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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Casas de baixo custo resistentes a terremotos

Casas de baixo custo resistentes a terremotos

Sistema de alvenaria integral

Engenheiros da Universidade Politécnica de Madri, na Espanha, projetaram e construíram várias casas de baixo custo resistentes a terremotos.

Embora países ricos, como o Japão, detenham grande tecnologia para a construção de edifícios resistentes a abalos sísmicos, o Haiti não se recuperará tão cedo do terremoto que devastou o país em 2010.

Foi pensando em criar uma alternativa de baixo custo, acessível para regiões mais pobres, que Belén Horta e seus colegas desenvolveram um novo sistema de construção, que eles batizaram de IMS (Integral Masonry System: sistema de alvenaria integral).

Antiterremoto de baixo custo

Os resultados dos testes práticos, com construções reais, feitas com vários tipos de materiais, provaram que uma casa construída com este sistema estável suporta terremotos fortes, que submetam a construção a acelerações de até 1,8 g. Casas de baixo custo resistentes a terremotos 1

Além disso, passado o tremor, basta que as eventuais trincas sejam consertadas para que a construção retorne ao seu nível original de resistência.

E isso foi obtido usando apenas materiais de construção disponíveis em áreas muito pobres, como adobe, tijolos furados, blocos de concreto e aço de construção.

Um dos protótipos de casa resistentes a terremotos - a maior a ser testada foi construída com 72 metros quadrados. [Imagem: UPM] Suportes entrelaçados

O sistema de alvenaria integral usa um conjunto entrelaçado de suportes feitos com barras de aço de construção - ou vergalhões -, as mesmas usadas para a construção de lajes e concreto armado.

Esses suportes são dispostos de forma a terem interseções em três direções, criando uma malha muito resistente aos sacolejos aleatórios de um terremoto.

Vem então o mais interessante.

O interior dos suportes de aço pode ser preenchido com o material de construção que estiver disponível, o que inclui de tijolos comuns a barro usado para fazer adobe, e até rejeitos.

Por cima, uma única laje comum é suficiente para dar rigidez à construção.

Recuperável

O que torna o sistema de alvenaria integral ainda mais interessante para áreas pobres é que ele dispensa o concreto, podendo ser feito inteiramente com materiais locais - apenas o aço de construção precisaria ser trazido de fora.

"Além disso, esse sistema de construção alternativo possibilita reconstruir as casas afetadas por um terremoto com a mesma segurança necessária para enfrentar outra catástrofe futura," dizem os pesquisadores.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pneus feitos com borracha natural de plantas alternativas

Pneus feitos com borracha natural de plantas alternativas

Biopneus

Engenheiros europeus apresentaram os primeiros protótipos de pneus feitos inteiramente com borracha natural a partir de plantas consideradas alternativas.

Os biopneus foram fabricados com o látex das plantas guaiúle (Parthenium argentatum) e dente-de-leão da Rússia (Taraxacum kok-saghyz), um parente do dente-de-leão encontrado no Brasil (Taraxacum officinale).

A inovação é fruto de um esforço conjunto entre cientistas de várias instituições de oito países, reunidos pela União Europeia em torno do projeto EU-PEARLS.

Os protótipos estão sendo produzidos pela fabricante de pneus alemã Apollo Vredestein.

Mercado de borracha

Um dos objetivos do projeto é reduzir a dependência da Europa em relação ao látex importado da Ásia.

Além dos pneus, o material é indispensável para um sem-número de setores, e essencial para a fabricação de ítens como luvas cirúrgicas e camisinhas.

Todo o látex usado na Europa vem da seringueira (Hevea brasiliensis), cujos maiores produtores mundiais são Malásia, Indonésia e Tailândia.

Assim, o principal resultado do projeto foi identificar espécies produtoras de látex que se adequassem ao cultivo no clima europeu: o guaiúle deu-se bem na região do Mediterrâneo, enquanto o dente-de-leão da Rússia é mais adequado para as regiões mais frias.

O guaiúle já está sendo cultivado comercialmente na Espanha, mas o látex do dente-de-leão da Rússia mostrou-se de mais fácil extração.

Banho com ar aquecido economiza até 30% de energia

Banho com ar aquecido economiza até 30% de energia

Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) desenvolveram uma técnica que não apenas reduz o consumo de energia elétrica do chuveiro, como também aumenta o conforto do banho.

O método tem como fundamento aquecer não apenas a água do banho, mas também o ambiente do banheiro.

Banho com ar aquecido

Enquanto hoje somente a água do banho é aquecida, o método proposto pelos pesquisadores mineiros aquece também o ar em torno da pessoa.

Com o aquecimento do ar ambiente, a temperatura da água requerida para um banho confortável é menor, exigindo menor potência do chuveiro e, portanto, consumindo menos energia elétrica.

Segundo os pesquisadores, o aquecimento do ar ambiente requer menos energia do que a energia economizada pelo chuveiro, gerando um balanço energético final positivo, com um ganho superior a 30%.

A tecnologia pressupõe o fechamento total do box do banheiro, para que o ar quente não escape do seu interior.

Etapas do banho econômico

Com a nova tecnologia, um banho confortável teria três etapas.

Na etapa pré-banho, o usuário entra no box, fecha a porta e liga o sistema de aquecimento de ar, ajustando-o para uma temperatura à sua escolha - isso leva em torno de 1 minuto.

Na etapa do banho propriamente dito, após o ar ambiente já ter atingido a temperatura escolhida, o usuário abre a água e ajusta sua temperatura.

Finalmente, na etapa pós-banho, o box continuará aquecido pelo sistema de aquecimento de ar, eliminando aquela fase em que o usuário sente o impacto do rápido abaixamento de temperatura que ocorre quando o chuveiro é desligado. Nesse caso, ele ficará aquecido até se enxugar e poder se vestir.

"Em uma residência pequena com quatro moradores, o chuveiro elétrico pode responder por até 45% do consumo de energia elétrica durante os meses mais frios e por cerca de 30% no período mais quente do ano, quando a potência do chuveiro pode ser reduzida," explica o professor Marco Aurélio da Cunha Alves, idealizador do projeto.

"Em outras palavras, a economia de energia elétrica nos banhos, além de possuir variados benefícios para o meio ambiente, traz também economia financeira significativa ao consumidor, visto que pode reduzir bastante o valor da conta de luz no final do mês," completa ele.

O ganho é suficiente para alimentar a geladeira da casa durante o mês inteiro.

Banho com ar aquecido economiza até 30% de energia 1

 

Ele lembra que a pesquisa Procel, feita pela Eletrobras, indica que o tempo médio do banho de um brasileiro é de 10 minutos.

Os modelos mais populares de chuveiro elétrico usados no país têm potência mínima de 3.000 Watts, na posição "verão", e máxima de 4.500 W, na posição "inverno".

Considerando os 10 minutos de banho, isso significa um consumo de 0,50 kWh nos dias mais quentes e 0,75 kWh nos dias mais frios. A proposta do pesquisador é aquecer o ar para evitar que o usuário use a potência máxima do chuveiro.

"Supondo um box com as dimensões de 1,10 x 1,10 x 2,10 metros, para aquecer o ar contido no interior desse box, de 15ºC até 32ºC, será gasta a energia de 0,015 kWh," calcula ele.

"A economia de energia obtida com o banho com aquecimento do ar com relação ao banho convencional é: (0,75 - 0,515) kWh = 0,235 kWh. Em termos percentuais a economia é: (0,75 : 0,235 x 100)% = 31%," conclui Marco Aurélio.

A Universidade já depositou o pedido de patente da tecnologia, e agora o pesquisador está conversando com parceiros da indústria para viabilizar sua colocação no mercado.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Navio cargueiro a vela não dependerá de petróleo

Navio cargueiro a vela não dependerá de petróleo

Navios "pós-carbono"

Os navios a vela vão definitivamente voltar a fazer parte da paisagem dos oceanos e mares.

O grupo B9 Energy anunciou o início dos esforços para a construção de um navio de grande porte que não dependerá do petróleo.

O navio, também chamado B9, usará o sistema de velas dyna-rig, que usa mastros independentes, autoportantes e retráteis, o que dispensa os cabos.

Para os tempos de calmarias, ele contará ainda com um motor tradicional, alimentado por biometano, um gás liquefeito produzido a partir de biomassa.

Grandes navios voltam no tempo para ficarem mais verdes Segundo Kevin Forshaw, um dos participantes do projeto, o consórcio irá "ajudar a desenvolver técnicas viáveis de propulsão para a navegação em uma era de economia pós-carbono".

Projeto holístico

O B9 está com seu projeto sendo avaliado em tanque de provas e túnel de vento.

O objetivo é aprimorar o desenho do casco, para que ele se adapte às exigências do sistema dyna-rig.

Serão avaliados diversos formatos de casco, a fim de obter o máximo de velocidade com a tração gerada pelas velas, ao mesmo tempo mantendo as exigências para atracação nos diversos portos ao redor do mundo.

Serão testados também os parâmetros de segurança na operação do navio em variadas condições meteorológicas.

"Nós estamos projetando o B9 holisticamente, buscando super-eficiência, combinando a tecnologia dos barcos de corrida com a arquitetura naval mais moderna. Nós estamos combinando tecnologias comprovadas de formas totalmente novas, para desenvolver navios 100% livres de petróleo," disse Diane Gilpin, diretora do grupo B9.

NASA vai procurar portais magnéticos em torno da Terra

NASA vai procurar portais magnéticos em torno da Terra

Pontos-X

Os "portais" estão entre os temas favoritos da ficção científica.

Portais seriam aberturas extraordinárias, no espaço ou no tempo, permitindo conectar os viajantes a reinos distantes distantes e inalcançáveis mesmo pelas naves imaginárias das histórias e dos filmes.

Um bom portal seria como um atalho, uma porta para o desconhecido - se eles realmente existissem...

Acontece que um tipo especial de portal de fato existe, e um pesquisador da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, financiado pela NASA, acaba de descobrir como encontrá-los.

"Nós os chamamos de pontos-X, ou regiões de difusão de elétrons," explica o físico Jack Scudder.

"São lugares onde o campo magnético da Terra se conecta ao campo magnético do Sol, criando um caminho ininterrupto que conecta nosso próprio planeta à atmosfera do Sol, a 149 milhões de quilômetros de distância," explica ele.

Portais magnéticos

NASA vai procurar portais magnéticos em torno da Terra 2

As observações das sondas espaciais Themis, da NASA, e Cluster, da ESA, sugerem que estes portais magnéticos abrem e fecham dezenas de vezes por dia.

Eles estão localizados a algumas dezenas de milhares de quilômetros da Terra, onde o campo geomagnético encontra o vento solar.

A maioria dos portais magnéticos é pequena e de curta duração, mas alguns são enormes e sustentados.

Toneladas de partículas energéticas podem fluir através das aberturas, aquecendo a atmosfera superior da Terra, causando tempestades geomagnéticas e belíssimas auroras polares.

A NASA já tinha nos planos uma missão, chamada "MMS" (Magnetospheric Multiscale), para estudar o fenômeno.

Serão quatro sondas voando em formação, dotadas de detectores de partículas energéticas e sensores magnéticos, para tentar rastrear os portais magnéticos e tentar estudá-los.

Mas ainda restava um problema: como encontrar esses portais magnéticos, invisíveis e extremamente fugazes.

Foi esse enigma que o Dr. Scudder acabou de solucionar.

Agora os cientistas não vão mais ficar procurando a esmo pelos portais magnéticos; eles já sabem exatamente como encontrá-los. [Imagem: NASA] Mapa do portal

Apesar de invisíveis e instáveis, os portais magnéticos possuem uma espécie de "poste de sinalização", segundo o pesquisador, um conjunto de indicadores que indica seu endereço com precisão.

Os portais se formam através de um processo chamado reconexão magnética, mesclando linhas de força magnéticas do Sol e da Terra, que se cruzam e se juntam para criar as aberturas.

"Os pontos-X são onde ocorrem os cruzamentos. A súbita junção de campos magnéticos pode impulsionar jatos de partículas carregadas a partir de cada ponto-X, criando uma 'região de difusão eletrônica'," explica o pesquisador.

Usando dados da sonda espacial Polar, que estudou a magnetosfera terrestre nos anos 1990, Scudder conseguiu identificar diversos pontos-X, que nunca haviam sido "vistos" aparentemente porque ninguém havia procurado por eles.

"Usando dados da missão Polar, encontramos cinco combinações simples de campos magnéticos e partículas energéticas que nos dizem quando estamos defronte um ponto-X, ou uma região de difusão de elétrons. Uma única nave, com os instrumentos adequados, pode fazer essas medições e encontrar um portal," explica.

Naves em alerta

Isto significa que cada uma das sondas da constelação MMS poderá encontrar portais e, tão logo localize um, alertar as outras naves da constelação.

Como são linhas magnéticas que se estendem pelo espaço, é importante efetuar medições de vários pontos, a fim de compreender a abertura dos portais e como funciona a aceleração das partículas que entram por eles, comparando sua trajetória e velocidade com a trajetória e velocidade de partículas que seguem a rota "normal", fora do portal.

A fórmula para calcular o "CEP dos portais magnéticos" também significa que, em vez de ficar anos tentando localizar os portais, a missão MMS poderá começar a estudá-los tão logo chegue ao espaço, o que deverá acontecer em 2014.

É um roteiro digno dos melhores portais da ficção científica, só que, neste caso, os portais são reais.

Brasileiros desenvolvem queima de cerâmica em forno de micro-ondas

Brasileiros desenvolvem queima de cerâmica em forno de micro-ondas

Ao ouvir falar de uma cerâmica, a maioria das pessoas logo se lembra de uma indústria com jeitão pré-industrial, com uma enorme chaminé.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão trabalhando para mudar essa paisagem.

Cerâmica em micro-ondas

Ruth Kiminami e seus colegas querem levar para as cerâmicas uma tecnologia já bem conhecida das donas de casa: o forno de micro-ondas.

As pesquisas mostram que a monoqueima de porcelanas esmaltadas neste tipo de forno apresenta perfeita adesão do esmalte, densidade aparente e resistência mecânica igual às obtidas pelo processo convencional.

E não se trata apenas de igualar a tecnologia secular: há um enorme ganho de tempo e energia.

O método convencional, chamado biqueima, utiliza mais tempo e energia porque depende da queima do corpo cerâmico sem esmalte, numa primeira fase, e de uma nova queima, depois que o material passa por um processo de esmaltação.

Com esse procedimento em fases o processo de produção leva no mínimo 18 horas.

No forno de micro-ondas a queima da cerâmica é feita em apenas 24 minutos.

Porcelanas

A pesquisadora acredita que o avanço e a disseminação da técnica de queima cerâmica em forno de micro-ondas podem ter enorme impacto em uma indústria caracterizada por pequenas e médias empresas.

A adoção da monoqueima em micro-ondas seria um processo inovador para a produção de cerâmicas, sobretudo para a produção de porcelanas.

domingo, 15 de julho de 2012

A natureza é decididamente imprevisível, dizem físicos

A natureza é decididamente imprevisível, dizem físicos Natureza imprevisível

Em um artigo que promete desmerecer os palpites de todos os futurólogos e balançar os fundamentos de quase todas as previsões, pesquisadores da mecânica quântica afirmam que a natureza é decididamente imprevisível.

Muitas das previsões que fazemos no dia-a-dia são vagas, e, na maioria das vezes, mostram-se incorretas. Isto porque temos informações incompletas, por exemplo, quando tentamos prever o tempo.

Na mecânica quântica a coisa é pior porque, mesmo se toda a informação estiver disponível, os resultados de determinados experimentos geralmente não podem ser previstos perfeitamente de antemão.

Essa incapacidade de prever com precisão os resultados de experimentos na física quântica tem sido objeto de um longo debate, datando das discussões entre Einstein e seus colegas.

Assim, embora pareça uma ferramenta inadequada para prever resultados, os pesquisadores agora afirmam que a teoria quântica está perto do ideal em termos de seu poder preditivo.

Deus joga dados justos

"Em nosso experimento, mostramos que qualquer teoria na qual houver significativamente menos aleatoriedade [do que na mecânica quântica] está destinada ao fracasso: a teoria quântica fornece essencialmente o limite final na previsibilidade do Universo," garante o Dr. Wolfgang Tittel, da Universidade de Calgary, no Canadá.

O Dr. Renato Renner, professor na ETH em Zurique, coautor do estudo, acrescenta: "Em outras palavras, não só Deus joga dados, mas seus dados são limpos."

Desculpe Sr. Einstein, mas as coisas são mais complicadas a referência lembra Albert Einstein, que disse em uma carta a seu colega Max Born que não acreditava que Deus jogasse dados, significando que ele, Einstein, acreditava em leis muito precisas e definidas da natureza - Einstein não tinha muita simpatia pela mecânica quântica.

O trabalho de Tittel e seus colegas contesta essa pretensa precisão, dando razão ao filósofo David Hume, que afirmava que as chamadas "leis científicas" são meras probabilidades, e que nada impede que eventos futuros venham contestar eventos observados antes.

Aleatoriedade e incerteza

A aleatoriedade é uma das principais características da teoria quântica, geralmente expressa pelo Princípio da Incerteza de Heisenberg.

Esse comportamento estranho tornou-se amplamente conhecido mesmo fora da comunidade científica, graças a experimentos como o gato de Schrodinger, partículas que percorrem dois caminhos simultaneamente, além de todos os trabalhos na área da computação quântica.

Mais recentemente, cientistas propuseram que mesmo a função de onda, uma construção matemática que descreve as partículas, é uma entidade física real.

"Seu apelo é a sua natureza fundamental e sua ampla gama de implicações: conhecer a configuração precisa do universo no Big Bang não seria suficiente para prever a sua evolução completa, em contraste, por exemplo, com a teoria clássica," explica Tittel.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Geoengenharia pode destruir azul do céu

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Céu branco


Além dos efeitos não previstos, a ideia de injetar aerossóis na alta atmosfera da Terra para minimizar os efeitos do aquecimento global pode ter um efeito bem visível: destruir o azul do céu.


Há mais críticos do que adeptos às propostas de manipular deliberadamente o clima terrestre, que é a proposta básica da geoengenharia.


Recentemente, um experimento para testar a ideia de aspergir água do mar a uma altitude de 1 km na atmosfera, proposto por cientistas do Reino Unido, foi proibido pelas autoridades.


Vermelho vence o azul


Ben Kravitz e seus colegas da Instituição Carnegie para a Ciência, nos Estados Unidos, demonstraram que as partículas de sulfato que alguns propõem lançar no ar causariam um maior espalhamento da luz solar na atmosfera.


Isto reduziria em cerca de 20% a quantidade de luz que viria diretamente para o solo, tornando o brilho do Sol mais difuso, mais "apagado", dando um tom esbranquiçado ao céu.


O azul do céu vem da luz sendo refletida pelas moléculas no ar. Esse espalhamento da luz é muito mais forte para os comprimentos de onda mais curtos - na faixa do azul - do que nos comprimentos de onda mais longos - na faixa do vermelho.


As partículas de aerossol que alguns cientistas planejam jogar na atmosfera, contudo, são muito maiores do que as moléculas do ar.


Com isso, elas causariam uma difusão muito mais forte da luz vermelha, "lavando" o azul produzido pelas moléculas menores.


Isto tornaria o céu mais brilhante e virtualmente branco.


Segundo os pesquisadores, o efeito gerado seria similar ao que ocorre depois de grandes erupções vulcânicas.


Um mecanismo proposto por defensores da manipulação do clima em escala planetária - a geoengenharia - teria o mesmo efeito que uma erupção vulcânica de grandes proporções - só que afetando o mundo inteiro. [Imagem: Cortesia de Alice Birkin]


Efeitos imprevisíveis


Os efeitos iriam além da simples aparência do céu, que ficaria de 3 a 5 vezes menos azul.


Segundo os pesquisadores, os efeitos afetariam diretamente a geração de energia solar, uma vez que uma quantidade de luz muito menor chegaria até os painéis solares.


Um outro estudo também já havia demonstrado que o "sombreamento" artificial da Terra pode desacelerar ciclo global da água.


Mas as autoridades que proibiram os primeiros experimentos de geoengenharia, assim como os próprios cientistas que criticam essas propostas, baseiam-se sobretudo em que é virtualmente impossível calcular todos os efeitos gerados por uma manipulação do clima em escala planetária.


"Esses resultados dão às pessoas uma coisa a mais para considerar antes de decidirem se nós realmente queremos seguir por esse caminho," disse Kravitz. "Embora nosso estudo não tenha tratado sobre os possíveis impactos psicológicos sobre essas mudanças no céu, eles também devem ser considerados."


"Eu espero que nós nunca cheguemos ao ponto em que as pessoas considerem a necessidade de aspergir aerossóis no céu para combater o aquecimento global. Este é o tipo de estudo que eu não gostaria de ver comprovado na prática por uma camada estratosférica de aerossóis no mundo real," disse Ken Caldeira, coautor do estudo.

JBS descumpre acordo socioambiental

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O JBS informou que o Greenpeace não enviou o relatório para o grupo, mas quando tiver o levantamento em mãos "ele será devidamente analisado e os pontos de divergência serão tecnicamente esclarecidos a todos".


Segundo o Greenpeace, o JBS vem desrespeitando cláusulas do documento firmado no qual se comprometia a não comprar mais animais criados em áreas desmatadas no Brasil. E aponta ainda outras possíveis irregularidades como compra de animais de terras indígenas e de áreas sob embargo.


Embora os executivos do JBS ainda não tenham recebido oficialmente o documento, a assessoria da companhia informou que teve conhecimento sobre o relatório. E afirma que em "análise prévia, foram constatadas uma série inconsistências nos dados apresentados pelo Greenpeace".


O coordenador da campanha Amazônia, André Muggiati, disse que o Greenpeace teve várias reuniões com o frigorífico para discutir o assunto. "Estamos conversando com o JBS desde que o compromisso foi firmado. Tivemos muitas reuniões e o JBS falha em apresentar uma auditoria consistente... foram sucessivas falhas", disse.


O relatório da organização não-governamental (ONG) indica que pelo menos seis companhias europeias consumidoras de derivados processados de carne bovina e de couro poderiam cancelar ou deixar de renovar contratos com o JBS.


Muggiati disse que o levantamento do Greenpeace concentrou-se em Mato Grosso, Estado com o maior rebanho no país e onde a ONG teve mais acesso a informações.


Contudo, ele declinou em dar mais detalhes sobre a fonte desses dados, destacou apenas que em outubro passado o Greenpeace já havia divulgado relatório semelhante. Na ocasião, segundo Muggiati, parte dos dados veio de relatório do Ministério Público Federal.


Questionado sobre a menção apenas ao JBS, Muggiati afirmou que outros dois grandes frigoríficos que também atuam no Estado não apresentaram irregularidades e conseguiram comprovar que compram animais de áreas que respeitam as regras socioambientais.


Ele citou o Marfrig com três unidades de abate no Estado e o Minerva, que embora conte com uma unidade em Tocantins compra animais de Mato Grosso. Já parte das 16 unidades do JBS no Estado estaria em situação irregular.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Emissões de CO2 bateram recorde em 2011

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Emissões de CO2 atingem recorde em 2011; China lidera

A China foi a principal responsável por um salto nas emissões globais de dióxido de carbono (CO2) em 2011 para o nível mais alto já registrado, enquanto os Estados Unidos e a Europa conseguiram reduções, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quinta-feira.

As emissões de CO2 aumentaram 3,2 por cento no ano passado para 31,6 gigatoneladas no mundo, segundo estimativas preliminares da AIE, órgão sediado em Paris.

A China, maior emissor mundial de CO2, teve o maior peso para o aumento global, com suas emissões subindo 9,3 por cento impulsionadas principalmente pela maior utilização de carvão, disse o órgão.

"Os novos dados fornecem mais provas de que a porta para o limite de 2 graus Celsius (para o aquecimento global) está prestes a fechar", disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE, em um comunicado.

Cientistas afirmam que garantir que as temperaturas médias globais neste século não subam mais de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais é necessário para limitar os efeitos climáticos devastadores.

Eles acreditam que isso só é possível se os níveis de emissão forem mantidos a cerca de 44 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020.

Negociadores de mais de 180 países estão reunidos em Bonn, na Alemanha, até sexta-feira, para trabalhar no sentido de fazer um novo pacto climático global ser assinado até 2015 e garantir que reduções ambiciosas das emissões sejam feitas após o Protocolo de Kyoto expirar no final deste ano.

Contudo, disputas processuais e uma relutância em aumentar o nível de redução das emissões devido a restrições econômicas estão ameaçando o progresso.

As emissões de CO2 por unidade do PIB da China, ou sua intensidade de carbono, caíram 15 por cento entre 2005 e 2011, informou a AIE, sugerindo que a segunda maior economia estava encontrando formas que consomem menos carbono para alimentar o crescimento.

Petrobras confirma 1,2 bilhão de barris de óleo em reserva do pré-sal

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A Petrobras informou nesta quinta-feira que a descoberta de nova acumulação de hidrocarbonetos em poço na bacia de Campos indica volumes recuperáveis de cerca de 1,2 bilhão detrabalhador_petrobras_pré sal_www.in6.com.br barris de óleo equivalente, confirmando anúncio feito mais cedo pelo operador do bloco, a espanhola Repsol.

Segundo a Petrobras, perfuração no poço 1-REPF-12D-RJS, conhecido como "Pão de Açúcar", apontou para "uma estimativa de volumes recuperáveis acima de 700 milhões de barris de óleo de boa qualidade e 3 trilhões de pés cúbicos (545 milhões de barris de óleo equivalente) de gás na concessão BM-C-33".

O poço está entre os municípios de Campos e Macaé, a 195 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, e foi perfurado a uma profundidade lâmina d'água de cerca de 2.800 metros. A coluna total de hidrocarboneto identificada tem cerca de 500 metros de espessura, segundo a estatal.

Mais cedo, a Repsol e a Statoil anunciaram o potencial do bloco . A petrolífera espanhola afirmou que trata-se de "uma das maiores reservas do mundo em 2012".

A concessão é operada pela Repsol Sinopec Brasil, que tem 35 por cento de participação em consórcio que inclui a Statoil (35 por cento) e a Petrobras (30 por cento.).

"O consórcio está preparando um plano de avaliação para a apresentação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)", informou a Petrobras.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Qualidade da água é monitorada por robô em tempo real.


Universidades europeias que participam do chamado projeto Shoal desenvolveram um peixe-robô que analisa a qualidade da água onde nada em tempo real.

A tecnologia empregada reduz o tempo que se leva para detectar a poluição da água. De semanas, passou a ser de poucos segundos. O produto será vendido para autoridades portuárias, companhias de abastecimento de água e aquários, entre outros interessados. Além das universidades, o consórcio tem a colaboração de empresas privadas e o porto de Gijon, na Espanha.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Casa do futuro une sustentabilidade e eficiência energética

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Casa sustentável

Pesquisadores de diversas universidades brasileiras criaram o protótipo de uma casa do futuro, batizada de Ekó House, que está sendo montada na USP.

Trata-se de uma casa eficiente, sustentável e inovadora, que funciona exclusivamente com energia solar, tanto térmica quanto fotovoltaica.

"A casa tem aproximadamente 47 metros quadrados. Ela conta com cozinha, sala de jantar, sala de estar, banheiro e quarto. O ambiente é projetado para dar flexibilidade de uso.

"Com persianas e móveis o ambiente é alterado, aumentando a área social ou a área íntima," explicou Bruna Mayer de Souza, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e uma das integrantes da iniciativa.

Residências Energia Zero

O projeto da Ekó House está em desenvolvimento desde o final de 2010.

O protótipo combina elementos de alta tecnologia com soluções tradicionais de arquitetura e engenharia.

No aspecto de pesquisa, diversos itens do projeto e da construção da Ekó House embasam pelo menos uma dezena de trabalhos acadêmicos que resultarão em teses, dissertações e artigos científicos.

Além disso, o desenvolvimento do protótipo está inserido em um convênio entre USP e Eletrobrás, que tem como objetivo principal o lançamento das bases de uma indústria nacional de Residências Energia Zero (REZ) com tecnologia brasileira e adequação às nossas diversas regiões bioclimáticas.

"O projeto busca desenvolver pesquisa sobre Residências de Energia Zero (REZ) para o nosso clima e sociedade. Buscamos tecnologias que levem a um menor impacto ambiental das residências brasileiras," explica a pesquisadora.

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A casa eficiente funciona exclusivamente com energia solar, tanto térmica quanto fotovoltaica.

O projeto é a proposta brasileira que está concorrendo ao Solar Decathlon Europe 2012, uma competição internacional onde 20 equipes, representando universidades de todo o mundo, projetam, constroem e colocam em funcionamento uma casa sustentável e com eficiência energética.

O Solar Decathlon é dividido em dez categorias, que avaliam as inovações da casa, como sua capacidade de geração e eficiência energética, conforto, qualidade espacial e construtiva, entre outras.

As casas são construídas e testadas localmente e transportadas para o local da competição em Madrid, na Espanha, onde devem ser montadas em dez dias. Lá permanecem em exposição lado a lado por 17 dias, quando estão abertas à visitação do público e são realizadas as provas.

"A casa será levada para Madrid parcialmente desmontada, em contêineres. A estrutura é feita de peças de cumaru e placas de OSB (oriented stranded board) que formam painéis. Esses painéis são preenchidos com lã de vidro para isolamento térmico.

"Como revestimento, são usadas placas cimentícias e, entre os painéis e as placas, também é utilizado revestimento térmico de alto desempenho. Os painéis já irão prontos para Madri, com todas as suas camadas instaladas, inclusive com canos e fios, para lá serem apenas encaixados", explica Bruna.

Brasileiros constroem barco não tripulado para monitorar meio ambiente

 

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Barco com KERS

Pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP, apresentaram o primeiro protótipo de seu novo barco robotizado, uma embarcação não tripulada voltada para o monitoramento ambiental. A embarcação foi projetada para realizar observações de peixes, da qualidade da água, bem como outros tipos de observações em águas fluviais - rios, lagos e represas. Seu grande diferencial é a autonomia, com menor exigência de reabastecimentos devido ao uso de um sistema combinado de propulsão que inclui velas, motor elétrico e energia solar. Quando o veículo é impulsionado pelas velas, entra em ação um sistema regenerativo de energia: a energia do deslocamento é aproveitada para gerar eletricidade, que é acumulada em uma bateria. Quando necessário, a energia da bateria é usada nos motores. "O funcionamento pode prosseguir por até 48 horas, caso não haja luz solar ou ventos."

Trimarã

A embarcação possui 1,80 metro de comprimento por 1,60 metro de largura. Construída em isopor de alta densidade, ela pesa 25 quilos. "A construção utilizou um material que não cause danos a outras embarcações," explica o professor José Roberto Monteiro, coordenador do projeto. O barco possui uma estrutura com três cascos, denominada trimarã, com um casco principal e dois laterais. "Essa distribuição permite maior estabilidade lateral, favorecendo a colocação de velas para impulsionar a embarcação", conta o professor. O veículo pode ser dirigido por controle remoto, e a navegação é feita por meio de coordenadas de GPS. "Os indicadores de posicionamento servem para ajustar os ângulos da vela e do leme, conduzindo o barco ao local desejado", acrescenta o pesquisador. A embarcação é projetada para água doce, mas a utilização no mar poderá ser viabilizada com a construção de uma versão de maior porte.

Barco elétrico

Além das velas, a embarcação possui motores elétricos alimentados pela energia de baterias - estas por sua vez recarregadas continuamente por um painel solar e pelo sistema de energia regenerativa. "Desse modo, não há necessidade de paradas para reabastecimento, aumentando sua autonomia," aponta Monteiro. As principais aplicações do protótipo estão na área ambiental, como a observação do comportamento de peixes por meio câmeras submersíveis. "A presença de um mergulhador poderia espantar os peixes, enquanto o veículo pode permanecer todo o tempo no local, realizando filmagens." A aplicação do veículo na observação de peixes tem tanto objetivos econômicos, na produção para alimentação humana, como ecológicos, como no estudo de hábitos de espécies ameaçadas, com vistas à sua preservação. Outra utilização prevista para o barco é o monitoramento da qualidade da água em grandes represas. O protótipo está em fase final de construção e deverá ser testado em uma represa no interior de São Paulo ainda neste ano.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Google investe milhões para promover energia solar


A Google anunciou que vai investir 280 milhões de dólares para desenvolver o uso da energia solar em residências e empresas.

O dinheiro vai ser destinado à criação de um fundo que consiga auxiliar a empresa SolarCity a financiar a instalação de equipamentos em residências e empresas.

"Este é nosso maior investimento até agora num projeto de energia limpa, e eleva a 680 milhões de dólares o valor total que já aplicamos no setor", destaca o diretor do Google Rick Needham no seu blog.

"Continuamos à procura de outros projetos para investir em energias renováveis", disse Needham, acrescentando ainda que o acordo com a SolarCity irá permitir aos funcionários do Google obter equipamentos a preços reduzidos.

No mês passado, o Google anunciou um investimento de 55 milhões de dólares numa 'fazenda' eólica na Califórnia, após aplicar 100 milhões de dólares noutro projeto semelhante, no Oregon, em Abril.

Google também investiu 168 milhões de dólares para concluir um dos maiores projetos de produção de energia solar do planeta, no deserto californiano de Mojave.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Panasonic planeja “cidade inteligente e sustentável” no Japão






O presidente da Panasonic, Fumio Ohtsubo anunciou na semana passada que está trabalhando em conjunto com mais oito companhias para construir uma cidade “inteligente e sustentável” no Japão chamada Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST). O plano é que utilizem antigos complexos de fábricas da própria empresa. A cidade que poderá abrigar mil casas, espalhadas por 200 mil metros quadrados, ficara pronta até 2014.

A construção da cidade, na Província de Kanagawa, situada cerca de 50 km a oeste de Tóquio,faz parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami realizado pela empresa Panasonic com mais oito empresas parceiras. A prioridade na “Cidade Inteligente e Sustentável de Fujisawa” será a consciência energética e ecológica.

A iniciativa pretende demonstrar que saber articular tecnologias diversas ajuda na construção de uma cidade verde. Isso contribui para que estas construções sejam mais valorizadas.

Nos telhados das casas será embutida uma tecnologia de painéis solares, que fornecem energia para a casa e ainda armazenam a energia não-utilizada em uma bateria, própria para este fim, na própria casa.
Já os transportes serão compostos de veículos elétricos. Toda a cidade terá sensores em rede que controlarão a iluminação pública e irão garantir que a energia não seja desperdiçada através de uma “smart grid” local.
Outra ideia é criar um “eixo verde”, com parques e plantio de vegetação ao longo das estradas principais. São várias soluções para alcançar um novo estilo de vida e um novo modelo de desenvolvimento econômico.
No site da Panasonic, eles explicam que “o projeto busca criar uma cidade inteligente, que está ligada às redes de energia e de dados desde o início. Através destas iniciativas, a cidade como um todo visa reduzir as emissões de CO2 em 70 %, em comparação aos níveis de 1990”.

A cidade sustentável foi inteiramente planejada a partir de tecnologias verdes modernas. Pretende-se com ela criar outras comunidades tanto no Japão com em outros países, com base neste modelo. O objetivo da Panasonic é receber os moradores de março de 2014 até 2018.

Confira o vídeo sobre a cidade (em inglês):

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Estudo retrata percepção de CEOs sobre sustentabilidade

O que os principais CEOs do mundo pensam quando o assunto é sustentabilidade? Uma pesquisa feita pelo Pacto Global das Nações Unidas em parceria com a consultoria Accenture buscou responder esta e outras questões referentes a percepção dos empresários acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado A New Era of Sustainability: UN Global Compact-Accenture CEO Study 2010 (Uma Nova Era de Sustentabilidade: Estudo Pacto Global-Accenture 2010), o estudo consultou 766 presidentes de empresas em 100 países, que correspondem a 25 setores da economia. Além de uma pesquisa via web, o levantamento incluiu entrevistas em profundidade com 50 dos principais CEOs do mundo.


Os dados revelam que o mundo dos negócios já adota uma nova economia, embora em um ritmo desigual. Na média, 93% de todos os executivos entrevistados afirmam que a sustentabilidade será “importante” ou “muito importante” para os negócios. Regionalmente, porém, essa afirmação é feita por 98% na Ásia, 97% na América Latina e na África, 93% na Europa, 90% na América do Norte e 79% no Oriente Médio e Norte da África.
A variação por setor da economia é ainda maior. As porcentagens dos que consideram que a sustentabilidade será um fator crítico para o sucesso dos negócios são de 100% no segmento automotivo, 98% no de bens de consumo e 97% nos bancos. Já os setores mídia e entretenimento (com 84%) e comunicação (com 81%) aparecem no fim da lista.


Dos CEOs participantes, 70% informaram que estão incorporando atualmente mais práticas ambientais, sociais e de boa governança na estratégia das empresas do que há cinco anos. As concessionárias de serviços públicos lideram o ranking dos setores que declararam ter incorporado mais práticas responsáveis às estratégias de negócios, seguidas pelas empresas de energia, com 81%, e pelos bancos, com 74%. Por outro lado, os segmentos de metalurgia e mineração e comunicação estão nos últimos lugares, com 64% e 63%, respectivamente.


Para 72% dos presidentes de empresas, a educação é o fator global mais crítico para a sustentabilidade. Segundo os entrevistados, de qualquer ângulo que se avalie o tema, seja econômico, seja puramente financeiro, social ou ambiental, a educação é fundamental para o surgimento de uma nova geração de gestores capazes de administrar o desenvolvimento sustentável.







Outro aspecto interessante da pesquisa é que 58% dos CEOs crêem que consumidores, funcionários das próprias empresas e governo, nesta ordem, serão mais fundamentais, nos próximos cinco anos, para a mudança dos negócios em direção ao desenvolvimento sustentável.


Os CEOs também listaram as ações necessárias para preparar o negócio para uma nova era de sustentabilidade, nas seguintes áreas:

Consumidores – ampliar as informações para esse público;

Educação – produzir e divulgar novos conhecimentos nas escolas e universidades;

Investidores – adotar uma atitude mais proativa em relação a eles, de modo a garantir e reafirmar que o valor das ações de sustentabilidade pode ser medido e dá retorno;

Desempenho – medir os impactos positivos e negativos das atividades da empresa sobre a sociedade e o meio ambiente, para avaliar seu reflexo no real valor do negócio.

Regulação – assumir maior proatividade, influenciando governos a respeito das leis e regras a serem adotadas.

Das 766 empresas entrevistadas, a brasileira Natura foi a única que declarou se esforçar por adotar medidas que levem ao desenvolvimento sustentável há mais de cinco anos. Em todo o mundo, foram entrevistados presidentes de companhias como Alcoa, Diageo, Ericsson, Nestlé, Novartis, Phillips, Renault-Nissan, Santander e UBS, entre outras.



Cientistas americanos desenvolvem tecnologia PHOLED

Para muitos, a iluminação OLED ainda é uma tecnologia emergente, primária. Entretanto, a empresa americana Universal Display, conhecida por suas invenções de painéis sustentáveis, pretende surpreender os mais descrentes. A sua mais recente invenção dá uma nova e mais eficiente roupagem à tecnologia OLED.

Os cientistas desenvolveram uma tecnologia OLED mais brilhante e eficiente, chamada PHOLED. Ainda em processo de aprimoramento, este tipo de energia já está disponível em produtos de diversas empresas em todo o mundo.







A empresa experimentou colocá-la em uma luminária composta por um painel quadrado e fios condutores. Eles perceberam que este tipo de energia é quatro vezes mais eficiente do que a fluorescente OLED, pode operar em voltagens muito baixas e ainda possui uma superfície fria ao toque.

Além disso, em relação aos LEDs orgânicos, a PHOLED é 60% mais eficiente e possui durabilidade cinco vezes maior. Este tipo de tecnologia permite gerar luz com baixo consumo de energia e criar ambientes com diversas cores, como vermelho, verde e azul.

O novo PHOLED apresenta, ainda, uma eficiência luminosa de 24 candelas por Ampere (cd/A), o que corresponde a uma eficiência quântica de 19% a mil candelas por metro quadrado. A vida útil do novo PHOLED é de 220 mil horas nesse mesmo nível operacional.


sábado, 14 de agosto de 2010

Emissões globais de dióxido de carbono (CO2) caíram 1,3% em 2009, aponta instituto alemão

As emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2) caíram 1,3% em 2009, passando de 31,5 bilhões de toneladas em 2008 para 31,3 bilhões de toneladas, neste que é considerado o primeiro declínio anual na década, informou o instituto privado alemão da energia renovável (IWR, na sigla em inglês), com base em informação oficial e em pesquisas próprias.

Segundo o IWR, entidade sediada em Muenster, e que atua como conselheira de ministérios alemães, a produção de CO2, diminuiu em razão da crise econômica mundial e do aumento dos investimentos no uso de fontes renováveis de energia para uso na geração energética, aquecimento e transporte.

Apesar da queda de emissões, o IWR manteve a recomendação feita em 2009 de que os investimentos mundiais em energia renovável deveriam ser quadruplicados, passando a €500 bilhões (Us$644,2 bilhões) por ano em todo o mundo, no intuito de reverter à tendência de descontrole na poluição provocada pelo gás-estufa.

Emissões globais de dióxido de carbono (CO2) caíram 1,3% em 2009, aponta instituto alemão
A entidade alemã divulgou uma tabela na qual estão listadas as emissões de CO2 de 65 países em 2009, além das recomendações de investimento, com base em um cálculo próprio de quanto cada nação deveria gastar em energia renovável, conforme a respectiva produção, para estabilizar o consumo mundial de combustíveis fósseis. Os dados têm como referência um cenário europeu de permissões de emissões de carbono, com preço fixado em €16 a tonelada. O valor atual de mercado é €14,5.

De acordo com o ranking, a China aparece como a maior emissora, com 7,42 bilhões de toneladas em 2009, seguida dos Estados Unidos, com 5,95 bilhões de toneladas e Rússia, com 1,53 bilhão de toneladas. O Brasil está na 15ª posição, com 414,7 milhões de toneladas em 2009. A estimativa do instituto é de que o país precisa investir Us$6,6 bilhões em energia renovável.

Estudo analisa aspectos negativos da pecuária na Amazônia

Um estudo de caso realizado em Xapuri (AC) concluiu que o incessante aumento do consumo de carne bovina no mundo contribuiu para que a pecuária assumisse um papel central na economia da Amazônia, com impactos ambientais negativos.

Segundo a pesquisa, a exploração de produtos alternativos em determinadas regiões poderia atrair os produtores para outras atividades ao limitar a criação de gado e reduzir a produção sobre a floresta. No entanto, as políticas públicas de valorização das atividades amazônicas têm sido insuficientes para conter o avanço das pastagens.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e também correspondeu à dissertação de mestrado de Gabriela Bordini Prado, sob orientação da professora Helena Ribeiro, do Departamento de Saúde Ambiental da FSP-USP.
Estudo analisa aspectos negativos da pecuária na Amazônia
Ao relacionar dados sobre desnutrição, consumo de carne bovina e desmatamento para criação de pastagens, o trabalho teve o objetivo de avaliar as motivações da crescente pecuarização em território acriano. A literatura científica mostra que vastas áreas da Amazônia foram ocupadas por pastagens nas últimas décadas. Atualmente, cerca de 40% do abate bovino no Brasil (maior exportador mundial de carne) são provenientes da região amazônica.

“Nosso objetivo foi compreender a dinâmica da produção de gado na região. O consumo de carne vem crescendo aceleradamente no Brasil e no mundo e está associado ao aumento de doenças como a obesidade e o câncer colorretal. Por outro lado, é apontado também como um importante fator de desmatamento na Amazônia”, explicou Helena à Agência Fapesp.

Ineficiente

De acordo com a professora da FSP-USP, o consumo de carne, em ascensão, gera um mercado cada vez mais robusto e impulsiona o valor da mercadoria. No entanto é altamente ineficiente como alternativa alimentar.

“Um hectare de terra utilizada para a pecuária produz 34 quilos de carne. Na mesma área é possível produzir 6.500 quilos de milho, ou 3.800 quilos de feijão. Assim, uma região de pastagens poderia alimentar uma parcela maior da população, sem necessidade de desmatamento e ocupação de novas terras. Além disso, a dieta baseada em cereais diminuiria os impactos na saúde”, exemplificou Helena.

Além de dados da literatura internacional sobre o desmatamento na Amazônia, o estudo utilizou como base informações sobre desnutrição, consumo de carne e produção de alimentos no mundo do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Outro lado

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou em 29 de julho, que é preciso compatibilizar o aumento da produção de alimentos no país com a preservação do meio ambiente. Segundo ele, o governo tem estimulado práticas de não agressão ao meio ambiente, mas é preciso “ter os pés no chão”.

“As pessoas que, às vezes, defendem a natureza têm uma boa intenção, mas não conhecem o processo produtivo rural, não são capazes de entender que é perfeitamente possível compatibilizar [produção e preservação]. Ninguém quer que haja erosão, assoreamento, ninguém deixa de proteger um manancial na sua propriedade. Quem mais preserva no Brasil é o produtor rural”, ressaltou, ao comentar o novo Código Florestal brasileiro.

Com informações da Agência Fapesp