou fornecedor do dispositivo.

No caso do iPhone, o bloqueio serve para garantir que o celular da Apple seja usado apenas com operadoras de telefonia específicas. Essa capacidade é muito relevante na hora de negociar os contratos envolvidos na venda do produto.

Em videogames, o bloqueio serve para evitar o uso de jogos piratas. Como a fabricante do console recebe parte da receita de jogos, e hoje alguns consoles são vendidos até abaixo do preço de custo justamente com a expectativa dessa receita, é muito interessante que apenas games originais sejam comercializados. O bloqueio também impede que produtores independentes comercializem seus jogos sem autorização, garantindo o negócio permaneça sob o controle.

As operadoras de telefonia realizam um bloqueio diferente nos celulares, que impede o funcionamento de chips de concorrentes. Novamente, o bloqueio interessa a alguma empresa, neste caso, à operadora. Os fabricantes enviam estes telefones para as operados sem nenhum bloqueio ou restrição, porém, por não contarem com os subsídios da operadora, custam mais caro. A ideia das operadoras é que a mensalidade e as chamadas feitas pelos clientes paguem a oferta do telefone a um preço reduzido, semelhante ao que acontece com os desenvolvedores de consoles que apostam na venda de jogos.

Além do bloqueio de operadora, como o de qualquer outro celular, o iPhone (e o iPod também) possuem um bloqueio como o dos consoles: somente aquilo que é autorizado pelo fabricante – no caso, a Apple – pode ser executado no aparelho. Porém, o iPhone e o iPod são capazes de muito mais que isso, o que levam usuários interessados a criarem mecanismos de burlar esta restrição e é isso que é o desbloqueio.

Exceto no caso de celulares com SIM lock (bloqueio de chip), onde não há risco nenhum de ter o aparelho desbloqueado, o destravamento permite que diversos “recursos” adicionais sejam habilitados. No caso dos consoles, é possível usar não apenas jogos piratas, mas também jogos “independentes”, emuladores e, em alguns casos, reproduzir DVDs de qualquer região, MP3 e outros utilitários que não são por si só ilegais.

Mas, ao ter essa liberdade, o número de possíveis problemas aumenta. Há um cavalo de troia que danifica os consoles portáteis PSP da Sony e o DS da Nintendo, por exemplo. Essas pragas só podem ser executadas por meio do uso de alguma técnica que retire a limitação imposta pelo fabricante.

No caso do iPhone, o desbloqueio, também chamado de jailbreak, permite a execução de aplicativos não-autorizados. Com isso, torna-se possível a criação de vírus – o que normalmente não é possível, exceto pelo uso de alguma brecha de segurança. Foi o que aconteceu no caso do primeiro “vírus” inofensivo criado para o aparelho.

Já os iPods podem até rodar Linux depois de destravados. Um vírus-conceito chamado Podloso foi criado para mostrar que o tocador de música digital também pode sofrer ataques.

No entanto, o desbloqueio não é comum o suficiente para tornar essas plataformas alvos de criminosos de verdade. Quem destrava o aparelho, apesar da sua proibição pelo acordo de licença que acompanha os produtos, aproveita as vantagens. “O iPhone sem jailbreak não tem a menor a graça!”, afirma o tecnólogo em automação industrial Renato Victor Mejias, de 23 anos, que tem um iPhone há 7 meses.

Mejias destaca as vantagens de ter desbloqueado seu celular da Apple. “Posso usar o bluetooth com outros aparelhos, posso usar programas gerenciadores de arquivos, instalar aplicativos de terceiros que não estão na Apple Store... Antigamente, a Apple não liberava envio de MMS, então era necessário desbloquear o aparelho para poder enviar as mensagens. Com o firmware 3.0, no entanto, isso foi liberado. Posso usar meu iPhone como modem, posso instalar aplicativos para pode fazer gravações com a câmera [a câmera do iPhone nativamente só tira fotos] e carregar páginas em Flash”.

Ele diz não ter medo de vírus, pois “prefere correr o risco a ter um dos melhores aparelhos do mundo com todas as limitações impostas pela Apple” e opina que a companhia de Steve Jobs deveria conversar com os donos de iPhone para chegar a um consenso. “Espero que um dia Apple faça uma pesquisa de mercado com seus usuários para ver que o número deles que pedem o desbloqueio é grande, e estude soluções viáveis para agradar a todos os donos do iPhone e eles como empresa”.

De qualquer forma, as chances de ser infectado por um desses vírus é muito pequena. Os ataques costumam ser bem localizados e, para ser atingido, será necessária uma dose de azar. Os vírus para esses eletrônicos desbloqueados têm uma dificuldade muito grande de se espalhar, quando tentam. Por enquanto, desbloquear é uma prática segura, mas é necessário estar ciente dos riscos para evitar qualquer problema.

Por:* Altieres Rohr,que é especialista em segurança de computadores e colunista do G1.
Fonte:G1

sábado, 12 de dezembro de 2009

'Resident Evil 4' pode ser adiado

Milla Jovovich volta ao papel
central de Resident Evil
As filmagens vão a todo vapor no Canadá, mas Resident Evil: Afterlife, quarto filme da bem-sucedida série que se originou nos games, pode não sair no tempo prometido: agosto de 2010.

segundo informações do site especializado em cinema, Shock Till You Drop, os seis meses que restam para a fase de pós-produção não serão suficientes para finalizar o filme, repleto de efeitos especiais e com um adendo: ele será projetado em 3D, o que pelo menos duplica o tempo que a produção levaria para encerrá-lo. Com isso, Afterlife deve estrear apenas em 14 de janeiro de 2011, logo após os feriados de final de ano. Mas a protagonista Milla Jovovich, que anda soltando muitas informações inéditas da produção, contou em seu perfil no Twitter que toda a história é um rumor. Com o tempo corrido, não parece.

No Brasil, lan houses desbancam local de trabalho no acesso à web

As lan houses já representam o segundo lugar no Brasil onde mais se acessa a internet. Em 2008, 47,5% das 56 milhões de pessoas que se conectaram à web disseram ter acessado a rede em mais de um local. Esse ranking é liderado pelo ambiente doméstico (57,1%), seguido pelas lan houses (35,2%) e trabalho (31%). Em 2005, a ordem era diferente: ambiente doméstico, local de trabalho e lan houses.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008 sobre acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal, divulgada nesta sexta-feira (11). Os 56 milhões de usuários de internet com 10 anos ou mais tiveram acesso à web durante o período de três meses anteriores à pesquisa.
No Norte e Nordeste, os centros públicos de acesso pago não ficaram em segundo lugar, mas lideraram a navegação entre pessoas com acesso à internet em diferentes lugares. No Norte a porcentagem chegou a 56,3%, enquanto no Nordeste chegou a 52,9%. Nessas mesmas regiões, o uso da web residencial ficou em 34,1% e 40%, respectivamente.


Os 56 milhões de internautas representam 34,8% da população com 10 anos ou mais – em 2005, o percentual de conectados era de 20,9%. Os maiores percentuais de usuários de internet estão na região Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%), enquanto as regiões Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%) têm os menores percentuais.

Entre aqueles que, em 2008, acessaram a internet somente em um local (52,2% dos 56 milhões), 45,9% navegaram de suas residências, 29,5% de centros públicos de acesso pago, 12,1% do local de trabalho, 4,8% do estabelecimento de ensino, 0,8% de um centro público de acesso gratuito (como telecentro) e 6,9% de outro local.

Foto: Renato Bueno/G1

Na Campus Party, evento realizado em janeiro em São Paulo, organizadores promoveram iniciativas de inclusão digital. (Foto: Renato Bueno/G1)

Idade

A faixa etária do internauta está associada ao local de conexão, de acordo com a Pnad. As lan houses apareceram no topo da lista dos usuários com idades entre 10 e 17 anos, com 53,3%. Atrás delas ficaram os domicílios onde eles moravam, com 43,1%. A ordem foi diferente entre aqueles com mais de 40 anos: domicílio (78,6%) e local de trabalho (50,9%).

Em 2008, o grupo de 15 a 17 anos foi o que apresentou maior percentual de utilização da internet (62,9%), além de maior aumento em relação a 2005 (quando somava 33,7%). O percentual de usuários diminuiu com a idade, chegando a 11,2% entre as pessoas com 50 anos ou mais (o grupo representa 24,8% da população total, mas apenas 8% daqueles que acessaram a internet).

Foto: Renato Bueno/G1
Foto: Renato Bueno/G1
Em 2008, a idade média dos internautas era de 27,6 anos. Na imagem, um participante do evento Campus Party, realizado em São Paulo em janeiro de 2009. (Foto: Renato Bueno/G1)

Em 2008, a idade média dos internautas era de 27,6 anos. Entre aqueles que acessaram de casa, essa média subiu para 30,6 anos, enquanto entre o público que navegou no local de trabalho, foi para 34,6 anos. Em 2005, a idade média dos internautas ficou em 28,1 anos.

O rendimento per capta das pessoas que acessaram a web no trabalho foi de R$ 1.523, enquanto o dos internautas domésticos ficou em R$ 1.336 – os mais elevados. Os menores rendimentos per capta foram os dos usuários de centros públicos de acesso gratuito (825) e de lan houses (R$ 536).

Escolaridade
O uso de internet também está associado à escolaridade: aqueles que acessam a web têm 10 anos de estudo em média, contra 5,5 anos de estudo das pessoas sem conexão.


Quanto maior a escolaridade, maior a proporção de pessoas conectadas: 80,4% entre aqueles com mais de 15 anos de estudo; 57,8% entre pessoas com 11 a 14 anos de estudo, 38,7% entre aqueles com 8 a 10 anos de estudo; 23,4% para os que têm entre 4 e 7 anos de estudo e, por fim, 7,2% entre aqueles sem instrução ou com menos de 4 anos de estudo.

Motivo de acesso
Em 2005, o principal motivo para os internautas se conectarem (71,7% dos internautas) foram os fins educacionais e de aprendizado. Em 2008, essa motivação ficou em terceiro lugar (65,9%), atrás dos “líderes” comunicação com outras pessoas (83,2%) e atividades de lazer (68,6%).

A lista de finalidades de 2008 também incluiu leitura de jornais e revistas (48,6%), busca de informações e outros serviços (25,5%), compra ou encomenda de bens e serviços (15,4%), interação com autoridades públicas ou órgãos do governo (15,2%) e transações bancárias ou financeiras (13,1%).

As mulheres consideraram mais do que os homens o uso da web para se comunicar com outras pessoas (84% para elas, 82,3% para eles). A segunda e terceira posições divergem entre os sexos: para elas o segundo principal motivo para usar a web eram educação e aprendizado (69,4%), enquanto para eles eram atividades de lazer (72,8%).

Banda larga
Em 2005, 41,2% dos internautas que navegaram no ambiente doméstico o fizeram somente via banda larga. Esse percentual dobrou em 2008, chegando a 80,3%. No ano passado, 18% dos usuários navegaram de suas casas somente via conexão discada e 1,7% o fizeram das duas formas.

Regionalmente, o Centro-Oeste tem a maior disseminação de uso exclusivo de internet rápida, sendo usada por 93,4% das pessoas (em 2005, eram 57,1% delas). Na contramão, a região Norte teve a menor proporção de usuários que se conectam somente via banda larga: 70,4% (40,5% em 2005).

Sem acesso
De acordo com a Pnad, 104,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais anos não tiveram acesso à internet no período de três meses anteriores à pesquisa (65,2% do total). Os principais motivos para a não utilização foram não achar necessário ou não querer (32,8%); não saber utilizar a internet (31,6%) e não ter acesso a computador (30%).

Em relação a 2005, o percentual de pessoas que não navegavam porque não achavam necessário ou não queriam foi o que mais aumentou: subiu de 20,9% para 32,8% (no Rio de Janeiro, 45,1% dos desconectados apresentaram esse motivo). Por outro lado, houve redução no número de pessoas que disseram não acessar por não ter computador (de 37,2% para 30%) e entre aqueles que alegaram o custo elevado do PC (de 9,1% para 1,7%).

Aqueles que não demonstram interesse na internet apresentaram idades médias mais elevadas (44,1 anos em 2005; 45,2 anos em 2008) do que aqueles que apresentaram outros motivos para não se conectarem. Entre os estudantes, a principal razão para estarem desconectados é o fato de não terem acesso a um computador (46,9%).


Fonte: G1

Livro é devolvido para biblioteca nos EUA com 60 anos de atraso



Um livro foi devolvido para uma biblioteca em Toledo, no estado de Ohio (EUA), com seis décadas de atraso. A biografia de "Napoleão", de Emil Ludwig, tinha sido retirada em 1949, segundo reportagem do jornal "Toledo Blade".


O livro foi devolvido acompanhado por uma carta anônima com um pedido de desculpas. Segundo a porta-voz da biblioteca, Rhonda Sewell, o livro tinha sido enviado de Beverly Hills, no estado da Califórnia.

A pessoa que assinou a carta disse que "carregar a culpa por 60 anos é uma coisa terrível".

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Inaugurado laboratório para desenvolver tecnologias para o pré-sal

Tecnologias para o pré-sal

No próximo dia 1º de dezembro, a Escola Politécnica da USP inaugura o laboratório que irá abrigar o Nó USP da Rede Galileu e Arquimedes da Petrobras.

A rede reúne laboratórios de instituições de ensino e pesquisa que serão responsáveis por cálculos e simulações numéricas necessários à exploração e extração de petróleo, especialmente na camada pré-sal.

"Nosso laboratório reúne algo inédito no mundo, que é a junção do Tanque de Provas Numérico (TPN), um laboratório virtual para simulação numérica, e um Tanque de Provas Físico", afirma o professor Kazuo Nishimoto, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli e coordenador do TPN.

Simulação do mar

O tanque físico construído no novo laboratório mede 14 x 14 metros e é dotado de uma tecnologia inovadora, com geradores e absorvedores de ondas. De acordo com Nishimoto, a inovação permitirá, por exemplo, que sejam simuladas condições de mar infinito no tanque físico.

"Além disso, a união dos tanques virtual e físico nos permitirá simulações dinâmicas de sistemas de produção mais precisas", avalia. O novo laboratório será de fundamental importância nos estudos de computação científica e visualização para o desenvolvimento de materiais que serão utilizados na exploração do petróleo na camada pré-sal.

Simuladores e simulações

Nishimoto explica que as explorações na camada pré-sal serão feitas em profundidades de até 7 mil metros. Uma exploração desse porte exige que as tecnologias sejam cada vez mais precisas, principalmente em relação às simulações.

No laboratório da Poli os pesquisadores constroem modelos de plataformas e navios, virtuais e físicos, e os avaliam em diversas situações que possam ocorrer no ambiente marinho. "Não basta simplesmente instalar uma plataforma em mar aberto e começar a produzir. As simulações nos auxiliam a determinar os materiais ideais a serem usados, bem como sistemas de ancoragem", explica Nishimoto. "Nos ambientes virtual e físico do laboratório podemos criar condições de um mar em meio a um furacão, por exemplo, para testarmos a resistência dos materiais".

No Tanque de Provas Numérico, existe um sistema semelhante a um simulador de voo. Nele, o operador de um navio poderá navegar no ambiente virtual e operar o equipamento como se tivesse em condições reais. "O equipamento é dotado de uma poltrona e console com todos os controles de uma embarcação real, inclusive com os movimentos. Temos agora um equipamento que nos permite operar em quatro dimensões", descreve o pesquisador.

Imersão extrassensorial

Para alimentar toda a tecnologia do laboratório, a rede Galileu constituiu um grid computacional (conjuntos de computadores interligados a cada nó da rede Galileu) com capacidade de processamento de cerca de 180 teraflops.

Para se ter uma ideia da capacidade e velocidade do equipamento, um PC comum, por mais rápido que seja, pode atingir cerca de 0,04 teraflops de processamento. "A velocidade de processamento é que nos permitiu construir a sala de simulações em 4D, com imersão extrassensorial e sistemas de som", descreve Nishimoto.

Ele explica ainda que cada instituição que forma os nós da Rede Galileu terá sua sala de visualização, mas cada uma em sua vertente de pesquisas. "Nosso laboratório está inserido na área de sistemas oceânicos offshore", diz o docente.

Ele lembra ainda que a tecnologia do laboratório da Poli já vem sendo aplicada em pesquisas até mesmo do exterior. "Já fizemos a análise dos sistemas oceânicos do Mar do Norte e Golfo de México, utilizando nossa tecnologia", destaca Nishimoto, lembrando que o desenvolvimento de todos os equipamentos do novo laboratório foi elaborado na própria Poli.

Rede Galileu

A Rede Galileu é integrada por quatro instituições âncoras de ensino: USP, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e PUC do Rio de Janeiro e outras 10 universidades e institutos de pesquisas. A Galileu é uma rede laboratorial de computação científica e de visualização responsável pela realização de cálculos e simulações numéricas para a resolução de problemas complexos.

Segundo o professor Nishimoto, no laboratório da USP foram investidos cerca de R$ 10 milhões. "Todas as instituições foram contempladas com os valores equivalentes. De acordo com a legislação da Petrobras e da Agência Nacional de Petróleo, 1% da receita de produção dos campos produtivos deve ser investido em pesquisas e desenvolvimento", lembra o professor.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Seringa implantável libera medicamentos sem dor


Aplicação personalizada de medicamentos

Muitas condições médicas, como câncer, diabetes e dores crônicas, exigem medicamentos que não podem ser tomados oralmente. As doses devem ser intermitentes ou numa base "conforme necessário," sempre durante um longo período de tempo.

Já foram desenvolvidas várias técnicas para aplicações das chamadas drogas inteligentes - um processo chamado drug delivery, ou aplicação personalizada de medicamentos, numa tradução livre. Essas técnicas incluem fontes de calor ou de luz externas, chips eletrônicos implantados e outros estímulos que funcionam como uma chave liga-desliga para a liberação dos medicamentos no corpo.

Contudo, nenhuma dessas técnicas consegue fazer tudo o que se espera de uma forma de aplicação de medicamentos realmente inteligente: abrir e fechar repetidamente a dosagem do medicamento e liberar sempre dosagens precisas, conforme a necessidade do paciente.

Nanotecnologia e magnetismo

Agora, mesclando nanotecnologia e magnetismo, a equipe do Dr. Daniel Kohane, do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, encontrou a solução mais promissora até o momento para o conceito de "entrega de medicamentos."

O medicamento é misturado a nanopartículas magnéticas, feitas de óxido de ferro, e colocadas no interior de uma espécie de cápsula fabricada com uma membrana especial. A cápsula, por sua vez, é inserida no interior de um pequeno dispositivo biocompatível implantável, que mede menos de 1 centímetro de diâmetro. O dispositivo é passivo, sem necessidade de nenhum componente eletrônico.

Um campo magnético aplicado externamente aquece as nanopartículas magnéticas, distendendo a superfície da membrana da cápsula. Essa distensão abre poros temporários na membrana que permitem que o medicamento saia da cápsula e atinja o organismo. Quando o campo magnético é desligado, a membrana se resfria e fecha os poros, interrompendo a liberação do medicamento.

Seringa implantável

A dose liberada pode ser controlada precisamente pela duração da ativação do campo magnético. A quantidade de medicamento liberada manteve-se constante ao longo de múltiplos ciclos de funcionamento.

O dispositivo mostrou-se totalmente biocompatível nos testes em cobaias, sem toxicidade para as células e sem qualquer rejeição pelo sistema imunológico, mantendo-se totalmente funcional por 45 dias no organismo dos animais.

As membranas são ativadas por temperaturas superiores às temperaturas apresentadas pelo organismo, não sendo afetado mesmo por estados de febre alta ou inflamação local.

O próximo passo da pesquisa será obter as autorizações necessárias para os testes em humanos.

Declaração de Manaus serve para 'balizar' posições em Copenhague, diz Lula


Os nove países que abrigam em seus territórios a floresta amazônica assinaram nesta quinta-feira, em Manaus, uma declaração que, nas palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, servirá para “balizar” a posições destas nações na Conferência da ONU sobre o Clima em Copanhague, em dezembro.

“Esse texto vai balizar nossas posições mas longe de nós querer dizer que opinião ou posição um país pode ou não ter em Copenhague. O documento não pode ferir a soberania dos estados”, disse Lula.

Na Declaração de Manaus, os países amazônicos apoiam a meta estabelecida pela ONU de redução global de 40% na emissão de gases do efeito estufa até 2020, mas o texto não estabelece nada de específico para os países ou para a região.

O presidente Lula disse que o texto vai servir de base para as discussões de Copenhague, mas sem limitar os desejos dos países signatários.

Apesar de apenas três dos nove presidentes terem comparecido à Cúpula dos Países Amazônicos, Lula rejeitou as análises de que o encontro teria sido enfraquecido.

“Vocês tem noção de quantas vezes os meus ministros firmam acordos mundo afora em nome do Brasil sem a presença do presidente?”, perguntou.

“O documento que nós assinamos aqui tem a mesma validade que teria se estivessem todos os presidentes aqui”, afirmou Lula.

Financiamento

Um dos destaques do encontro foi a presença do presidente francês, Nicolas Sarkozy, convidado por conta da Guiana Francesa, que é um departamento (equivalente a Estado) ultramarino da França.

Na coletiva de encerramento do encontro, Sarkozy fez uma defesa vigorosa das transferências de recursos para que países em desenvolvimento atuem nas questões climáticas, e principalmente na preservação das florestas.

“São necessários créditos não só no longo prazo, mas também imediatos para esses países (em desenvolvimento)”, disse.

“Em Copenhague, é essencial que cheguemos a números concretos tanto de redução de emissões como de ajuda financeira aos países mais pobres”, afirmou Sarkozy.

O presidente francês propõe que 20% dos US$ 10 bilhões de dólares anuais que a Europa vai destinar a esse fim até 2012 sejam especificamente destinados à preservação das florestas.

Sarkozy também apoiou a proposta já feita por Lula de instituir uma taxa sobre transações financeiras internacionais para compor estas fontes de financiamento.

A Declaração de Manaus também reafirma o apoio à proposta de uma “contribuição de 0,5% a 1% do PIB dos países desenvolvidos para ações em clima por parte dos países em desenvolvimento”.

China e EUA

Os dois presidentes congratularam a China e os Estados Unidos por terem aceitado o estabelecimento de metas quantitativas de redução das emissões de CO2.

“Nas últimas semanas estavam dizendo que Copenhague ia ser um fracasso, que poucos presidentes iriam porque não tinha nem China nem Estados Unidos. Mas agora o presidente Obama estabeleceu um número, que não é exatamente o que a gente queria mas é importante, e a China também está nesse caminho”, disse o presidente.

Sarkozy disse que concordava plenamente com a análise do brasileiro, mas observou que “as últimas declarações de Barack Obama e dos dirigentes chineses são extramente encorajadoras”.

Artista faz esculturas com peças de carros.


Uma galeria de arte britânica está exibindo as obras do australiano James Corbett, que se especializou em fazer esculturas usando apenas peças de carros.

Ele mesmo coleciona as partes que utiliza, retiradas de automóveis das décadas de 50 e 60.

O preço das esculturas varia entre 1,5 mil e 10 mil libras (de aproximadamente R$ 4,2 mil a R$ 28,5 mil).

A exposição na John Davies Gallery, em Moreton-in-Marsh, fica em cartaz até 19 de dezembro.

sábado, 28 de novembro de 2009

"Complete a bateria": baterias poderão ser reabastecidas com carga.

Pesquisadores alemães apresentaram o conceito de um novo tipo de bateria recarregável que poderá fazer toda a diferença para os carros elétricos.

Quando a carga da bateria fica muito baixa, o eletrólito descarregado pode simplesmente ser substituído [Imagem: Fraunhofer]

em um posto de reabastecimento por um novo fluido carregado - de forma tão fácil quanto encher o tanque de combustível.


Reabastecendo a bateria

As baterias de lítio oferecem hoje a melhor opção para alimentar os carros elétricos. Contudo, elas ainda pesam muito e demoram muito tempo para recarregar. E oferecem uma autonomia pequena, restringindo o uso dos veículos elétricos a percursos menores.

Os engenheiros do Instituto Fraunhofer acreditam ter encontrado uma solução promissora em um outro tipo de bateria, chamada bateria de fluxo redox - redox refere-se a uma reação de oxidação-redução.

"Estas baterias são baseadas em eletrólitos líquidos. Desta forma, elas podem ser recarregadas nos postos de abastecimento em poucos minutos - o eletrólito descarregado é simplesmente bombeado para fora e substituído por um fluido carregado," explica o engenheiro Jens Noack.

O fluido descarregado pode ser recarregado no próprio posto, sendo revendido a outro cliente. Os pesquisadores apontam ainda a possibilidade de fazer o recarregamento do fluidos utilizando energia solar ou a energia produzida por uma turbina de vento.

Baterias de fluxo redox

O princípio das baterias de fluxo redox não é novo - dois eletrólitos líquidos, contendo íons metálicos, fluem através de eletrodos porosos de grafite, separados por uma membrana que permite a passagem dos prótons. Durante esta troca de carga, uma corrente flui ao longo dos eletrodos, que pode então ser utilizada para alimentar qualquer dispositivo elétrico.

Estas baterias, até agora, apresentam a grande desvantagem de armazenar uma quantidade de energia significativamente menor do que as baterias de lítio. Equipado com baterias de fluxo redox tradicional, um veículo elétrico não teria uma autonomia muito maior do que 25 quilômetros.

Cinco vezes mais carga

O que os pesquisadores alemães conseguiram foi aumentar a densidade de carga das baterias redox em até cinco vezes, aproximando-se muito da autonomia oferecida pelas baterias de lítio instaladas nos carros elétricos e híbridos atuais, mas sem os inconvenientes destas.

A primeira célula da nova bateria já está pronta. Agora os engenheiros estão montando as diversas células para formar uma bateria. O próximo passo será otimizar o seu funcionamento, eventualmente aumentando ainda mais a capacidade de armazenamento de carga.

Por enquanto, como estão trabalhando apenas com protótipos da nova bateria, os veículos elétricos de teste são miniaturas, mas em escala precisa, com um décimo do tamanho e do peso de um veículo elétrico normal. Um veículo na escala de 1:5 já está em etapa final de preparação.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Blogueiro terá que pagar indenização por post de leitor.

Por causa de um comentário feito por um leitor que se identificou com e-mail falso, o blogueiro cearense Emílio Moreno, 33 anos, foi condenado a pagar R$ 16,6 mil à freira Eulália Maria Wanderley de Lima, diretora do Colégio Santa Cecília, de Fortaleza. O caso levanta a discussão sobre a necessidade de se criar leis específicas para a internet e os limites da liberdade de expressão na rede mundial de computadores.

De acordo com Emílio Moreno, o post colocado em seu blog, o Liberdade Digital, relatava a falta de repercussão da imprensa local de uma briga entre alunos do Colégio Santa Cecília ocorrida em 2008 dentro da escola. No espaço dedicado aos comentários, um leitor fez insultos à diretora e criticou a mediação feita por ela com relação à briga dos estudantes.

Ainda segundo o blogueiro, que cursa Jornalismo numa faculdade particular, os advogados da freira, entraram em contato com ele e pediu para que o comentarista fosse identificado. Emílio Moreno disse ter de imediato retirado o comentário do post do ar. O advogado Helder Nascimento contestou. Disse que o blogueiro manteve a opinião do leitor, alegando o direito à liberdade de expressão, e também se negou a identificar o autor do comentário.


O caso foi parar na Justiça. O blogueiro foi intimado a prestar esclarecimentos. Compareceu a quatro audiências e a diretora faltou, alegando viagens e compromissos profissionais. Na quinta, o estudante faltou e não justificou a ausência. Perdeu o prazo para recorrer e acabou sendo condenado a pagar 40 salários-mínimos à freira por danos morais.


Sem condições de pagar a quantia estipulada pela Justiça, uma campanha na rede social twitter foi iniciada hoje por simpatizantes do blogueiro. Eles usam a tag #freeemilio para protestar e prestar solidariedade a Emílio Moreno. Alguns pedem para que a freira perdoe o estudante. Outros sugerem uma campanha de arrecadação de dinheiro para que ele pague a indenização.


"Se toda essa polêmica servir para abrir um amplo debate sobre a produção de conteúdo em blogs e nas redes sociais, isso tudo terá valido a pena. Vejo os advogados falarem com muita normalidade sobre a decisão. Mas há que se avaliar, que existem milhões de pessoas produzindo textos e recebendo comentários em suas páginas. Quem vai esclarecer essas pessoas? Se a jurisprudência nesses casos é a que vale, então vamos informar. Se devemos exigir dos legisladores uma lei específica, pois então façamos isso. Mas o que eu mais lamento em todo esse episódio foi a falta de diálogo. Afinal, fui logo procurado por um escritório de Direito, com a intenção de processar alguém", defende-se Emílio Moreno.

domingo, 22 de novembro de 2009

Aviões farão "aterrissagem verde" na Espanha a partir de 2010.


A partir de 2010, a Espanha exigirá que todos os aviões adotem um procedimento chamada "aterrissagem verde", com o objetivo de diminuir o consumo de combustível, o ruído e as emissões de CO2.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a medida deverá permitir uma economia de 25.000 toneladas de combustível ao ano e uma redução na emissão dos gases causadores do efeito estufa de 75.000 toneladas anuais.

Avião desce planando

A principal medida é a adoção das aproximações em planeio, nas quais o avião aproxima-se do aeroporto planando, com os motores a potência mínima. A medida inicialmente será adotada para os voos noturnos.

A chamada "manobra de aproximação de descenso contínuo" permitirá uma redução no impacto sonoro dos aviões entre 4 e 6 decibéis para as populações que residem a até 18 quilômetros dos aeroportos.

Aproximação verde

Na aproximação verde, o piloto coloca os motores "em marcha lenta" e desce planando até cerca de 10 quilômetros do aeroporto. Nesse ponto, os motores retornam à potência normal e a aterrissagem é feita no modo tradicional.

Cada avião desce a uma velocidade diferente, mas as autoridades espanholas estimam um aumento no tempo do voo entre 1 e 2 minutos.

Combustível e CO2

Segundo o Ministério, os ganhos por voo atingem uma economia entre 100 e 400 quilogramas de combustível, dependendo do avião, e uma redução nas emissões de CO2 entre 300 e 480 quilogramas.

As medidas incluem também a proibição do tráfego de aviões considerados barulhentos nos principais aeroportos do país, entre os quais estão os modelos B-747-200- 300, DC-8-50/60, B-727, Tupolev-154, Ilhusin IL-76 e A-300/B2.